Fernando Machado

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Memória

A coluna chora. Faleceu ontem uma das minhas grandes amigas. Seus quitutes eram fantásticos. Nossa aquela fritada de sururu, que sempre estava na sua mesa, quando ia almoçar ou jantar no seu apartamento, era de comer de joelhos. E ainda tinha direito a levar o resto para minha casa. Estamos nos referindo a Angelita Paiva ou Borlotinha, como era chamada carinhosamente pelo marido, radialista Aldemar Paiva. Angelita, a boa culinária e os amigos estão de luto. Seu enterro será hoje às 11h, no Cemitério Morada da Paz.

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Angelita Paiva e seus filhoses (Foto: Fernando Machado)

Notícias da Paraíba

Há um ano, exatamente no Dia Internacional da Dança, 28 de abril, um enfarto fulminante levou a coreógrafa e dançarina argentina, radicada na Paraíba, Rosa Cagliani. Em homenagem a quem tanto contribuiu para a dança na PB, a Fundação Cultural de João Pessoa, no Centro Histórico da capital mais verde das Americas está com a exposição Rosa, Simplesmente Rosa. Mais de 70 peças, entre fotografias, cartazes, premiações e objetos pessoais da artista estão à disposição do público na Sala Funjope, que fica no térreo da Fundação Cultural.

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Rosa Cagliani (Foto: Divulação)

Nos anos 80, a dançarina, coreógrafa e professora se radicou na Paraíba. Ainda na cidade natal, Cagliani atuou como bailarina em óperas e balés, realizados no Teatro Argentino de La Plata, pela Companhia Platense de Ballet e pelo Grupo Orkesys. Ao vir morar na capital paraibana, a artista começou a transformar a cena local da dança, contribuindo também para o teatro. Rosa escolheu também João Pessoa como sua ultima morada tendo sido sepultada no Parque das Acácias. Quem nos informa é Rogério Almeida.

Um nome que a história guardou

Uma nuvem de tristeza encobriu os amigos e a família da senhora Filomena Zirpoli Conte, no dia 10 de abril, por conta da sua morte. Dona Filó, como era carinhosamente chamada pelos mais íntimos, foi uma figura especial, que nasceu na Itália no dia 31 de janeiro de 1928. Era uma grande amiga, além de ser elegante, religiosa e dedicadíssima ao marido Giuseppe Conte.

Têm pessoas que partem e a gente nem sente, mas outras, quando se vão, levam um pouco de nós. Dona Filomena era desse segundo bloco. Morreu numa data muito significativa para os Cristãos, uma Sexta-Feira Santa. E ainda por cima às 15h, na mesma hora que Jesus faleceu.

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A senhora Filomena Conte durante tarde de chá (Foto: Arquivo)

Quando soube de seu falecimento fiquei impotente. A notícia me foi dada pelo jornalista Dalci José, que estava visivelmente emocionado. Foi um momento tão difícil que me vi às lágrimas. A dor continua e vai continuar por muito tempo. Vamos dar tempo ao tempo.

Jamais esquecerei a comemoração do meu aniversário no seu bonito apartamento de Boa Viagem. Nas passagens de ano novo estava lá ao lado dos seus amigos e da sua família. Nunca abandonava os amigos, principalmente nas horas de dificuldades.

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Dona Filomena pelos salões filantrópicos do Recife

O último encontro com essa diva foi pelo carnaval. Filomena e Pepino reuniram um pequeno grupo para almoço, no seu apartamento. E que almoço! As massas e as saladas na casa dos Conte tinham um sabor especial. Tenho certeza de que nada mais será igual depois de sua partida. Naquela sexta-feira encerrou-se uma das mais interessantes páginas sociais do Recife.

Dona Filomena foi um mito que me ajudou a escrever os momentos mais felizes do colunismo social. Era simples, mas categorizada. Era elegante, mas sem exagero. Agora Dona Filó está rezando em seu terço de cristal aí no céu. Filomena Conte é um nome que a história guardou.

Memória

Foi uma semana de perdas. Uma nuvem de tristeza me encobriu quando chegou a notícia da morte, sexta-feira, desta figura humana notável que era a elegante senhora Filomena Zirpoli Conte. Éramos amigos há mais de 30 anos. Nunca abandonou os amigos, principalmente nas horas de dor. Em todos os momentos dona Filomena demonstrava seu carinho. Pelo carnaval reuniu um pequeno grupo de amigos para almoço, mas com sua marca registrada: categoria e distinção. Foi a última vez que nos encontramos. Há, quanta saudade…

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Filomena Conte, uma figura humana inesquecível (Foto: Divulgação)

A nação alvirrubra, os políticos e os amigos choram a morte, sábado, do deputado Carlos Wilson Campos. Ele era uma pessoa muito querida. Foi Cali, carinhosamente como era chamado, que me outorgou a Medalha do Mérito Guararapes, em março de 1991, quando era governador de Pernambuco.

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O ex deputado Carlos Wilson Campos (Foto: Fernando Machado)

É com muita tristeza que esta coluna informa também que faleceu sábado, a marchande e professora Tereza Dourado, ex presidente da Legião Brasileira de Assistência em Pernambuco e dona da Galeria Futuro 25.