Fernando Machado

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Categoria Carnaval

O Carnaval inesquecível de Demazinho Gomes

Tenho o carnaval uma recordação que me remete a infância. Fui alfabetizado por Célia Freire que vem a ser irmã de Enéas, o fundador do Galo da Madrugada. Numa casa, na Rua Padre Floriano, estudei e posteriormente foi a primeira série do clube, tão grande e famoso de hoje. O bairro de São José fervilhava no carnaval. Por lá desfilavam Batuta, Vassourinhas e clubes visitantes vindos de outros bairros. Dois me despertavam muita curiosidade O Cachorro do Homem do Miúdo e Formiga Sabe que Roça Come.

Demazinho Gomes conta alguma coisa do seu carnaval (Foto: Face)

Com olhar aguçado vi um travesti Maria Aparecida à frente do bloco Amante das Flores, sua saia armada girava como um carrossel. Depois os meus interesses carnavalescos foram outros. Um carnaval marcante foi em 1978, no Rio de Janeiro, onde fui conhecer o Baile da Cidade, substituindo do Baile Municipal a festa foi no Canecão. Fui assistir ao desfile das escolas de samba onde vi passar a amiga Beki Klabin, socialite milionária que ingressara no samba namorando o cantor brega Waldick Soriano.

Depois eu conto, confessa Demazinho Gomes (Foto: Face)

A Portela abalou a avenida, samba enredo Olê Olá com Beki e Silvinho Cabeleireiro com 250 plumas brancas em suas costas. No dia seguinte fui conhecer o Baile do Monte Libano, com muitas fantasias. Fiquei no camarote oficial com os jogadores Pelé, e Carlos Alberto Toores e sua Therezinha Sodré, além do embaixador do Líbano. Foi um Baile mais endiabrado. En passant fui ao cabaré Asa Branca na Lapa e conheci o estilista Kenzo, a modelo Linda Evangelista que estavam entregues ao samba.

Demazinho Gomes fala dos seus carnavais inesquecíveis (Foto: Face)

Passei pelo Baile do Scalla do Chico Recarey que substituiu o Baile dos Enxutos. Mas foi o baile mais comportado que penetrei. Os Enxutos são verdadeiras Ladies, quando querem. Ah, 1978, com coisas que posso contar e outras não. Com dizia Dercy Gonçalves, Depois eu Conto. Eu vou contar em testamento. O Rio é uma festa. Ah eu conheci Rod Stewart que me chamou para uma festa em sua suíte no mesmo hotel. Quem intermediou o convite foi o cabeleireiro Demois. Não fui porque já sabia que Rod Stewart foi coveiro. Demazinho Gomes

Confetes e Serpentinas

O Casarão Recife Antigo leia-se Carla Bensoussan, diretora da Lead!Hub e Relações Públicas abre as portas hoje às 20h, com direito a uma vista fantástica do Marco Zero, vários lounges, dancing, bar, praça de alimentação, salão de beleza e área de customização. As atrações desta noite são Citrus Club, Tuca Barros e Agremiações. As atrações são Pagunça, Michelle Melo, Silvana Salazar e Agremiações. Entrada custa 260 reais.

Hoje, a partir das 9h, vai acontecer, na sede do Náutico, a tradicional festa no calendário alvirrubro, o Timbu Coroado. A banda Pura Paixão, Lili Trindade e orquestra de frevo são as atrações confirmadas para o palco dentro da sede. O percurso pelas ruas do bairro dos Aflitos será animado pela Frevioca e Orquestra e Banda Luará. A concentração será na frente do clube, às 11h. Os bilhetes custam R$ 10 para sócios e R$ 25 para não sócios.

O Carnaval Inesquecível de Gustavo Krause

O carnaval é uma marca da alma pernambucana. Não por acaso, a nossa terra, de forte personalidade cultural tem música própria – o frevo – e uma dança singular – o passo. O frevo-canção serve como melodia para versos românticos ou satíricos; o frevo de rua, com belos arranjos de sopros e metais, arrepia as ruas e ferve o sangue dos foliões; o frevo de bloco incorpora cordas plangentes que emociona nossos corações. Por sua vez o passo é uma acrobacia rítmica com a estética de um sofisticado balé.

O folião Gustavo Krause no Galo da Madrugada (Foto: Internet)

Este sentimento transformou o carnaval parte da minha vida e o que ficou definitivamente gravado na minha memória foi em 1980. Era Prefeito da Cidade do Recife. Bem cedinho, fui para a Padre Floriano, e me juntei com pouco mais de uma centena de “almas” e mascarados. Uma orquestra de frevo. Era os primeiros passos do gigantesco Galo da Madrugada que inscreveu Pernambuco no livros do recordes: uma cidade inteira submersa na folia do maior bloco de rua do mundo.

Gustavo Krause de senador romano no carnaval da AACD de 2006 (Foto: Tom Cabral/JC Imagem)

Pois não é que o grande repórter da Rede Globo, Francisco José, com seu faro jornalístico admirável, descobriu que um dos mascarados era uma “autoridade”. Encostou e disse, mais ou menos o seguinte: ao meu lado, esta “alma” é o Prefeito do Recife. Tremi. Gosto de fantasia e o rosto coberto era para e evitar, entre outras, a pecha de demagogo, populista. E ordenou: “Prefeito tire a máscara”. A emissora estava no ar. Fui entrevistado. Desde então, não uso máscaras. As pessoas compreenderam o lado humano do Prefeito e eu aprendi a lição de que na vida pública não há espaço para disfarces. Gustavo Krause

Confetes e Serpentinas

O Casarão Recife Antigo leia-se Carla Bensoussan, diretora da Lead!Hub e Relações Públicas abre as portas hoje às 20h, com direito a uma vista fantástica do Marco Zero, vários lounges, dancing, bar, praça de alimentação, salão de beleza e área de customização. Há 12 anos Casarão movimenta este projeto em parceria com a TV Jornal. As atrações desta noite são Citrus Club, Tuca Barros e Agremiações.

Caveirinha está do lado direito da porta estandarte (Foto: Portal do Cordão)

“Quem não chora não mama! / Segura, meu bem, a chupeta / Lugar quente é na cama / Ou então no Bola Preta”. O Cordão da Bola Preta foi fundado em 13 de dezembro de 1918, na Rua da Gloria, 88, no Rio de Janeiro, por Álvaro Gomes de Oliveira (Caverinha) e Francisco Carlos Bricio,  Chico Brício, Eugênio Ferreira, João Torres e os três irmãos Jair e Joel Oliveira Roxo e Arquimedes Guimarães. O nome surgiu porque Caverinha ao ver uma mulher linda de preto denominou o bloco com esse nome.