Fernando Machado

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Fatos Diversos

Terminam hoje, as inscrições para o Prêmio Paraná de Literatura, nas categorias Romance, Contos e Poesia. Autores de todo o país podem inscrever seus trabalhos, gratuitamente, por meio do formulário no site da Biblioteca Pública do Paraná. Inscrições no http://www.bpp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=96

Ilceu Dimer e Luciano Fialho, leia-se Dimer & Fialho Consulting, viajam a Tangará da Serra (MT) em agosto para montagem do projeto de uma fábrica de cervejas artesanais. Em Maceió (AL), Luciano Fialho e Jadir Rocha, vão ajudar uma rede de bares e restaurantes que irá abrir sua própria marca de bebidas.

Victor Moreira vira Documentário

A história da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém e a do figurinista Victor Moreira quase se confundem. Fruto dessa relação, o artista ganhou um curta em documentário chamado de Victor Vai Ao Cinema, com direção de Albert Tenório e produção do coletivo independente Alastrado Produções. O filme foi exibido no dia 10, no Cinema São Luiz durante a Mostra Estudos Cinematográficos Unicap. Mal havia estreado no mercado de moda, Victor foi convidado pelo amigo Luiz Mendonça para ver a encenação, na quadra de um colégio público, nos anos 1950.

A vida de Victor se confunde com a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém (Foto: Muriel Lima)

Era uma montagem quase mambembe, de tão precária. Mas marcaria para sempre a carreira de Victor. Sem pensar duas vezes, o figurinista embarcou como podia naquele projeto. O artista foi pioneiro como diretor de arte (figurinista e cenógrafo) do teatro pernambucano e também o primeiro artista plástico a ingressar na indústria têxtil como design de estamparia em Pernambuco, além de trabalhar na TV e contribuir como correspondente internacional de moda.

O vestido da Miss Pernambuco de 1961, Maria Lucia Santa Cruz foi criação de Victor (Fotos: O Cruzeiro e Muriel Lima)

No teatro, além da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém que trabalha até hoje concebendo figurinos e cenários, Victor desenhou figurinos para o Teatro Adolescente do Recife, fundado em 1955 no Recife pelos atores e diretores Clênio Wanderley e Luiz Mendonça. A convite de Valdemar de Oliveira, ele participou do Teatro de Amadores de Pernambuco. No documentário, de 11 minutos, de Albert Tenório, o figurinista revela que se descobriu assim ainda criança. Influenciado pelo artista plástico Bajado.

A fantasia Olinda 450 anos para o Baile Municipal de 1985 foi de Victor Moreira (Foto: O Cruzeiro)

Sua primeira inspiração foi aos quatro anos de idade, quando riscou grafite em papel de pão tentando retratar um andor da procissão que costumava passar na rua onde morava com seu avô na Cidade Alta, na Rua do Bomfim, em Olinda. Treinou seus dons na terra molhada do quintal da casa do avô, quando este se mudou para os Aflitos, onde não era obrigatório apagar as luzes à noite para atender ao o toque de recolher imposto na II Guerra Mundial. Para dar satisfação ao mundo, cursou Odontologia, mas, paralelamente praticava seu estilo desenhando roupas para suas amigas de sala.

Victor Moreira em tempo de criação de cenários (Foto: Divulgação)

Foi nesse tempo ele descobriu seu gosto pela estética e que sua profissão seria outra. Na cenografia, Victor Moreira, a pedido de Plínio Pacheco projetou no papel a visão aérea do Teatro de Nova Jerusalém. Mesmo sem ser arquiteto realizava projetos dignos de um especialista apenas com o dom da sua arte de desenhar. Do alto dos seus 83 anos, Victor Moreira, dedica-se exclusivamente ao figurino da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, cujo acervo conta com cerca de duas mil peças, que vem sendo estudado pela pesquisadora Andrea Cavalcante de Almeida Queiroz.

O Musical Gonzagão – A Lenda

O musical Gonzagão – A Lenda com texto e direção de João Falcão, aterrissa novamente no Recife para transformar a música de Luiz Gonzaga em poesia encenada. O espetáculo que acontecerá entre os dias 10 e 12 de fevereiro, no Teatro RioMar, passa antes por Natal, dias 4 e 5, no Teatro Riachuelo. A direção musical é de Alexandre Elias, os figurinos de Kika Lopes, no elenco Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Paulo de Melo, Renato Luciano e Ricca Barros.

Marcelo Mimoso vira Luiz Gonzaga (Foto: Magali Moraes)

No palco, nove atores fazem uma viagem musical pela trajetória do Rei do Baião via seus clássicos. Como em qualquer história de homem que vira mito, a vida de Luiz Gonzaga tem passagens em que as versões de seus biógrafos não convergem, em que realidade e fantasia se confundem, e o autor e diretor João Falcão se sentiu livre para tratar mais do mito do que do homem.

Os atores Fábio Enriquez e Eduardo Rios (Foto: Magali Moraes)

Nessa montagem, João Falcão apresentou um novo talento ao público: Marcelo Mimoso, que narra boa parte da história de Gonzaga no palco e canta a maioria das músicas. Filho de sanfoneiro, Marcelo era taxista e também cantor de forró, nunca havia assistido a uma peça. Foi descoberto por Falcão numa noite em que se apresentava em um bar da Lapa, no Rio de Janeiro.

Notícias do Ceará

O desenvolvimento do ser humano, via a combinação entre sua carga genética e as relações com aqueles que os rodeiam. Esse questionamento sobre o futuro das gerações comoveu mães, famílias, representantes de instituições e pessoas interessadas no tema, que compareceram terça-feira à tarde, ao Cineteatro São Luiz, de Fortaleza, para o lançamento do filme O Começo da Vida. A sessão, aberta ao público, foi promovida pelo Governo do Estado do Ceará, com apoio das Prefeituras de Fortaleza e de Sobral.

Amanhã, às 10h, acontece a abertura da exposição Firmezas – Resistência Poética, no Sobrado Dr. José Lourenço. A mostra apresenta a importância e as significações do MiniMuseu Firmeza e fica disponível para visitações até o dia 26 de junho. A mostra consiste no resultado de uma oficina em curadoria colaborativa e integrada por pessoas de diferentes formações, que se complementaram e se alternaram nos trabalhos de concepção expositiva, expografia, montagem, ação educativa e identidade visual.

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