Fernando Machado

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Categoria Carnaval

Confetes & Serpentinas

Graças a Deus o Carnaval do Recife tem ainda, os blocos líricos, senão nossa tradição estava destruída.  Quem tem o frevo, o maracatu, e o caboclinho não precisa importar ritmos estrangeiros. Somente para lembrar, o compositor Matias da Rocha (1864/1907), leia-se o hino do nosso Carnaval, Vassourinhas, nem sei se ainda é, nunca foi homenageado no nosso Carnaval. Fiquei emocionado ao ouvir, sábado, no desfile do Bola Preta, no Rio de Janeiro, Vassourinhas. Foi arretado.

Leonardo Dantas pensando no carnaval  do Recife (Foto: Mariana Dantas)

O carnavalesco e pesquisador Leonardo Dantas Silva escreveu no seu face: “Neste Carnaval de 2019, o frevo não teve vez no palco do Marco Zero, o espaço nobre foi cedido para grupos mais representativos do nosso Carnaval, a exemplo de Paralamas do Sucesso, Alcione, Monobloco, Leci Brandão, Jota Quest, Zezé Mota, Tony Tornado… — Segundo os que fazem à Prefeitura do Recife, sem eles não há Carnaval!”

O Carnaval Inesquecível de Zezita Barbosa

Apesar de ter casado com um grande compositor de frevo, Capiba (1904/1997), a viúva Zezita Barbosa não é foliona. Todavia relembra que os melhores carnavais de sua vida foram aqueles da do governador Nilo Coelho, entre 1967 e 1971. “Maria Teresa e Nilo nos apanhavam em casa para curtir o Carnaval. Ele era um grande folião. Íamos para a Avenida assistir aos desfiles de blocos e escolas de samba. Nilo gostava da Escola de Samba Estudantes de São José”.

Capiba e Zezita Barbosa (Foto: Divulgação)

Zezita prossegue: “depois íamos jantar e em seguida nos deslocávamos para os bailes dos Clubes Internacional e Português. Estes foram para mim meus carnavais inesquecíveis. Tinha corso que era uma maravilha. Era permitido lança perfume e mela-mela. Como os jornais da época criticavam o jogar água nos foliões, escreviam que o Pronto Socorro, lotado de pessoas quase cegas por conta da água suja que os marginais jogavam nos olhos das pessoas.

Zezita Barbosa uma figura humana maravilhosa (Foto: Fernando Machado)

Então Nilo Coelho foi até o Pronto Socorro para testemunhar essa maldade. Ao chegar lá não encontrou nenhuma vitima cega e sim muita gente esfaqueada, outras vitimas de tiros. “Os carnavais de antigamente eram lindos demais e com uma violência muito pequena, confessa. E encerra lembrando a musica de Capiba: “Quando a vida é boa / Não precisa ter pressa / Até quarta-feira / A pisada é essa / Pra que vida melhor / Fale quem tiver boca / Eu nunca ví coisa assim / Oh! Que gente tão louca”.

Confetes & Serpentinas

A presidente do Bloco da Saudade, Isabel Bezerra, confessa que “o melhor Carnaval da minha vida é sempre o próximo com o Bloco da Saudade”. A propósito: Hoje as 16h, o bloco sai às 16h, da Praça Maciel Pinheiro com destino ao Marco Zero, para o encontro de blocos. O tema do Bloco da Saudade este ano é Recife, Terra do Frevo e do Maracatu. O carnavalesco Carlos Ivan deu destaque nas fantasias para a arte sacra do Recife.

O destaque do Bloco da Saudade Girlane Arraes (Foto: Instagram)

Hoje estarei no Casarão Recife Antigo leia-se Carla Bensoussan, diretora da Lead!Hub e Relações Públicas para assistir ao encontro de blocos líricos. Ele abre as portas hoje às 20h, com direito a uma vista fantástica do Marco Zero, vários lounges, dancing, bar, praça de alimentação, salão de beleza e área de customização. As atrações desta noite são Samba do Zé Pretinho, Rafa Cout, Banda Anabela e Agremiações.

Ninive Caldas se apresenta na Praça do Arsenal (Foto: Luciana Ourique)

A atriz Nínive Caldas foi escalada para apresentar os shows da Praça do Arsenal durante o carnaval. E ela fez jus ao convite. Todos os seus looks são assinados por Jan Souza, as cabeças são de Xuruca Pacheco e os sapatos de Jaílson Marcos. “A intenção é resgatar o glamour da festa e valorizar os talentos pernambucanos”, diz Nínive. O resultado tem agradado muito.

Recordar é Viver

Um momento do Corso, na Praça Joaquim Nabuco do Carnaval de 1934 (Foto: Diário da Manhã)

Outro momento do Corso, desta feita na Rua da Concórdia, no Carnaval de 1934 (Foto: Diário da Manhã)

Noutro ponto da Rua da Concórdia, o Corso era o must (Foto: Diário da Manhã)

Olhem a alegria do recifense no Corso da Rua da Imperatriz no Carnaval de 1934 (Foto: Diário da Manhã)