Fernando Machado

Blog

Tag viuvo

Réquiem para Alba Richburg

Alba Souza Leão Carneiro de maiô e no desfile de Miss Brasil de 1955 (Fotos: O Cruzeiro)

Hoje o blog está de luto. Faleceu no dia 11 de dezembro de 2018, em San Antônio, no Texas, Estados Unidos, minha amiga Alba de Souza Leão Carneiro Richburg. Somente ontem soube da noticia, com atraso, antes tarde do que nunca, pelo viúvo Harry Richburg. Alba foi à primeira Miss Pernambuco na época de ouro dos concursos, isso em 1955. Estive com Alba em setembro de 2015, quando esteve no Recife, visitando a família.

As candidatas ao Miss Brasil de 1955 chegando ao Rio de Janeiro Alba é a primeira da direita para esquerda (Foto: Acervo de Alba)

Alba renunciou o titulo antes de terminar seu mandado para casar com o então tenente da Marinha dos Estados Unidos, Harry Richburg. A cerimônia aconteceu na capela da Estação Radio Pina, em 16 de julho de 1955. Harry me confessou ontem: “Foram 63 anos de casados e foi o grande amor de minha vida”. Deixou três filhas Eval, Guiomar e Catherine, netos e bisnetos. Tem uma neta Samantha que foi modelo.

Harry Richburg e Alba no Texas (Foto: Acervo de Alba)

Um pouco do Miss Pernambuco de 1955, promovido pelo Diário de Pernambuco. O concurso aconteceu no dia 21 de maio, nos Salões do Clube Náutico Capibaribe. Participaram do concurso Edília de Guimarães Paiva (América), Alba Souza Leão Carneiro (Aéro Clube) e Almerinda Pessoa Azevedo (Atlântico Olindense). A vencedora foi Alba que tinha 21 anos, e recebeu a faixa do comandante da II Zona Aérea, Brigadeiro Netto Reys.


Alba entre as filhas Guiomar, Eva e o sobrinho Sergio Souza Leão no Recife (Foto: Fernando Machado)

A Missa da Saudade

Linda, a celebração da Esperança realizada ontem, à noite, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, por sinal o mais antigo do mundo, pelo sétimo dia de Regresso aos Céus de Margarida Lyra Barros. Emocionante quando o viúvo, Joezil Barros, no final da cerimônia deu seu depoimento, recheado de amor e de saudade. Sem dúvida a altura da Diva. A celebração para a Diva foi coordenada por Joezil Barros, Rafaela Lyra, Murilo Ramos, Rosinha Spinelli e Rosangela Barros. O ministério musical do maestro Ricardo Farias foi simplesmente notável. Destaquem-se Fábio Valois no teclado e Mário Mendes no violino.

b-altar

Dom Bosco, Santa Terezinha e Jesus Cristo fizeram parte da saudade (Foto: Fernando Machado)

A celebração foi presidida pelo Frei Damião Silva, que repetiu na homilia sábias palavras, como tinha acontecido na Missa de Corpo Presente, na Capela do Cemitério da Morada da Paz. O comentarista foi genro de Margarida Murilo Ramos, a primeira leitura coube a Benerval Rocha e a prece dos fiéis ficou com Maria Luisa Pessoa Leão. Quando entrou a trilha sonora da musica preferida de Margarida Lyra Barros, La Vien Rose. Joezil Barros deve ter cantarolado baixinho: “Naquela mesa ela sentava sempre / E me dizia sempre o que é viver melhor / Naquela mesa ela contava histórias / Que hoje na memória eu guardo e sei de cor / Naquela mesa ela  juntava gente / E contava contente o que fez de manhã / E a saudade dela tá doendo em mim”.

b-altar2

O telão mostrava momentos da Diva (Foto: Fernando Machado)

Justifico com o que Joezil Barros falou, e como foram difíceis, saírem estas palavras: “Deus me permitiu que eu tivesse conhecido Margarida e convivêssemos por quase cinco anos. Afável, amorosa, educada, conciliadora, integra e, acima de tudo, companheira dos bons e dos maus momentos, ela chegou na minha vida proporcionando-me momentos de harmonia, união e felicidade, com o que conquistou a amizade e admiração dos meus irmãos, filhos, netos tornando-se a bivó querida dos meus três bisnetos, que transferiram para a mesma todo carinho dedicado a nós”.

b-altar3

Linda a homilia de Frei Damião, sendo abençoado por Nossa Senhora de Fátima (Foto: Fernando Machado)

-E, se nós choramos pela saudade ocasionada por essa separação, não temos como esquecer desta citação de Santo Agostinho, que se aplica a todos nós: A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas. Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho”.

b-margarida-joezil-barros

A Diva Margarida à côté o seu Muso Joezil Barros (Foto: Fernando Machado)

Encerro minha saudade com a musica de Roberto Carlos: “Cubra-me com seu manto de amor / Guarda-me na paz desse olhar / Cura-me as feridas e a dor me faz suportar / Que as pedras do meu caminho / Meus pés suportem pisar / Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar / Se ficaram mágoas em mim / Mãe tira do meu coração / E aqueles que eu fiz sofrer, peço perdão / Se eu curvar meu corpo na dor / Me alivia o peso da cruz / Interceda por mim minha Mãe, junto a Jesus / Nossa Senhora, me dê a mão / Cuida do meu coração / Da minha vida, do meu destino / Nossa Senhora, me dê a mão / Cuida do meu coração / Da minha vida, do meu destino Do meu caminho / Cuida de mim”.