Fernando Machado

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A crema della crema no Museu


Ricardo Pessoa de Queiroz à côté Maria Digna (Foto: Fernando Machado)

O Museu do Estado de Pernambuco reuniu ontem o melhor da sociedade pernambucana para o vernissage da mostra 47 anos feitos a mão, da grande dama Maria Digna Pessoa de Queiroz, contando a história dos tapetes Casa Caiada. O Espaço Cicero Dias ficou ofuscado pela arte das 25 peças produzidas recentemente, dividas entre os temas clássico, floral, geométrico, étnico e contemporâneo.


Tinane Almeida e Zezé Figueiredo (Foto: Fernando Machado)

Foi um encontro onde a crema della crema testemunhou o arraiolo brasileiro e referência mundial no segmento, dos tapetes Casa Caiada que se destacam por valorizar o saber e o fazer artesanal pernambucano, uma das maiores riquezas de nossa gente. A mostra que fica em cartaz até 21 de novembro, tem um caráter de retrospectiva com a apresentação do primeiro tapete produzido em 1966.


Catarina Moon e seu pai Ricardo Brennand (Foto: Fernando Machado)

A sua origem remonta a 1966, quando Maria Digna Pessoa de Queiroz e Edith Pessoa de Queiroz, née Farjalla, que brilhavam no nosso high society, e muito à frente do seu tempo resolveram serem executivas, tão em moda nos tempos atuais. Também vislumbraram na ociosidade das donas de casa de baixa renda da região, talentosas costureiras e rendeiras, cujo ofício passava de mãe para filhos, realizar um trabalho social e ainda garantir um reforço financeiro no orçamento familiar dessas mulheres.


João Vicente, Maria Guilhermina e Amadeu Pessoa de Queiroz (Foto: Fernando Machado)

Uma pequena Casa Caiada, em Iputinga, se tornou o ponto de encontro das artesãs, por isso a inspiração do nome do tapete genuinamente brasileiro. Depois de algum tempo Edith deixou a sociedade e Maria Digna assumiu o comando dos Tapetes Casa Caiada com a ajuda das filhas. Quarenta e sete anos depois, as mulheres são organizadas sob a forma de associação de artesãs. Em cada metro quadrado de tapete são bordados cinco mil pontos de pura lã sobre tela de linho e algodão.


Marta Freire e Margot Monteiro (Foto: Fernando Machado)

A lã é especialmente fabricada, sendo mais resistente com cores firmes e tingida sob encomenda. Maria Digna, elegantérrima by Bloomingdales, recebia os convidados ao lado do marido Ricardo Pessoa de Queiroz, e dos filhos José Bisneto, Ricardo, Patricia, Tereza e Lucila. Ficaram faltando duas filhas Maria Luiza Vaudernier que mora em Paris e Luciana Barreto que reside em Miami.


Maria Digna Pessoa de Queiroz e Edith Farjalla (Foto: Fernando Machado)

O elenco era de fazer inveja as festas que acontecem no Recife atualmente. Caso fosse citar não teriamos espaço. Edith Farjalla veio de Londres, especialmente para prestigiar o encontro. Ricardo Brennand que comprou o primeiro tapete, em exposto na entrada, prestigiou a noitada, ao lado das filhas Renata, Catarina e Lourdes.


Tereza Cristiana Pessoa de Queiroz, Lucila Bittenourt e Patricia Pessoa de Queiroz (Foto: Fernando Machado)

O bufê que estava de fazer inveja a Apicius foi grifado pela Arcádia. No cardápio amêndoas, pistaches, castanhas e damascos, mas chique impossível. Uma informação necessária: A primeira sede dos Tapetes Casa Caiada funcionou na Rua Alagoana, em Iputinga, depois passou por Boa Viagem e agora está em Camaragibe, num prédio de mais de 200 anos que pertenceu ao empresário Antônio Carlos Menezes.


Tetê Lima Cavalcanti, Ruy, Cristiana e Filipa Henriques (Foto: Fernando Machado)

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