Fernando Machado

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Baile Municipal de 1981

Almir da Paixão com Viva o Recife (Foto: MCR)

Ontem, fez 40 anos que acontecia no Clube Português, Baile Municipal do Recife. A decoração foi de Ary Nóbrega. Os apresentadores foram Carmen Peixoto e Aldemar Paiva. A coordenação foi da primeira dama Clea Krause. Vieram para a prévia Carlos Castelo Branco, Clodovil, Luiz Jasmim, Adalgisa Colombo Teruskin (Miss Brasil de 1958), Lucia e José Rodolfo Câmara.

Diva Pacheco com Tocador de Pífanos (Foto: MCR)

Jorge Danel com Brasões de uma Cidade Barroca (Foto: MCR)

No desfile de fantasias em luxo Masculino venceu Jesus Henrique com Se Eu Fosse Nabucodonosor e no luxo Feminino venceu Isabela Dantas com Rainha do Nilo. Na categoria Pernambucana venceu Diva Pacheco com Tocador de Pífanos de Victor Moreira e no 2º lugar ficou Carlos Carvalho com As Margens do São Francisco.

Múcio Catão com O Apóstolo da Paz (Foto: MCR)

Luiz Heraldo de Oliveira com Amuleto de Exu (Foto: MCR)

Em Originalidade venceu Jorge Danel com Brasões de uma cidade Barroca, no 2º lugar ficou Augusto de Oliveira com Maracatu, Orgulho de uma raça e no 3º lugar ficou Luiz Heraldo de Oliveira com Amuleto de Exu. Na Categoria especial desfilaram Almir da Paixão com Viva o Recife, Mucio Catão com Apóstolo da Paz e Consuelo com Coluna do Meio.

A primeira dama Clea Krause by Paulo Carvalho, Luisa Leão by Paulo Carvalho e Vlademir Meireles (Foto: Divulgação)

Carnaval e Música Inesquecíveis (Último)

A executiva Geralda Farias que foi responsável pelos mais bonitos bailes municipais do Recife, quando era a primeira dama da cidade, englobou todos os do Clube Internacional, onde as orquestras tocavam magnificamente os frevos de Levino Ferreira e os foliões dançavam até a madrugada, ao som de Última Hora. A sua música inesquecível é Máscara Negra de Zé Keti e a mais triste É de Fazer Chorar de Luiz Bandeira que diz “É de fazer chorar / Quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar / Oh quarta feira ingrata / Chega tão depressa / Só pra contrariar / Quem é de fato um bom pernambucano / Espera um ano e se mete na brincadeira / Esquece tudo quando cai no frevo / E no melhor da festa chega a quarta feira”. Ouça É de Fazer Chorar  https://www.letras.mus.br/luiz-bandeira/e-de-fazer-chorar/

Geralda Farias e sua filha Marcelle (Foto: Fernando Machado)

O historiador e jornalista Leonardo Dantas Silva explica que o melhor Carnaval de sua vida foi aquele que o Jornal do Commercio o encarregou para escrever a matéria sobre todo Carnaval para a edição de quarta-feira de cinzas. E sua música inesquecível é o frevo Último Dia de Levino Ferreira, “tanto que a escolhi para abertura do Frevança de 1979, que coordenei”, completou Leonardo Dantas. Ouçam o Último Dia  https://www.facebook.com/socarnavaldeolinda1/videos/1766996643570641

Leonardo Dantas Silva e Capiba (Foto: Divulgação)

O cerimonialista e jornalista Wilton Condé recorda com saudades dos Carnavais do Lança Perfume Rodouro e do Corso na Semana Pré Carnavalesca (a bordo de um Jipe com amigos circulando pelas Ruas da Concórdia, Nova, Imperatriz, Manoel Borba, Avenida Conde da Boa Vista, Ponte Duarte Coelho e Avenida Guararapes). Seus carnavais inesquecíveis foram os do tempo dos tablados nas esquinas das Ruas Nova e Palma com orquestra de Frevo para os foliões pularem o frevo rasgado. Idem na Pracinha do Diário.

Wilton Condé relembra seus carnavais (Foto: Fernando Machado)

No Cabanga com a prévia Preto e Branco, o primeiro da temporada Carnavalesca. Do Bal Masqué só para sócios e convidados especiais. Minhas musicas preferidas são os frevos de Nelson Ferreira, de Capiba, de Ademir Araújo, de Guedes Peixoto, de Duda e de Clovis Pereira. E especialmente o Último Dia de Levino Ferreira.

Baile Vermelho e Branco

Resultou num sucesso a prévia Baile Vermelho e Branco promovida pelo Clube Náutico Capibaribe, sexta-feira. Os alvirrubros se esbaldaram ao som das bandas Pura Paixão, Patusco e Orquestra Maia. Foi uma noitada de pagode e de frevo. O ponto alto aconteceu quando Netinho subiu ao palco entoando seus maiores sucessos do axé dos anos 90.

Netinho com os organizadores da festa Hugo Arcoverde, Luís Júnior, Dirceu Paes e Mário Johnson (Foto: Ivaldo Reges)

O cantor baiano fez todo mundo relembrar, em duas horas de show, o bloco Leque Moleque, comandado por ele, e o Recifolia. Agradeceu ao povo pernambucano pelo carinho, afirmando que em Recife se sentia em casa. Uma volta grandiosa do tradicional Baile Vermelho e Branco e de Netinho aos nossos palcos.

De volta para o passado

Há 95 anos, nascia em Pernambuco, o artista plástico Reynaldo Fonseca, que morreu no dia 23 de julho de 2019.

Há 85 anos, nascia em Pernambuco, o jornalista Esdras Bispo, que morreu no dia 12 de junho de 2007.

Há 75 anos, acontecia no Sindicato dos Empregados do Comércio, o I Salão de Arte Fotográfica do Recife. Júri foi formado pelo prefeito Novais Filho, Manuel de Souza Barros, Evaldo Coutinho, Manoel Bandeira e Phil Schaeffer. Os vencedores foram Benicio Tavares Whaley Dias (Procissão), que ganhou o Premio Cidade do Recife. O 2º lugar foi Luiz Cardoso Ayres (Vaquejada) e 3º lugar ficou com Roberto Diniz (Esquecidos Sentinelas do Forte do Buraco).

Há 65 anos, o general Oswaldo Cordeiro de Farias assumia o governo de Pernambuco.

Há 60 anos, na Ilha do Retiro, a seleção de Pernambuco, vencia a de São Paulo por 4 x 2. Pelé chorou porque perdeu. Gols foram Elias (2), Geraldo e Paulo por PE e Pepe (2) por SP. PE jogou com Waldemar, Zequinha e Edson, Givaldo, Zemaria e Clóvis, Traçaia, Geraldo, Paulo, Biu e Elias e SP com Gilmar, Ze Carlos e Olavo, Oreco, Zito e Juths, Dorval (Julinho), Mário, Chinezinho, Pelé e Pepe.

Evandro de Castro Lima e seu O Grande Mandarim (Foto: Revista Manchete)

Há 50 anos, acontecia no Internacional a prévia Bal Masqué. No desfile de fantasias Evandro Castro Lima venceu com O Grande Mandarim, e em 2º lugar Jesus Henriques com Porta Estandartes do Vassourinhas. Originalidade Mucio Catão (Corcunda de Notre Dame). Na categoria máscaras venceu Beatriz Petit Fontes (Deusa do Sol) de Ricardo de Castro.

Há 40 anos, acontecia o II Baile dos Artistas, no Batutas de São José. A decoração foi de Wilton de Souza e o homenageado Gilberto Freyre, pelos seus 80 anos. No concurso de fantasias 1º lugar foi José Pernalonga (Viúva Alegre) e o 2º lugar ficou com Tuca (Vendedor de Pirulitos). O destaque foi Aritana (Carmen Miranda).

Há 35 anos, morria em Pernambuco, a viúva de Nelson Ferreira, Aurora Ferreira, que nasceu no dia 9 de abril de 1904.