Fernando Machado

João Câmara: 80 anos de arte

Quarta-feira, o Museu do Estado estava lotado de amigos, artistas, parentes e críticos do artista plástico João Câmara. Tudo por conta da abertura da Exposição João Câmara – 80 anos de pinturas digitais, em grande formato realizadas ao longo de uma década. Quem foi não poupava elogios para as 85 pinturas digitais. Também foram apresentadas algumas pinturas a óleo sobre tela, recentes e inéditas. A mostra fica em cartaz até 14 de julho de 2024.

O artista plástico João Câmara (Foto: Fernando Machado)

A curadoria é de Weydson Barros Leal e a produção é de Vera Magalhães e Beth Marinho. Na ocasião foram lançados nacionalmente o segundo livro de contos do artista — A Caminho de Querétaro — da Topbooks Editora e o Livro / Catálogo de obras digitais do artista, pela DG Design Gráfico, com texto de Weydson Barros Leal. O local da mostra combina com os trabalhos de João Câmara.

Sandra Brandão, Antonieta Leal, Ana Elisa Oliveira e Joselia Rezende (Foto: Fernando Machado)

É um palacete do século XIX, que pertenceu a Augusto Frederico de Oliveira, filho do Barão de Beberibe, tornou-se sede própria do Museu do Estado de Pernambuco a partir de 1940. No começo do século XX, o prédio foi modificado com o acréscimo do segundo pavimento e, em dezembro de 1951, foi incorporado ao patrimônio do Museu um novo pavilhão, denominado de Anexo I, ampliando o espaço cultural para novas atividades.

Beth Marinho e sua filha Ana Carolina (Foto: Fernando Machado)

Em 1988, o Museu ganhou nova reforma, desta feita nos porões do casarão, e passou a oferecer ao público duas galerias de exposições temporárias. O Museu ocupa uma área de 9.043m², com amplo estacionamento e jardins ornamentados com esculturas e vasos de cerâmica portuguesa. A entrada principal é guardada por dois grifos de bronze: cabeça de águia, corpo de leão e cauda de serpente.

Antonieta e o filho Weydson Barros Leal com Vera Magalhães (Foto: Fernando Machado)

Estátuas de zuavos, soldados da infantaria francesa made in Argélia, ladeiam a escadaria que nos leva ao terraço frontal do Museu, onde estão, em mármore, as Musas, que presidem as Artes. Memmosina, da memória, Euterpe, da música; Polímmnnia, da retórica; Erato, da poesia; Melpomene, da tragédia; Tália, da comédia; Clio da história; e Calliope, da epopéia.

Lelê Carvalho e André Valença (Foto: Fernando Machado)

No terraço lateral um canhão holandês, de bronze, com três metros de comprimento e, atrás do Museu quatro canhões da artilharia portuguesa, complementam a coleção de armaria. Uma noite, sem dúvida, espetacular onde se pode admirar um artista completo e com peças impactantes. As telas enormes nos davam impressão que os personagens queriam falar.

Adriana Câmara, filha de João Câmara (Foto: Vera Magalhães)

A João Câmara 80 Anos de pinturas digitais é um verdadeiro show de arte e de cores. Um que me chamou atenção foi aquele que remete a João Pessoa, sua terra natal. Deslumbrante. O que não foi nenhuma surpresa para mim, pois João Câmara é João Câmara. O coquetel foi grifado pelo Armazém Xavier. No cardápio pães artesanais, cortados em rodelas, e antepastos. Os pães eram de tomate, jerimum, olívia, azeitona e sementes.

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