Fernando Machado

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Categoria Carnaval

Velha Guarda da Portela

Majestade do samba carioca, a Velha Guarda da Portela voltará ao palco sábado, às 15h, com um show especial comemorando os 120 anos de Paulo da Portela, fundador da Azul e Branco de Madureira, que faria aniversário em 18 de julho. O evento será realizado de maneira híbrida, com camarotes limitados já à venda e transmissão gratuita em formato live. Os que preferirem acompanhar in loco, poderão desfrutar da tradicional feijoada da escola, a partir das 13h. As vendas de mesas e camarotes são realizadas exclusivamente por telefone: (21) 3217-1604. Não haverá venda de ingressos no local.

A Velha Guarda da Portela (Foto: Divulgação)

Destinado não apenas aos portelenses, mas a todos que não dispensam um bom samba, o evento celebrará o legado de Paulo da Portela e a trajetória do grupo que segue sendo comandado por Monarco e Tia Surica, duas lendas vivas do cânone da Águia. A apresentação será transmitida simultaneamente pelos canais no YouTube da produtora audiovisual Fitamarela e no da escola, a Portela TV . A Velha Guarda da Portela tem sua origem em 1970, quando o sambista Paulinho da Viola reuniu os baluartes mais representativos da escola para gravar o álbum Portela Passado de Glória.

Esquinas do Mundo

Domingo aconteceu no Pepper Club, em San José, a escolha dos candidatos que vão representar a Costa Rica em três concursos de belezas internacionais. O Mister Isla Del Coco, Esteban Sanarrucia, vai disputar o Mister Grande Internacional, nas Filipinas. O Mister Alajuela, Richard Coronado é o representante costarriquenho no Man of the World a ser realizado nas Filipinas e Mister Heredia,  Alonso Flores Castillo vai participar do I Best Male Model Of Universe, que acontecerá na Bélgica.

Os vencedores do Mister Costa Rica Luis Alonso Flores Castillo, Esteban Sanarruci e Richard Coronado (Foto: Concurso)

A Mangueira pretende fazer seu carnaval ainda em 2021. O presidente da escola, Elias Riche, assinou uma carta de intenção com a Capivara Filmes, via o empresário Dio Trotta, para a realização de um desfile virtual em novembro. Em fase de desenvolvimento, o projeto, criado por Dio, prevê uma versão digital do desfile da escola, criado com uso de tecnologia que mistura filmagem, animação em 3D e cobertura ao vivo. A ideia é recriar a atmosfera do carnaval na Candelária da década de 1960.

Réquiem para Carlos Ivan

“Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes / Camponeses, Apôis Fum / e o Bloco Um Dia Só / Os Corações Futuristas, Bobos em Folia / Pirilampos de Tejipió / A Flor da Magnólia / Lira do Charmion, Sem Rival / Jacarandá, a Madeira da Fé / Crisântemos Se Tem Bote e / Um Dia de Carnaval / Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé / Os Queridos Batutas da Boa Vista / E os Turunas de São José / Príncipe dos Príncipes brilhou / Lira da Noite também vibrou / E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou”.

Carlos Ivan durante recital da Professora Dolores Maia e Silva no Santa Isabel em 1966 (Foto: Acervo da família)

Começo essa homenagem evocando Valores do Passado de Edgard Moraes, porque ontem Pernambucano perdeu um grande carnavalesco. Estamos nos referindo a Carlos Ivan Vieira de Melo o primeiro a criar as fantasias do Bloco da Saudade, desde 1973. Ainda criança enveredou na pintura, decoração e música, com especialidade em piano. É viúvo de Silvia onde viveram por 19 anos. Olindense, nascido na Rua Coronel João Lapa n° 138 em 20 de julho de 1942 nos arredores do Varadouro.

Amilcar Barbosa, José Adolfo (presidente do Homem da Meia Noite), Isabel Bezerra, Carlos Ivan e Claudia Melo (Foto: Acervo da Família)

Coordenou as fantasias do Pitombeira dos Quatro Cantos nas décadas de 1970 à 2000 como Carnavalesco. Colaborou com seus desenhos a Zebra de Olinda, o Bloco Flor da Lira,  a troça Barnabés de Olinda, troça dos Funcionários da Prefeitura de Olinda e a troça Dona Sinhá que também era de Olinda. Confeccionou o estandarte do Peru do Poço da Panela do Recife, criou os estandartes da troça Ta-Maluco. Criou a roupa do Homem da Meia Noite em 2018, quando mostrou toda sua Olinda no referido traje.

Carlos Ivan e sua esposa Sylvia (Foto: Acervo da Família)

Atualmente era carnavalesco do Bloco da Saudade, do Recife, mas, a sua primeira apresentação era em Olinda, o referido bloco em 2018 mostrou Olinda através de suas criações, recentemente celebrou seu Jubileu de Prata no Palácio dos Governadores de Olinda com um grandioso desfile, onde deu ênfase a história de Olinda mostrando os personagens da fundação da Cidade Século  XVI, Jerônimo de Albuquerque,  a Índia Arcoverde, Duarte Coelho e Dona Brites, depois voltou-se para o século XIX mostrando o farol de Olinda e os acendedores de lampiões por meio de suas criações.

Carlos Ivan diante do Flabelo do Bloco da Saudade (Foto: Bloco da Saudade)

Carlos Ivan Vieira de Melo era do sagrado e do profano. Criou via sua arte os célebres andores de Olinda fazendo atualmente o dos Passos da Marim dos Caetés, durante 35 anos arquitetou os andores de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade do Recife. Em 1972 criou a festa (Olinda no tempo das sinhazinhas) revivendo o passado da Cidade, o evento chegou até ao guia turístico brasileiro. Foi fundador do Colégio de São Bento de Olinda, na época era Ginásio de São Bento da Restauração Pernambucana. Criou a logomarca do Colégio Estadual de Olinda e a sua primeira bandeira pintada à mão. Dirigiu por muito tempo o cerimonial do Palácio dos Governadores e era membro da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda.

Carlos Ivan e seu amigo Paulo Teles (Foto: Face)

Sua maior honra como olindense foi ter recebido do poder legislativo de Olinda em 2008 a Medalha Aloísio Magalhães, indicada na época pelo vereador Carlos Alberto Regueira de Castro e Silva. E encerro com Saudade de Aldemar Paiva: “Saudade, é isso que a gente sente / Saudade, é feita que faz a gente / Alguém que partiu / Alguém que morreu/ Alguém que  coração não esqueceu / Podem tocar os clarins / As notas do prazer e da exaltação / Podem passar arlequins / Pierrôs e colombinas no salão / Podem dançar e cantar / Não levam não, / A saudade do meu coração”.

Baile Municipal de 1981

Almir da Paixão com Viva o Recife (Foto: MCR)

Ontem, fez 40 anos que acontecia no Clube Português, Baile Municipal do Recife. A decoração foi de Ary Nóbrega. Os apresentadores foram Carmen Peixoto e Aldemar Paiva. A coordenação foi da primeira dama Clea Krause. Vieram para a prévia Carlos Castelo Branco, Clodovil, Luiz Jasmim, Adalgisa Colombo Teruskin (Miss Brasil de 1958), Lucia e José Rodolfo Câmara.

Diva Pacheco com Tocador de Pífanos (Foto: MCR)

Jorge Danel com Brasões de uma Cidade Barroca (Foto: MCR)

No desfile de fantasias em luxo Masculino venceu Jesus Henrique com Se Eu Fosse Nabucodonosor e no luxo Feminino venceu Isabela Dantas com Rainha do Nilo. Na categoria Pernambucana venceu Diva Pacheco com Tocador de Pífanos de Victor Moreira e no 2º lugar ficou Carlos Carvalho com As Margens do São Francisco.

Múcio Catão com O Apóstolo da Paz (Foto: MCR)

Luiz Heraldo de Oliveira com Amuleto de Exu (Foto: MCR)

Em Originalidade venceu Jorge Danel com Brasões de uma cidade Barroca, no 2º lugar ficou Augusto de Oliveira com Maracatu, Orgulho de uma raça e no 3º lugar ficou Luiz Heraldo de Oliveira com Amuleto de Exu. Na Categoria especial desfilaram Almir da Paixão com Viva o Recife, Mucio Catão com Apóstolo da Paz e Consuelo com Coluna do Meio.

A primeira dama Clea Krause by Paulo Carvalho, Luisa Leão by Paulo Carvalho e Vlademir Meireles (Foto: Divulgação)