Fernando Machado

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Categoria Carnaval

Bal Masqué de 1972

Há 55 anos, acontecia no Clube Internacional do Recife, o Bal Masqué. Não esquecer que nessa prévia Almir da Paixão (1953/2015), com 14 anos, estreava como desfilante de Carnaval, usando a fantasia O Sonho do Oriente. No desfile de máscara venceu Virginia Cardoso by Dorgival Zelaquette e em 2º lugar Sandra Medeiros by Ricardo de Castro. Em máscara a menção honrosa foi para Socorro de Castro by Ricardo de Castro. A Fantasia mais bonita foi a de Flávia Sampaio (Indiana).

Almir da Paixão fazia seu debut neste Bal Masqué (Foto: Divulgação)

A Fantasia mais Original foi a de Zelia Bezerra (Vendedor do Recife Antigo) de Dorgival Zelaquette. A fantasia mais rica foi a Leda Helena Martins (Favorita dos Deuses) by Dorgival Zelaquette. A Menção Honrosa foi para Núbia Rangel (Porta Estandarte) de Dorgival Zelaquette. Vestido mais bonito Sandra Medeiros de Ricardo de Castro. Em Grupo Moleques de Debret de Marcilio Campos (Hercília Sales, Terezinha Cristina Araújo, Cristina Cardoso, Márcia Melo e Marluce Teixeira).

Velha Guarda da Portela

Majestade do samba carioca, a Velha Guarda da Portela voltará ao palco sábado, às 15h, com um show especial comemorando os 120 anos de Paulo da Portela, fundador da Azul e Branco de Madureira, que faria aniversário em 18 de julho. O evento será realizado de maneira híbrida, com camarotes limitados já à venda e transmissão gratuita em formato live. Os que preferirem acompanhar in loco, poderão desfrutar da tradicional feijoada da escola, a partir das 13h. As vendas de mesas e camarotes são realizadas exclusivamente por telefone: (21) 3217-1604. Não haverá venda de ingressos no local.

A Velha Guarda da Portela (Foto: Divulgação)

Destinado não apenas aos portelenses, mas a todos que não dispensam um bom samba, o evento celebrará o legado de Paulo da Portela e a trajetória do grupo que segue sendo comandado por Monarco e Tia Surica, duas lendas vivas do cânone da Águia. A apresentação será transmitida simultaneamente pelos canais no YouTube da produtora audiovisual Fitamarela e no da escola, a Portela TV . A Velha Guarda da Portela tem sua origem em 1970, quando o sambista Paulinho da Viola reuniu os baluartes mais representativos da escola para gravar o álbum Portela Passado de Glória.

Esquinas do Mundo

Domingo aconteceu no Pepper Club, em San José, a escolha dos candidatos que vão representar a Costa Rica em três concursos de belezas internacionais. O Mister Isla Del Coco, Esteban Sanarrucia, vai disputar o Mister Grande Internacional, nas Filipinas. O Mister Alajuela, Richard Coronado é o representante costarriquenho no Man of the World a ser realizado nas Filipinas e Mister Heredia,  Alonso Flores Castillo vai participar do I Best Male Model Of Universe, que acontecerá na Bélgica.

Os vencedores do Mister Costa Rica Luis Alonso Flores Castillo, Esteban Sanarruci e Richard Coronado (Foto: Concurso)

A Mangueira pretende fazer seu carnaval ainda em 2021. O presidente da escola, Elias Riche, assinou uma carta de intenção com a Capivara Filmes, via o empresário Dio Trotta, para a realização de um desfile virtual em novembro. Em fase de desenvolvimento, o projeto, criado por Dio, prevê uma versão digital do desfile da escola, criado com uso de tecnologia que mistura filmagem, animação em 3D e cobertura ao vivo. A ideia é recriar a atmosfera do carnaval na Candelária da década de 1960.

Réquiem para Carlos Ivan

“Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes / Camponeses, Apôis Fum / e o Bloco Um Dia Só / Os Corações Futuristas, Bobos em Folia / Pirilampos de Tejipió / A Flor da Magnólia / Lira do Charmion, Sem Rival / Jacarandá, a Madeira da Fé / Crisântemos Se Tem Bote e / Um Dia de Carnaval / Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé / Os Queridos Batutas da Boa Vista / E os Turunas de São José / Príncipe dos Príncipes brilhou / Lira da Noite também vibrou / E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou”.

Carlos Ivan durante recital da Professora Dolores Maia e Silva no Santa Isabel em 1966 (Foto: Acervo da família)

Começo essa homenagem evocando Valores do Passado de Edgard Moraes, porque ontem Pernambucano perdeu um grande carnavalesco. Estamos nos referindo a Carlos Ivan Vieira de Melo o primeiro a criar as fantasias do Bloco da Saudade, desde 1973. Ainda criança enveredou na pintura, decoração e música, com especialidade em piano. É viúvo de Silvia onde viveram por 19 anos. Olindense, nascido na Rua Coronel João Lapa n° 138 em 20 de julho de 1942 nos arredores do Varadouro.

Amilcar Barbosa, José Adolfo (presidente do Homem da Meia Noite), Isabel Bezerra, Carlos Ivan e Claudia Melo (Foto: Acervo da Família)

Coordenou as fantasias do Pitombeira dos Quatro Cantos nas décadas de 1970 à 2000 como Carnavalesco. Colaborou com seus desenhos a Zebra de Olinda, o Bloco Flor da Lira,  a troça Barnabés de Olinda, troça dos Funcionários da Prefeitura de Olinda e a troça Dona Sinhá que também era de Olinda. Confeccionou o estandarte do Peru do Poço da Panela do Recife, criou os estandartes da troça Ta-Maluco. Criou a roupa do Homem da Meia Noite em 2018, quando mostrou toda sua Olinda no referido traje.

Carlos Ivan e sua esposa Sylvia (Foto: Acervo da Família)

Atualmente era carnavalesco do Bloco da Saudade, do Recife, mas, a sua primeira apresentação era em Olinda, o referido bloco em 2018 mostrou Olinda através de suas criações, recentemente celebrou seu Jubileu de Prata no Palácio dos Governadores de Olinda com um grandioso desfile, onde deu ênfase a história de Olinda mostrando os personagens da fundação da Cidade Século  XVI, Jerônimo de Albuquerque,  a Índia Arcoverde, Duarte Coelho e Dona Brites, depois voltou-se para o século XIX mostrando o farol de Olinda e os acendedores de lampiões por meio de suas criações.

Carlos Ivan diante do Flabelo do Bloco da Saudade (Foto: Bloco da Saudade)

Carlos Ivan Vieira de Melo era do sagrado e do profano. Criou via sua arte os célebres andores de Olinda fazendo atualmente o dos Passos da Marim dos Caetés, durante 35 anos arquitetou os andores de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade do Recife. Em 1972 criou a festa (Olinda no tempo das sinhazinhas) revivendo o passado da Cidade, o evento chegou até ao guia turístico brasileiro. Foi fundador do Colégio de São Bento de Olinda, na época era Ginásio de São Bento da Restauração Pernambucana. Criou a logomarca do Colégio Estadual de Olinda e a sua primeira bandeira pintada à mão. Dirigiu por muito tempo o cerimonial do Palácio dos Governadores e era membro da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda.

Carlos Ivan e seu amigo Paulo Teles (Foto: Face)

Sua maior honra como olindense foi ter recebido do poder legislativo de Olinda em 2008 a Medalha Aloísio Magalhães, indicada na época pelo vereador Carlos Alberto Regueira de Castro e Silva. E encerro com Saudade de Aldemar Paiva: “Saudade, é isso que a gente sente / Saudade, é feita que faz a gente / Alguém que partiu / Alguém que morreu/ Alguém que  coração não esqueceu / Podem tocar os clarins / As notas do prazer e da exaltação / Podem passar arlequins / Pierrôs e colombinas no salão / Podem dançar e cantar / Não levam não, / A saudade do meu coração”.