Fernando Machado

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Carnaval e Musica Inesquecíveis IV

A presidente do Bloco da Saudade, Isabel Bezerra, confessa que “nos 44 anos que estou no Bloco todos os carnavais foram maravilhosos. E a minha música preferida é Saudade de Aldemar Paiva. Saudade é isso que a gente sente. Saudade é  falta que faz a gente. Alguém  que partiu. Alguém que morreu. Alguém  que o coração não esqueceu. Podem tocar os clarins as notas do prazer da exaltação. Podem passar arlequim pierrôs e colombinas no salão. Podem dançar e cantar não levam não, a saudade do meu coração.

Isabel Bezerra é presidente do Bloco da Saudade (Foto: Fernando Machado)

O imortal José Nivaldo Junior confessa “Para mim, não existe carnaval esquecível. Todos os que brinquei, e foram muitos, deixaram lembranças marcantes e registros para sempre. São inesquecíveis o Boi de Nanico, as catarinas, os cabaçais, os “morto carregando o vivo”, dos sábados de Zé Pereira em Surubim. Os corsos com mela-mela, no Recife. O bloco Itapecirica Assanhada. Os desfiles da turma do Tesão. O primeiro desfile de fantasias do Nóis Sofre mas Nóis Goza. Os desfiles do Galo e do Nóis Sofre. As brincadeiras com uma burra, junto com Adão, no Recife Antigo. O Boi das Moças, com Eurico Queiroz.  As centenas de encontros com amigos. As ladeiras de Olinda”.

José Nivaldo Junior e Tarcisio Pereira (Foto: Face)

– Os papangus em Bezerros. Os maracatus de Nazaré da Mata. As La Ursas de São Caetano. O “Amantes de Gloria” o Amantinhos de Glória, com os netos, já ano passado. Tudo se compacta na memória, formando um único, eterno e inesquecível carnaval”. Da mesma forma não consigo indicar uma música. As de Capiba são maravilhosas, também as de Nelson. De Michilis. De Getúlio Cavalcanti. Os hinos de Elefantes, Pitombeiras, do Homem da Meia Noite. Do Galo da Madrugada. Se essa rua fosse minha… Impossível escolher uma. Mas se fosse forçado a escolher, diria duas: “Os lisos no frevo”, do meu pai. E O galope do Carnaval da Saudade do meu filho Danilo, feita para o triste carnaval desse ano”.

De Volta para o Passado

Há 120 anos, morria no Rio Grande do Norte, a poetisa Auta de Souza, que nasceu no dia 12 de setembro de 1876.

Há 110 anos, nascia na Argentina, o artista plástico Carybé (Hector Julio Parich Bernabó), que morreu no dia 2 de outubro de 1997.

Há 110 anos, nascia em Pernambuco, o professor Sanelva Vasconcelos, que morreu no dia 26 de agosto de 1990.

Há 90 anos, acontecia o voo inaugural saindo do Recife, do hidroavião da Panair.

Há 75 anos, os empresários Lineu Gomes e Vicente Mammana Neto fundava a Real Aerovias.

Há 75 anos, nascia na Argentina, o cineasta Hector Babenco, que morreu no dia 2 de outubro de 1977.

Leonardo Dantas Silva e Capiba no Clube Português (Foto: Divulgação)

Há 35 anos, acontecia no Clube Português, o IX Baile da Saudade, coordenado por Leonardo Dantas Silva. A animação ficou por conta das Orquestras de José Menezes e Edson Rodrigues e do cantor Claudionor Germano.

Quem tem saudade não está sozinho

Hoje é o Dia da Saudade e para evoca-la vamos recordar duas belas musicas. A primeira é o frevo composto por Nelson Ferreira (1902/1976) e Aldemar Paiva (1925/2014), Frevo da Saudade e a segunda é o samba Chega de Saudade, de Vinicius de Moraes (1913/1980) e Antônio Carlos Jobim (1927/1994). Claro que tem outras lindas que evocam a saudade, mas estas duas tem um pouco da saudade que trago dentro de mim. Ouça a musica pelo Bloco da Saudade: https://www.youtube.com/watch?v=9Rdr4YaYB9A.

Nelson Ferreira e Aldemar Paiva (Fotos: Divulgação)

Frevo da Saudade: “Quem tem saudade não está sozinho / tem o carinho da recordação / por isso quando estou mais isolado / estou bem acompanhado com você no coração / Um sorriso, / um abraço e uma flor / tudo é você na imaginação / serpentina ou confete, carnaval de amor / tudo é você no coração / você existe como um anjo de bondade / e me acompanha nesse frevo de saudade”.

Vinicius de Moraes e Tom Jobim (Foto: Divulgação)

Chega de Saudade: “Vai minha tristeza e diz a ela / Que sem ela não pode ser / Diz-lhe numa prece que ela regresse / Porque eu não posso mais sofrer / Chega de saudade, a realidade é que sem ela / Não há paz, não há beleza, é só / Tristeza e a melancolia / Que não sai de mim, não sai de mim, não sai / Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda, que coisa louca / Pois há menos peixinhos a nadar no mar / Do que os beijinhos que eu darei na sua boca”. Ouça esse hino por Elizeth Cardoso: https://www.letras.mus.br/elisete-cardoso/868120/.

Parabéns

Hoje, 30, Dia de Santa Martinha, da Não-violência, Nacional dos Quadrinhos e da Saudade, aniversariam o agente de viagem Jorge Sales, a executiva Regina Cardoso Ayres,

O cônsul honorário do Uruguai, Rodrigo Carneiro Leão (Foto: Divulgação)

A executiva Cristina Vita (Foto: Fernando Machado)