Fernando Machado

Blog

Tag usineiro

Réquiem a Ricardo Pessoa de Queiroz

Padre Abranches abençoando Ricardo e Maria Digna (Foto: Acervo da família)

Do alto dos seus 90 anos, completados no dia 17 de abril, nos deixou quinta-feira, o usineiro Ricardo Pessoa de Queiroz, filho de Lucila e José Adolfo Pessoa de Queiroz. Teve sua vida dedicada ao mundo sucroalcooleiro, ligada sempre a Usina Santa Teresinha, em Água Preta, Pernambuco. Vamos viajar no tempo. No dia 2 de fevereiro de 1952, casou-se com o grande amor de sua vida Maria Digna de Lima Cavalcanti.

Ricardo e Maria Digna com as filhas Lcila, Patricia, Ana Luiza, Thereza, Luciana (Foto: Acervo da família)

Ricardo e Maria Digna construíram uma família numerosa e de muito amor. Foram sete filhos José, Ricardo, Thereza, Lucila, Luciana, Patricia e Ana Luiza que faleceu em 7 de março de 2016; dezessete netos Filipe, Maria Luiza, Eduarda, Luciana, José, João, Marina, Miranda, João Vicente, Ricardo Luís, Amadeu, Guilhermina, Arthur, Helena, Eduardo, Sharline e Gabriella ; e quatro bisnetos Raoul, Margaux, Luiza e Nina.

Thereza, Ricardinho, Luciana, Lucila, José Bisneto e Patricia (Foto: Fernando Machado)

Ricardo Pessoa de Queiroz escreveu vários livros entre eles Manual Prático da Cana-de-Açúcar, cujo lançamento aconteceu no dia 21 de agosto de 2014, no Museu do Estado de Pernambuco, com muito sucesso. Era Engenheiro, pesquisador da área da cana-de-açúcar, entre as suas invenções estão algumas máquinas. Era workahoolic. Adorava a natureza e contabilizou muitos feitos na sua trajetória. Sem dúvida, um homem que a história guardou.

Ricardo Pessoa de Queiroz à côté Maria Digna (Foto: Fernando Machado)

De volta para o passado

Há 125 anos, morria na Rússia, o compositor Ilitch Tchaikovsky, que nasceu no dia 7 de maio de 1840.

Há 110 anos, nascia em Pernambuco, o artista plastico Lauro Villares, que morreu no dia 10 de julho de 1987.

Há 105 anos, Oswaldo Chateaubriand, inaugurava a tipografia Chateaubriand, na Rua das Cruzes, 25.

Há 55 anos, o Mestre Aragão, inaugurava no Aeroclube de Pernambuco, seu restaurante Rainha do Mar.

Há 10 anos, morria em Pernambuco, o usineiro José Adolfo Pessoa de Queiroz, que nasceu no dia 26 de outubro de 1907.

Últimas Noticias

A sociedade pernambucana está menor e bote menor nisso, com a morte hoje da Diva Lybia de Queiroz Maranhão, no próximo dia 30, faria 99 anos. Lybinha como era carinhosamente é chamada pelos amigos mais era viúva do usineiro Julio Maranhão e mãe de Julio (falecido), Sydia e Alexandre. O enterro será no Cemitério de Santo Amaro.

lybinbinha-maranhão3

Uma legenda Lybinha Maranhão (Foto: Gama Júnior)

Um nome que a História guardou

Hélio Coutinho Corrêa de Oliveira, filho de Maria Dolores de Moraes Coutinho e Joaquim Gomes Corrêa de Oliveira, nasceu no dia 6 de abril de 1910, em Nazaré da Mata. Aos cinco anos de idade Hélio sofreu sua primeira perda. Seu pai, médico, faleceu vitima de tuberculose. Após algum tempo de viuvez Dolores casou-se novamente com Rodolfo Medeiros e foram morar na Bahia.

h-helio-coutinho
O usineiro Helio Coutinho Correia de Oliveira (Fotos: Arquivo)

Com 13 anos de idade Hélio começou a trabalhar. Aos 16 anos trocou a Bahia por Nazaré da Mata, onde incursionou no mundo da cana-de-açúcar. Com 25 anos de idade se casou com Dinorah Gonçalves Guerra, fixando residência em Nazaré da Mata. Tiveram oito filhos Joaquim, Helio, José Alfredo, Maria Heliana, Rodolfo Luiz, Anna Dolores, Sérgio Mauricio e Dinorah.

h-dinorah-coutinho
Dinorah e Helio Coutinho

Em Nazaré da Mata Helio fundou a Cooperativa Banco Popular. Depois foi diretor da Associação Comercial de Pernambuco, e convidado pelo governador Agamenon Magalhães fundou o Partido Social Democrático – PSD, em nosso Estado. Foi secretário da Agricultura, Indústria e Comércio, Superintendente do Porto do Recife, Deputado Federal e Estadual.

h-cla-coutinho
Helio e Dinorah Coutinho ao lado dos filhos

Ainda ligado à cana-de-açúcar, fez concurso para tabelião e veio transferido para o Recife onde exerceu o Tabelionato no 8º Cartório de Notas da Capital – Cartório Helio Coutinho, permanecendo até se aposentar aos 70 anos. Com o tempo foi se desfazendo dos engenhos, e aos 71 anos, um grande impacto o atingiu, a morte do seu filho Joaquim, com 45 anos. Não suportou a dor por muito tempo, vindo falecer dois meses depois em 20 de maio de 1981, no Rio de Janeiro. No dia 11 de junho de 1986 falecia sua amada Dinorah.