Fernando Machado

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Marina Montini é a tal

Marina Montini by Di Cavalcanti e na revista Ele e Ela (Fotos: Divulgação)

Outra  negra que não precisou de cotas para se destacar num concurso de miss e se tornar ícone de  beleza da mulher brasileira foi Marina Montini (1948/2006), pseudônimo de Maria da Conceição e Silva. Representando o Grêmio Recreativo e Social Cacique de Ramos no concurso Miss Guanabara em 1966, ela protagonizou uma das mais acirradas disputas entre duas mulatas nessa competição. Maria da Conceição teve por rival a candidata do Clube Renascença, Elisabete Santos, 3ª lugar. Marina Montini acabou em 5º lugar empatada com outras três finalistas, porque o evento era transmitido ao vivo pela televisão e não havia mais tempo o desempate.

Eliane Pio Pedro, Maria da Conceição e Silva, Vera Lucia Diniz Cabral e Marina Alice Vidal no Miss Guanabara de 1966 (Foto: Manchete)

 

Sem cotas para negras nem apadrinhamento político-partidário, em 1965 Maria da Conceição e Silva conquistou o título de Mulata do Quarto Centenário do Rio de Janeiro e lançada num programa de televisão na extinta TV Rio. Já famosa, em 1970 ficou em cartaz por um ano no Golden Room do Copacabana Palace como dançarina e modelo do show Rio Zé Pereira. Em seguida o empresário da noite Ricardo Amaral a levou para trabalhar na casa noturna que ele possuia na Avenida Champs Elysées, o pedaço mais elegante de Paris.

Solange Dutra Novelli, Miss IV Centenário e Marina Montini Mulata IV Centenário da Guanabara (Fotos: Divulgação)

Nascida e moradora de Vila Isabel, mesmo bairro de Noel Rosas, Martinho da Vila, Clementina de Jesus, Marina Montini ilustrou capas das mais importantes revistas do país, período em que acabou imortalizada nas telas do pintor Di Cavalcanti de quem se tornaria musa e posou durante sete anos. Isso depois de ser descoberta pelo artista plástico num outdoor anunciando pneus. Aliás, o próprio Di Cavalcanti disse em várias entrevistas que “os quadros ilustrando Marina Montini não precisam de retoques”. (Texto: Jornalista Muciolo Ferreira)

Marina Moniti no Top 8 do Miss Guanabara de 1966 (Foto: O Cruzeiro)

 

Misses Que Não Precisaram de cotas

Dirce Machado de maiô, de vestido e no top 4: Maria Helena Tomé, Gina MacPherson, Shirley Carneiro e Dirce Machado (Fotos: O Cruzeiro)

No tempo em que não havia cotas para as negras nos concursos de miss, tudo era diferente, porque o que prevalecia mesmo era a beleza da candidata e não a cor de sua pele. Foi quando o Clube Renascença do Rio de Janeiro descobriu e lançou as mais belas mulatas que apareceram nas passarelas disputando o título de Miss Guanabara (atual Rio de Janeiro). Dirce Machado foi a pioneira do modesto clube fundado por profissionais liberais e intelectuais negros situado no Andaraí, subúrbio da zona norte, em 1960.

Aizita Nascimento, Léia, Eliane e Vera Lucia Maia, e em traje de gala (Fotos: O Cruzeiro e Manchete)

Depois vieram outras que marcaram época e fama como Aizita Nascimento (1963), Elizabete Santos (1966). Aizita revolucionou, porque no dia de sua eleição o Maracanãzinho quase veio abaixo com os gritos das mais de 25 mil pessoas dizendo: “queremos a mulata”. Acabou em 6º lugar. Muito pouco. Já Elizabete Santos ficou em 3º lugar e só não levou o título porque surgiu no seu caminho as gêmeas Elizabeth e Ana Cristina Ridzi, louras de arrasar quarteirão. Ana Cristina seria a representante do Brasil no Miss Universo.

Miss Brasil Internacional Vera Lucia Couto dos Santos (Fotos: O Cruzeiro)

Todavia foi em 1964 que uma negra se destacou nas passarelas e até hoje é lembrada. Nos referimos a Vera Lúcia Couto dos Santos, eleita Miss Guanabara, segunda colocada no Miss Brasil e terceiro lugar no Miss Beleza Internacional, realizado em Long Beach, Califórnia. Verinha até hoje tem o seu nome cantado durante o Carnaval por foliões de todas as idades quando nas ruas e clubes a multidão repete o refrão da marchinha Mulata Bossa Nova, composta por João Roberto Kelly. Sem precisar de cotas. Porque o politicamente correto é tudo que não é imposto, mas conquistado. (Texto: Muciolo Ferreira)

Sandra de Araujo Duarte, Elizabeth Santos, Elizabeth e Ana Cristina Ridzi (Foto: O Cruzeiro)

Flashes

O governador Paulo Câmara participa em Brasília do Fórum Permanente dos Governadores e reunião com o ministro Henrique Meirelles.

Somente no Brasil um Geddel Vieira Lima continua Ministro. Cada dia mais fico decepcionado com o presidente Michel Temer.

Hoje, às 20h, pelo Terça Negra, no Pátio de São Pedro, temos os maracatus Leão da Campina e Porto Rico, os afoxés Ilê de Egbá e Omô Bá Dé.

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Sheila Wanderley e sua bolsa Chanel (Foto: Fernando Machado)

Uma presença elegante no Festival da Gastronomia Portuguesa, no Sheraton, era Sheila Wanderley by Purificacion Garcia.

No dia 12 de dezembro, nos salões da AABB, às 12h, vamos ter a II Vesperal Carnavalesca, do Bloco da Saudade.

As telhas da Pizza Hut, de Casa Amarela, são Shingle, do Grupo Ecogreen, de Catarina Durães e Isis Baracho.

Flashes

Retornaram para o Recife, from Rio de Janeiro, Lúcia Noya e Junancy Galvão. Domingo foram anotados no restaurante Manoel e Juaquim.

Os 20 anos do Catamaran Tours, leia-se Juliana Britto, estão sendo comemorados com oito opções de roteiros fixos, até sexta-feira.

Hoje, às 20h, tem Terça Negra, realização do Movimento Negro Unificado no Pátio de São Pedro, por conta do Mês da Consciência Negra.

O McDia Feliz arrecadou R$ 23 milhões em 2016. Com a quantia o NACC vai adquirir veículo para transporte de usuários e manter a casa de apoio.

Amanhã, às 18h, na Alepe, a secretaria Antonieta Cruz, recebe o titulo de Cidadã de Pernambuco, por proposta do deputado Aluisio Lessa.

O presidente da ABRAJET-PE, Luiz Felipe Moura, movimenta hoje, às 19h, no Restaurante Casa D’Itália, uma Assembléia Geral da entidade.

Hoje, às 18h, na Alepe, o médico Antônio Lopes Miranda, será homenageado pelos 44 anos de profissão, pelo deputado Clodoaldo Magalhães.

O governador Paulo Câmara estará hoje, no STF, em Brasília. Às 12h com a ministra Rosa Weber e às 17h, com a presidente Carmen Lúcia.