Fernando Machado

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Adeilda: Um nome que a História Guardou

A Época de Ouro do Radio pernambucano chora. Encerrou-se quarta-feira, uma das mais interessantes páginas da história do nosso rádio, com a morte da atriz, locutora, mãe e amiga Adeilda Fonseca de Oliveira.  Nasceu em Gameleira no dia 23 de março de 1936. Iniciou sua trajetória na Rádio Clube de Pernambuco, apresentando o programa Miscelânea Sonora, ao lado de José Edson, no ano de 1959.

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Adeilda Fonseca com a neta Lais (Foto: Cortesia)

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Adeilda Fonseca (Foto: Cortesia)

No mesmo ano, migrou para a Rádio Continental, onde permaneceu até o ano seguinte. Ainda em 1960, ingressou na televisão, na TV Rádio Clube, Canal 6, permanecendo por três anos na emissora. Em 1961, regressou ao rádio, dessa vez na Rádio Capibaribe, onde ficou por um ano. Dentre seus personagens conhecidos do rádio, destaca-se Madame Zorayde, que apresentava o horóscopo diariamente.

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Adeilda Fonseca e Fernando Castelão no Você Faz o Show (Foto: Cortesia)

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Adeilda Fonseca e Marcos Macena no Sport Show (Foto: Cortesia)

Após morar por dois anos na em São Paulo, retornou a Pernambuco, voltando para a televisão. A TV Jornal do Commercio foi, daí por diante, sua casa, onde permaneceu de 1965 a 1972, apresentando programas como o Expresso da Amizade, Você Faz O Show com Fernando Castelão, Sport Show com Marcos Macena e, também, programas humorísticos, onde contracenou com o saudoso Grande Otelo. Participou também de shows de variedades, como o Programa da Mulher e o programa de auditório Varieté.

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Adeilda Fonseca contracenando com Grande Otelo (Foto: Cortesia)

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Adeilda Fonseca, Juraceia Castelar, José Pimentel e Milton Bacarelli (Foto: Cortesia)

Adeilda Fonseca ainda encenou peças teatrais, como Bonnie & Clyde e algumas novelas, na TV Jornal do Commercio, como Além da Justiça dos Homens com Carmem Peixoto, Juraceia Castelar, José Pimentel e Milton Bacarelli e Um Amor de Colegial. Ao longo de sua carreira, contracenou com nomes hoje conhecidos nacionalmente, como Arlete Salles, José Wilker e Lúcio Mauro.

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Adolfo Cordeiro escreveu essa poesia para sua mãe, Adeilda Fonseca (Foto: Cortesia)

Adeilda Fonseca que faleceu quarta-feira, vítima de complicações provenientes do câncer, sem jamais ter desistido de lutar e de viver, foi Rainha do Carnaval do Recife de 1964. Ela deixa um filho, Adolfo Cordeiro, que escreveu o texto e uma neta Lais. Este é um nome que a História Guardou.

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5 Discussions on
“Adeilda: Um nome que a História Guardou”
  • Muito obrigado, Fernando, por essa linda homenagem à minha já saudosa e eternizada mãe. Tenho certeza de que a alegria que ela está sentindo neste momento, lá do alto, é imensurável, diante de tamanho carinho e reconhecimento. Parabéns pela valorosa luta pela cultura e memória pernambucanas. Forte abraço e sucesso sempre!

  • Lembro-me perfeitamente da atuação da atriz Adeilda Fonseca na telinha da TV Jornal do Commercio e nos microfone da rádio, inclusive atuando com o excelente ator Marcos Macena. Eu tinha uma grande admiração pelo seu trabalho. Ela era de uma sensualidade natural. Lamentavelmente a nossa TV praticamente deixou de existir com a substituição dos nossos artistas, técnicos, produtores e diretores por produções do sudeste, totalmente dissociadas da nossa realidade. Infelizmente tomei conhecimento do seu falecimento da Adeilda Fonseca quase três anos após, graças ao ostracismo a que foram relegadas nossas estrela.
    Aproveito o momento para sugerir ao nobre jornalista a publicação de uma matéria enfocando a atriz Juraceia Castelar, por sinal contemporânea da Adeilda. Desde já agradeço a atenção, desejando sucesso na sua sagrada missão de informar

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