Fernando Machado

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De volta para o passado

A matriz do Corpo Santo quando era demolida (Foto: Pernambuco Arcaico)

Há 120 anos, acontecia na Matriz do Corpo Santo, às 10h, XI aniversário da União dos Remadores de Pernambuco. Depois houve reunião na sua sede na Rua do Brum, 84 -2º andar.

Há 90 anos, o Diário da Manhã apresentava o resultado dos melhores jogadores de Pernambuco. O vencedor foi Péricles Caldas do Sport com 2.376 votos.

Há 85 anos, o tenor mexicano Tito Guizar, se apresentava no Teatro de Santa Isabel.

Há 70 anos, se apresentava no Teatro de Santa Isabel, a cantora Marion Anderson, solista o pianista Franz Kupp.

Há 45 anos, morria em Pernambuco, o radialista Amarilio Niceas, que nasceu no dia 9 de julho de 1922.

Há 45 anos, morria em Pernambuco, o jornalista Waldemar Porto, que nasceu 29 de janeiro de 1912.

Há 35 anos, morria no Rio de Janeiro, artista plástico Alvarus (Alvaro Cotrim), que nasceu no dia 27 de janeiro de 1904.

Há 25 anos, morria no Rio de Janeiro, o comediante Costinha (Lírio Mário da Costa), que nasceu no dia 17 de junho de 1923.

Noticias do Rio Grande do Norte

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de longo prazo para a implantação do parque eólico Ventos de Santa Martina 14, localizado nos municípios de Caiçara do Rio do Vento e Riachuelo, no Rio Grande do Norte. O apoio estimula a diversificação da matriz energética brasileira através de fonte limpa e renovável. O BNDES entende que investimentos em projetos de infraestrutura serão fundamentais para a retomada econômica após a epidemia de coronavírus.

Domingo, militares do Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba desinfetaram o Hospital Dr. José Pedro Bezerra, em Natal. O trabalho foi realizado em horário reservado, sem a concentração de pessoas, facilitando a condução da ação e a aplicação dos produtos químicos de forma segura. No dia anterior, as organizações militares já havia descontaminado o Hospital Maria Alice Fernandes.

Já imaginou fazer a feira completa sem sair de casa? A tradição de ir ao supermercado ainda é a principal forma de abastecer as residências em Natal. Contudo, com o crescimento do e-commerce (comércio eletrônico) a internet está se tornando uma das principais ferramentas para solicitar os produtos sem sair de casa. Na capital potiguar, o Favorito Supermercados investiu na demanda e já começa a colher os frutos do sucesso. De acordo com Vinícius Gama, diretor comercial da rede, os pedidos pela internet viraram uma tendência em Natal durante a pandemia.

De Volta para o Passado

Há 120 anos, nascia no Rio Grande do Sul, o militar Gregório Fortunato, que morreu no dia 23 de outubro de 1962.

Há 105 anos, no Cinema Pathé estreava o filme Historie d’un Pierrot, com orquestra de 15 professores, sob a direção do maestro Benedicto Pinto e no piano Santina Pinto.

Há 90 anos, se apresenta no Teatro Santa Isabel, às 16h30, o violinista Leônidas Autori.

Há 90 anos, acontecia vernissage do pintor Levino Fanzeres (1884/1956), na Casa de Antiguidades, junto ao Moderno.

Há 85 anos, nascia em Pernambuco, o jornalista Selenio Homem de Siqueira, que morreu no dia 14 de dezembro de 2015.

Há 59 anos, Cândida Wanderley e José de Lucas Simon se casavam na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, no Rio Grande do Norte.

Há 65 anos, Emilia Correa Lima do Maguari Esporte Clube, era eleita, no Clube Náutico Atlético Cearense, Miss Ceará de 1955.

Há 40 anos, morria em Pernambuco, o jornalista Adige Maranhão, que nasceu no dia 2 de julho de 1930.

Há 40 anos, morria no Rio de Janeiro, o dramaturgo Pascoal Carlos Magno, que nasceu no dia 13 de janeiro de 1906.

Há 30 anos, morria em Pernambuco, a socialite Laura Lopes Bandeira de Mello, que nasceu no dia 19 de dezembro de 1906.

Há 10 anos, morria em Pernambuco, a senhora Maria Guiomar dos Prazeres, que nasceu no dia 24 de maio de 1912.

Vamos Recordar o Passado

Como reza a tradição, relógio marcava 16h30, e o átrio da Matriz da Boa Vista, no final da Rua da Imperatriz, nos arredores da Praça Maciel Pinheiro, os 29 pastores e as 87 pastoras do Bloco da Saudade, e seus perseguidores começaram a procissão com destino ao Marco Zero, para o encontro dos Blocos Líricos. O Saudade surgiu em 1972, graças ao compositor Edgard Moraes quando compôs Valores do Passado. Então Edgard Moraes, Antonio José Medeiros e Marcelo Varela tiveram a ideia de criar o bloco e a partir de 1973 eles saíram pelas ruas do Recife.

As pastoras Lucia Cavalcanti e Isabel Bezerra (Foto: Fernando Machado)

E a Rua da Imperatriz, pobre de decoração, testemunhava mais uma vez o desfile do Bloco da Saudade., cuja presidente é Isabel Bezerra. Juro que vi nos sobrados, em estado de abandono, Joaquim Nabuco, EdgardRaul Moraes, Nelson Ferreira, Capiba, Luiz Bandeira, Antonio Maria, Romero Amorim, João Santiago, Aldemar Paiva, DináWaldemar de Oliveira, João e Raul Valença, José Menezes, Clarice Lispector, Dona Santa debruçados nas varandas aplaudindo os blocos líricos. Sonhar não custa nada.

Claudia Porpino e marido Felipe Cabral de Melo (Foto: Fernando Machado) 

Um coral com mais de mil vozes cantou o hino do bloco, Valores do Passado, de Edgard Moraes: “Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes / Camponeses, Apôis Fum e o Bloco Um Dia Só / Os Corações Futuristas, Bobos em Folia / Pirilampos de Tejipió / A Flor da Magnólia / Lira do Charmion, Sem Rival / Jacarandá, a Madeira da Fé / Crisântemos Se Tem Bote e Um Dia de Carnaval / Pavão Dourado, Camelo de Ouro e Bebé / Os Queridos Batutas da Boa Vista / E os Turunas de São José / Príncipe dos Príncipes brilhou / Lira da Noite também vibrou / E o Bloco da Saudade, assim recorda tudo que passou”.

Marjones Pinheiro e sua mãe, Magdaleine, o carnavalesco Carlos Ivan e Eduardo Mendes (Foto: Fernando Machado)

Por coincidência o prédio onde morou Joaquim Nabuco, o Bloco da Saudade, cantou de Nelson Ferreira: Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon / Cadê teus blocos famosos / Bloco das flores, andaluzas, pirilampos, apôs-fum / Dos carnavais saudosos / Na alta madrugada / O coro entoava / Do bloco a marcha-regresso / E era o sucesso dos tempos ideais / Do velho Raul Moraes / Adeus adeus minha gente / Que já cantamos bastante / E Recife adormecia / Ficava a sonhar / Ao som da triste melodia”.

O Maestro Bozó regente da Orquestra de Pau e Corda (Foto: Fernando Machado)

Já estávamos o final da Rua da Imperatriz, quando surgiu João Santiago: “Vou relembrar o passado / Do meu carnaval de fervor / Neste Recife afamado / De blocos forjados / De cor e esplendor / Na Rua da Imperatriz / Eu era muito feliz, / Vendo o bloco desfilar / Escuta Apolônio o que eu vou relembrar / Os Camponeses, Camelo e Pavão / Bobos em Folia do Sebastião / Também Flor da Lira com seus violões / Impressionava com suas canções”.

As pastoras Tereza Lins que mora em Chicago e Marta Freitas Lins que reside em Maceió (Foto: Fernando Machado)

Quando chegaram ao Quartel General do Frevo, na Pracinha do Diário, o coral cantou bem alto de Capiba: Madeira do Rosarinho / Vem a cidade sua fama mostrar / E traz com seu pessoal / Seu estandarte tão original / Não vem pra fazer barulho / Vem só dizer… e com satisfação / Queiram ou não queiram os juízes / O nosso bloco é de fato campeão / E se aqui estamos, cantando esta canção / Viemos defender a nossa tradição / E dizer bem alto que a injustiça dói / Nós somos madeira de lei que cupim não rói”.

O pastor Claudemir Gomes (Foto: Fernando Machado)

Bloco da Saudade estava irrepreensível com seus componentes fantasiados de ciganos, criados pelo carnavalesco Carlos Ivan Vieira de Melo. Ali me despedi dos pastores e das pastoras, não aguentava mais a fedentina de urina, durante todo o percurso. E pensei para onde vão os IPTUs. O bloco seguiu em frente entoando de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva, o Frevo da Saudade: Quem tem saudade não está sozinho / tem o carinho da recordação / por isso quando estou mais isolado / estou bem acompanhado / com você no coração”.

Ouçam como é linda o frevo-canção: https://www.youtube.com/watch?v=1WhssdniSek.