Fernando Machado

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O Bloco da Saudade, leia-se a presidente Izabel Bezerra, entregou ontem, 1.500 quilos de alimentos não perecíveis para o Abrigo Cristo Redentor. E como não poderia deixar de ser a turma fez o maior carnaval para os idosos, que caíram na brincadeira. Os alimentos foram arrecadados durante a apresentação do bloco no Shopping Guararapes. Também vão receber doações o Lar de Clara, o Instituto Pero, a Creche Nossa Senhora da Piedade e Flor do Carmelo.

Izabel Bezerra comando este momento de grande alcance social (Foto: Instagram)

As pastoras alegraram os idosos do Cristo Rendedor (Foto: Instagram)

Alexis de Vaulx e Marcelo Monttero vão realizar no dia 14 de março, às 19h, no Copacabana Palace, um desfile de fantasias de luxo. Com certeza deverão desfilar aqueles destaques das Escolas de Sambas do Rio de Janeiro. Quantas saudades dos campeões Clóvis Bornay, Evandro de Castro Lima, Hugo Vernon, Jesus Henrique, Eutália Figueiredo, Denise Zelaquette, Violeta Botelho e Marilene Paiva.

 

Vamos Recordar o Passado

Como reza a tradição, relógio marcava 16h30, e o átrio da Matriz da Boa Vista, no final da Rua da Imperatriz, nos arredores da Praça Maciel Pinheiro, os 29 pastores e as 87 pastoras do Bloco da Saudade, e seus perseguidores começaram a procissão com destino ao Marco Zero, para o encontro dos Blocos Líricos. O Saudade surgiu em 1972, graças ao compositor Edgard Moraes quando compôs Valores do Passado. Então Edgard Moraes, Antonio José Medeiros e Marcelo Varela tiveram a ideia de criar o bloco e a partir de 1973 eles saíram pelas ruas do Recife.

As pastoras Lucia Cavalcanti e Isabel Bezerra (Foto: Fernando Machado)

E a Rua da Imperatriz, pobre de decoração, testemunhava mais uma vez o desfile do Bloco da Saudade., cuja presidente é Isabel Bezerra. Juro que vi nos sobrados, em estado de abandono, Joaquim Nabuco, EdgardRaul Moraes, Nelson Ferreira, Capiba, Luiz Bandeira, Antonio Maria, Romero Amorim, João Santiago, Aldemar Paiva, DináWaldemar de Oliveira, João e Raul Valença, José Menezes, Clarice Lispector, Dona Santa debruçados nas varandas aplaudindo os blocos líricos. Sonhar não custa nada.

Claudia Porpino e marido Felipe Cabral de Melo (Foto: Fernando Machado) 

Um coral com mais de mil vozes cantou o hino do bloco, Valores do Passado, de Edgard Moraes: “Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes / Camponeses, Apôis Fum e o Bloco Um Dia Só / Os Corações Futuristas, Bobos em Folia / Pirilampos de Tejipió / A Flor da Magnólia / Lira do Charmion, Sem Rival / Jacarandá, a Madeira da Fé / Crisântemos Se Tem Bote e Um Dia de Carnaval / Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé / Os Queridos Batutas da Boa Vista / E os Turunas de São José / Príncipe dos Príncipes brilhou / Lira da Noite também vibrou / E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou”.

Marjones Pinheiro e sua mãe, Magdaleine, o carnavalesco Carlos Ivan e Eduardo Mendes (Foto: Fernando Machado)

Por coincidência o prédio onde morou Joaquim Nabuco, o Bloco da Saudade, cantou de Nelson Ferreira: Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon / Cadê teus blocos famosos / Bloco das flores, andaluzas, pirilampos, apôs-fum / Dos carnavais saudosos / Na alta madrugada / O coro entoava / Do bloco a marcha-regresso / E era o sucesso dos tempos ideais / Do velho Raul Moraes / Adeus adeus minha gente / Que já cantamos bastante / E Recife adormecia / Ficava a sonhar / Ao som da triste melodia”.

O Maestro Bozó regente da Orquestra de Pau e Corda (Foto: Fernando Machado)

Já estávamos o final da Rua da Imperatriz, quando surgiu João Santiago: “Vou relembrar o passado / Do meu carnaval de fervor / Neste Recife afamado / De blocos forjados / De cor e esplendor / Na Rua da Imperatriz / Eu era muito feliz, / Vendo o bloco desfilar / Escuta Apolônio o que eu vou relembrar / Os Camponeses, Camelo e Pavão / Bobos em Folia do Sebastião / Também Flor da Lira com seus violões / Impressionava com suas canções”.

As pastoras Tereza Lins que mora em Chicago e Marta Freitas Lins que reside em Maceió (Foto: Fernando Machado)

Quando chegaram ao Quartel General do Frevo, na Pracinha do Diário, o coral cantou bem alto de Capiba: Madeira do Rosarinho / Vem a cidade sua fama mostrar / E traz com seu pessoal / Seu estandarte tão original / Não vem pra fazer barulho / Vem só dizer… e com satisfação / Queiram ou não queiram os juízes / O nosso bloco é de fato campeão / E se aqui estamos, cantando esta canção / Viemos defender a nossa tradição / E dizer bem alto que a injustiça dói / Nós somos madeira de lei que cupim não rói”.

O pastor Claudemir Gomes (Foto: Fernando Machado)

Bloco da Saudade estava irrepreensível com seus componentes fantasiados de ciganos, criados pelo carnavalesco Carlos Ivan Vieira de Melo. Ali me despedi dos pastores e das pastoras, não aguentava mais a fedentina de urina, durante todo o percurso. E pensei para onde vão os IPTUs. O bloco seguiu em frente entoando de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva, o Frevo da Saudade: Quem tem saudade não está sozinho / tem o carinho da recordação / por isso quando estou mais isolado / estou bem acompanhado / com você no coração”.

Ouçam como é linda o frevo-canção: https://www.youtube.com/watch?v=1WhssdniSek.

 

Anotações do Cotidiano

Amanhã, às 13h, vai acontecer a tradicional Feijoada Carnavalesca do Ristorante Famiglia Giuliano. A animação fica por conta de Ana Bela, Rafa Mesquita, Samba de Mesa e Preto Velho. A decoração será de Romildo Alves. No comando estarão Tania Konrad Emerenciano e sua filha Beatriz.

Tânia Konrad Emerenciano e a filha Beatriz (Foto: Fernando Machado)

O Bloco da Saudade realiza hoje, às 22h, na sede da AABB, seu tradicional Baile da Saudade. As atrações são o Coral do Bloco da Saudade, o Maestro Bozó e a Orquestra de Pau e Corda. O Maestro Duda e sua orquestra frevo. É uma noitada de muito frevo de bloco e de rua. Imperdível.

Fatos Diversos

Hoje, a prefeitura de São José da Coroa Grande, recepciona 11 cerimonialistas de todo o Brasil, do projeto Feira New Wed, de Carla Bensoussan e Cindy Noel. Os anfitriões são o prefeito Pel Lages e o secretario de Turismo, Sérgio Aroucha.

No próximo domingo, às 15h, no Venloer Wall 19, em Colônia, na Alemanha, um grupo de brasileiros promove uma festa carnavalesca para matar a saudade do Brasil. O encontro foi batizado Carnaval com Maracatu. Quem nos informa é Dione Brach.