Fernando Machado

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Fé, Paz e Protestos

A catraca da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco quebrou quando o público de manifestantes chegou ao numero de 52 mil. Quero parabenizar o Diário de Pernambuco que acertou ao dizer que 100 mil vozes estava nas ruas. Aliás, a primeira página do Diário estava soberba.

Zilton Antunes escreveu: “Parabéns Fernando, o texto ficou ótimo, mostra muito bem sua consciência e vivência política, sem subterfúgio, com independência e autenticidade. Obrigado, ainda, por ter ilustrado com minhas fotos, fiquei feliz. É gratificante ver a visibilidade que tomaram; para mim, um fotógrafo amador”.

Entre tantos leitores, bote tantos, nisso, que nos parabenizaram pela postagem Fé, Paz e Protestos, temos Ângela Barreto, Cristina Vita, Elisa de Castro, Inah Lins de Albuquerque, Tânia Camepllo, Theo Camargo, Sarita Tabatchnik, Felipe Barreto, Fernando Lisboa, Tarciso Calado Filho e o meu querido Valdi Coutinho. Estou muito orgulhoso, viram!

Adalgisa & Sonia = Misses Brasil de 58

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Misses Acre, Amazonas, Amapá e Maranhão (Foto: O Cruzeiro)

Faz hoje 55 anos que Adalgisa Colombo, sob vaias, era eleita Miss Brasil de 1958. Pela primeira vez o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, acontecia o concurso de Miss Brasil, na nova Meca da beleza brasileira, antes acontecia no Hotel Quitandinha, em Petrópolis. Cerca de 25 mil pessoas, queria a mulata pernambucana Sônia Maria Campos, terminou no segundo lugar.

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Misses Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal (Foto: O Cruzeiro)

Era é época de ouro dos concursos de misses que paravam o Brasil para assisti-los, pelo rádio, pela TV Tupi ou ao vivo. Adalgisa, que representou o Botafogo no Miss Distrito Federal, não era tão bonita, mas tinha um porte muito elegante, pois era modelo da Casa Canadá. Do alto dos seus 1m69 de altura, 56 kg de peso, busto 90cm, cintura 62cm, quadris 91cm, coxa 56cm e tornozelo 21cm, foi eleita Miss Brasil de 1958.

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Misses Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas (Foto: O Cruzeiro)

O público queria a morena jambo, Sonia Maria Campos, pois na época era um crime chamar uma miss de mulata. Sonia que representou o Santa Cruz, tinha 1m71 de altura, 62 kg de peso, busto e quadris 91 cm, cintura 60, coxa 60 e tornozelo 20,5cm. Ela usou um modelo de cetim de seda pura rebordado de perolas, criado por Victor Moreira. Ao desfilar um dos brincos caiu da orelha, e Sonia discretamente arrancou o outro e saiu triunfante pelos 124 metros de passarela em forma de ferradura.

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Misses São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás (Foto: O Cruzeiro)

Todavia o júri formado por Alfredo Blum, Flávio de Carvalho, Hebert Moses, Oswaldo Orico, o prefeito Negrão de Lima, Niomar Muniz Sodré, Francisco Olimpio de Oliveira, Harry Stone, Armando Falcão, Oscar Santamaria, João Calmon, Humberto Barreto e Fróes Fonseca, preferiu a carioca, que foi coroada por Miss Brasil de 1957, Terezinha Morango.

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Uma vista linda da passarela em forma de ferradura no Maracãzinho (Foto: O Cruzeiro)

Participaram do concurso 23 candidatas. Nascilia Nogueira (Acre), Noélia Lopes Cavalcanti (Alagoas), Ilma da Silva Dias (Amapá), Ruth  Costa Novo (Amazonas), Anna Maria Carvalho (Bahia), Maria Sanford Frota (Ceará), Adalgisa Colombo (Distrito Federal), Marly Gomes Cunha (Espirito Santo), Eunice Pamplona Xavier de Brito (Estado do Rio), Magda Renate Pfrimer (Goiás), Ida do Brasil Valente (Maranhão).

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Sonia Maria Campos by Victor Moreira diante do júri (Foto: O Cruzeiro)

Ainda Moacyr Metello Botelho (Mato Grosso), Denise Guimarães Prado (Minas Gerais), Margareth Cleid Huhn (Pará), Stella Maria Stuckert Vasconcellos (Paraíba), Ana Maria Felício de Paiva (Paraná), Sonia Maria Campos (Pernambuco), Maria Creusa Madeira (Piauí), Maria Silveirinha Soares (Rio Grande do Norte), Tânia Maria Santos de Oliveira (Rio Grande do Sul), Carmen Ehrhardt (Santa Catarina), Madalena Fagotti (São Paulo) e Maria Nilza de Brito (Sergipe).

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As cinco finalistas SC, PE, DF, MG e SP (Foto: O Cruzeiro)

Depois de se apresentarem de vestidos e maiôs Catalina saiu o resultado. No quinto lugar ficou Madalena Fagotti (SP), em quarto Carmen Erhardt (SC), em terceiro Denise Guimarães (MG), em segundo Sonia Maria Campos (PE) e em primeiro Adalgisa Colombo (DF). Miss Paraná, Ana Maria Felicio de Paiva, foi escolhida Miss Simpatia.

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Adalgisa Colombo coroada Miss Brasil (Foto: O Cruzeiro)

Informações importantes: Anna Maria Carvalho, tinha 1m60 de altura, e depois casou com o famoso banqueiro Angelo Calmon de Sá, do Banco Economico. A miss mais alta foi Magda Pfrimer de Goiáis com 1m71,5, meio centimetro a mais da Sonia Maria Campos. E a mais baixa foi Ida do Brasil Valente, Miss Maranhão, com 1m54.

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Terezinha Morango coroando Adalgisa Colombo (Foto: O Cruzeiro)

Adalgisa Colombo ficou no segundo lugar no Miss Universo de 1958, realizado em Long Beach. Adalgisa nasceu no dia 11 de janeiro de 1940 e faleceu no dia 18 de janeiro de 2013. Sonia Maria Campos, foi a primeira Miss Brasil Mundo, por ter se classificado em segundo lugar no Miss Brasil, concorreu ao Miss Mundo de 1958, realizado em Londres, onde conquistou o sétimo lugar.

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Sonia Maria Campos com o cetro de Miss Brasil Mundo (Foto: O Cruzeiro)

Fatos Diversos

Foi das mais concorridas a abertura oficial do Festival Varilux de Cinema Francês 2013, que aconteceu no UCI Kinoplex do Shopping Recife. Em evento só para convidados, aconteceu elogiado coquetel, regado a vinho tinto, e os famosos petiscos da culinária francesa, grifados pelo Chef Claúdio Manoel, do Bistrot La Comédie. O filme em exibição foi a comédia Pedalando com Molière, do diretor Philippe Le Guay.

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Fernando Campello, Patrice Bonnal e Marcos Silveira curtindo o Festival (Foto: Adriana Ayub)

Amanhã. Às 19h, no Auditório da Faculdade Guararapes, teremos o lançamento do livro A insustentável leveza do ter: os efeitos do consumismo no Brasil pós-abertura comercial (1990-2012), do mestre em Economia e também coordenador do curso de Comércio Exterior da Faculdade, Hugo Ferreira. O encontro é aberto ao público.

Notícias de Sergipe

A realização de mais uma edição do Verão Sergipe confirmou o sucesso da festa que, definitivamente, já entrou no calendário de sergipanos e turistas. Curtir a estação mais quente do ano ao som de artistas de peso é a expectativa do público que sempre lota as arenas da festa. Esse ano não foi diferente. O público agitou ao som de Zeca Baleiro, Gilbeto Gil, Heitor Mendonça, das bandas Coutto e Orchestra de Cabeça, Plástico Lunar e Ato Libertário e dos DJ’s Budah Moderno e Kaska.

O Museu da Gente Sergipana somente funcionará normalmente amanhã e domingo de carnaval, no horário das 10h às 16h. Segundo o superintendente do Instituto Banese e diretor do Museu, Ézio Déda, o espaço será reaberto na quarta-feira de Cinzas, das 12h às 17h. O Museu fica na Avenida Ivo do Prado, 398, no centro histórico de Aracaju, e dispõe de instalações em multimídia que expõem de modo interativo os mais diversos aspectos da cultura do povo sergipano.