Fernando Machado

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Anotações do Cotidiano

O mundo das misses encolheu, segunda-feira, com o falecimento da Miss Rio Grande do Sul de 1970, Maria Bernadete Heemann Betti, aos 63 anos. Em 1971 Bernadete se tornou Miss Brasil Internacional e foi uma das finalistas do Miss Internacional. Nas últimas décadas ganhou notoriedade também como organizadora de bailes de debutantes em clubes sociais de Lajeado, onde era chamada carinhosamente pelas meninas de Tia Beti.

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Maria Bernadete, Sonia Guerra, Eliane Thompson e Nara Monteiro (Foto: O Cruzeiro)

Não são apenas os trabalhos inscritos que passam por avaliação no Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo. Segundo Graça Prado, presidente da Comissão Organizadora da iniciativa, os próprios integrantes do júri têm o currículo analisado antes de assumirem a função. Ela ressalta ainda que cerca de 90% dos profissionais convidados para a tarefa são acadêmicos e todos, sem exceção, surgem como referência na área em seus mercados de atuação.

Desfile das Fantasias do Bal Masqué

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Clarice Correia, Terezinha Nunes e Cristina Quirino de Mello (Foto: Fernando Machado)

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Clarice Correia, Viniciuse Michelle Sombra, Claudionor Germano e Cristina Mello (Foto: Fernando Machado)

Um júri presidido pela notável primeira dama do Recife Cristina Quirino de Mello by Roberta Imperiano, e ainda composto, entre outros pelo secretario Felipe Carreras, deputada Terezinha Nunes by Eliete Conte Mayer, o acadêmico Antonio Campos, a colunista Annieliese Pires, pelos advogados Mário Gil Rodrigues Filho e Cláudio Gil Rodrigues Filho, escolheram entre 10 desfilantes as três mais bonitas máscaras. Aliás deviam mudar o nome para fantasias com máscaras, pois aquilo apresentado não máscara nem aqui nem China.

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Antônio Campos e Felipe Carreras (Foto: Fernando Machado)

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Joseli Lacerda (Foto: Fernando Machado)

O primeiro a desfilar foi Claudomiro Baptista de Araújo Filho com sua E por falar em Saudade, e na sequencia Humberto Ferreira Marques com Anubis Deus da Mumificação, João Bosco Mendonça de Souza com O Grande Imperador, José Lídio de Oliveira com Montezuma – O grande Guerreiro Azteca, José Natal Paula Amaral com O Guardião da Pirâmide do Faraô, Odimir Félix Lins com De Profundis, o Guardião dos Sete Mares.

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Luciana e Mario Cavalcanti (Foto: Fernando Machado)

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Maria Eduarda e Sileno Guedes (Foto: Fernando Machado)

Ainda Roberval Paulino da Silva com O Pequeno Todi, Sandro Farias com O Imperador da Dinastia Chinesa, Sebastião Teixeira de Alcântara com Vozes da d’Africa e Severino Queiroga da Silva com Encantos e Espantos do Velho Chico (que usou como fundo uma música do Pará). O nomes das fantasias são verdadeiros delírios de uma noite de Carnaval.

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Mario Rodrigues e Dina (Foto: Fernando Machado)

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Neide  e Evandro Carvalho (Foto: Fernando Machado)

Desistiram de se apresentar Hallan Cristhian Silva de Almeida (Guardiões de Dragões), Jarime Felipe da Silva (Triangulo Amaroso), Márcio Freitas de Castro (Vaidade Soberana), Mônica Vilarim (Uma Mulher Vestida de Sol) e Valmir Severino da Silva (Guardião da Tribo Pikauauá. O mestre de cerimônias, Antônio Bernardo, anunciou os vencedores. Em terceiro lugar José Natal que retratava os guardiões das tumbas do Faraó, que são cercados de lendas, mistérios e maldições, que recaem sobre as pessoas que perturbem a paz do Faraó.

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Sheila Wanderley à côté João Alberto (Foto: Fernando Machado)

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Fabiana Carreras e Cristina de Mello (Foto: Fernando Machado)

O segundo lugar foi para João Bosco, que está comemorando 40 anos de passarelas, cuja máscara foi inspirada no Japão, a terra do sol nascente, potencia mundial, rico de dinastias e tradições culturais e templos ricamente ornados, com muito ouro e esculturas de divindades. E o grande vencedor da noite foi Sandro Farias mostrando as lendas do poder divino dos imperadores chineses, que acreditavam que o dragão era real e possuía poderes sobrenaturais, como um símbolo de poder, força, sucesso, sorte e honra que se juntava ao poder do imperador.

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Neide e Roberto Zaidan (Foto: Fernando Machado)

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Sandro Farias (Foto: Fernando Machado)

Encerrando esta parte subiram ao palco a primeira dama do Recife Cristina de Mello, a presidente do Clube Michelle Gil Rodrigues by Evencio Vasconcelos e look do mago Almir da Paixão à côté o marido Vinicius Sombra, a senhora Clarice Correia, além do homenageado Claudionor Gemano, que recebeu uma placa de Michelle. Romildo Alves, vestido de O Imperador dos Carnavais e Joseli Lacerda by Eliete Conte Mayer, coordenaram o desfile.

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João Bosco, segundo lugar e José Natal, terceiro lugar  (Foto: Fernando Machado)

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Marluce Vasconcelos (Foto: Fernando Machado)

Adalgisa & Sonia = Misses Brasil de 58

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Misses Acre, Amazonas, Amapá e Maranhão (Foto: O Cruzeiro)

Faz hoje 55 anos que Adalgisa Colombo, sob vaias, era eleita Miss Brasil de 1958. Pela primeira vez o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, acontecia o concurso de Miss Brasil, na nova Meca da beleza brasileira, antes acontecia no Hotel Quitandinha, em Petrópolis. Cerca de 25 mil pessoas, queria a mulata pernambucana Sônia Maria Campos, terminou no segundo lugar.

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Misses Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal (Foto: O Cruzeiro)

Era é época de ouro dos concursos de misses que paravam o Brasil para assisti-los, pelo rádio, pela TV Tupi ou ao vivo. Adalgisa, que representou o Botafogo no Miss Distrito Federal, não era tão bonita, mas tinha um porte muito elegante, pois era modelo da Casa Canadá. Do alto dos seus 1m69 de altura, 56 kg de peso, busto 90cm, cintura 62cm, quadris 91cm, coxa 56cm e tornozelo 21cm, foi eleita Miss Brasil de 1958.

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Misses Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas (Foto: O Cruzeiro)

O público queria a morena jambo, Sonia Maria Campos, pois na época era um crime chamar uma miss de mulata. Sonia que representou o Santa Cruz, tinha 1m71 de altura, 62 kg de peso, busto e quadris 91 cm, cintura 60, coxa 60 e tornozelo 20,5cm. Ela usou um modelo de cetim de seda pura rebordado de perolas, criado por Victor Moreira. Ao desfilar um dos brincos caiu da orelha, e Sonia discretamente arrancou o outro e saiu triunfante pelos 124 metros de passarela em forma de ferradura.

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Misses São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás (Foto: O Cruzeiro)

Todavia o júri formado por Alfredo Blum, Flávio de Carvalho, Hebert Moses, Oswaldo Orico, o prefeito Negrão de Lima, Niomar Muniz Sodré, Francisco Olimpio de Oliveira, Harry Stone, Armando Falcão, Oscar Santamaria, João Calmon, Humberto Barreto e Fróes Fonseca, preferiu a carioca, que foi coroada por Miss Brasil de 1957, Terezinha Morango.

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Uma vista linda da passarela em forma de ferradura no Maracãzinho (Foto: O Cruzeiro)

Participaram do concurso 23 candidatas. Nascilia Nogueira (Acre), Noélia Lopes Cavalcanti (Alagoas), Ilma da Silva Dias (Amapá), Ruth  Costa Novo (Amazonas), Anna Maria Carvalho (Bahia), Maria Sanford Frota (Ceará), Adalgisa Colombo (Distrito Federal), Marly Gomes Cunha (Espirito Santo), Eunice Pamplona Xavier de Brito (Estado do Rio), Magda Renate Pfrimer (Goiás), Ida do Brasil Valente (Maranhão).

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Sonia Maria Campos by Victor Moreira diante do júri (Foto: O Cruzeiro)

Ainda Moacyr Metello Botelho (Mato Grosso), Denise Guimarães Prado (Minas Gerais), Margareth Cleid Huhn (Pará), Stella Maria Stuckert Vasconcellos (Paraíba), Ana Maria Felício de Paiva (Paraná), Sonia Maria Campos (Pernambuco), Maria Creusa Madeira (Piauí), Maria Silveirinha Soares (Rio Grande do Norte), Tânia Maria Santos de Oliveira (Rio Grande do Sul), Carmen Ehrhardt (Santa Catarina), Madalena Fagotti (São Paulo) e Maria Nilza de Brito (Sergipe).

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As cinco finalistas SC, PE, DF, MG e SP (Foto: O Cruzeiro)

Depois de se apresentarem de vestidos e maiôs Catalina saiu o resultado. No quinto lugar ficou Madalena Fagotti (SP), em quarto Carmen Erhardt (SC), em terceiro Denise Guimarães (MG), em segundo Sonia Maria Campos (PE) e em primeiro Adalgisa Colombo (DF). Miss Paraná, Ana Maria Felicio de Paiva, foi escolhida Miss Simpatia.

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Adalgisa Colombo coroada Miss Brasil (Foto: O Cruzeiro)

Informações importantes: Anna Maria Carvalho, tinha 1m60 de altura, e depois casou com o famoso banqueiro Angelo Calmon de Sá, do Banco Economico. A miss mais alta foi Magda Pfrimer de Goiáis com 1m71,5, meio centimetro a mais da Sonia Maria Campos. E a mais baixa foi Ida do Brasil Valente, Miss Maranhão, com 1m54.

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Terezinha Morango coroando Adalgisa Colombo (Foto: O Cruzeiro)

Adalgisa Colombo ficou no segundo lugar no Miss Universo de 1958, realizado em Long Beach. Adalgisa nasceu no dia 11 de janeiro de 1940 e faleceu no dia 18 de janeiro de 2013. Sonia Maria Campos, foi a primeira Miss Brasil Mundo, por ter se classificado em segundo lugar no Miss Brasil, concorreu ao Miss Mundo de 1958, realizado em Londres, onde conquistou o sétimo lugar.

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Sonia Maria Campos com o cetro de Miss Brasil Mundo (Foto: O Cruzeiro)

De volta para o passado

Há 118 anos, o Clube Internacional do Recife realizava um Baile de Máscaras, na sua sede do Recife Antigo.

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Há 90 anos, nascia em São Paulo, a cantora Isaurinha Garcia, que morreu no dia 30 de agosto de 1993.

Há 75 anos, o Clube Internacional do Recife, inaugurava no sábado de Zé Pereira, em pleno Carnaval, sua nova sede, na Rua da Aurora.

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Domingos, Zezé, Lopes e Jahu entre outros membros da seleção brasileira (Foto: Arquivo)

Há 25 anos, morria em São Paulo, o atleta Jahú (Euclides Barbosa), que nasceu no dia 7 de dezembro de 1909.

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Marilia Bezerra, Simone Coelho, Renata Campos e Eveline Amaral (Foto: Fernando Machado)

Há dois anos, a convite da primeira dama Marília Bezerra me convidava para fazer parte do júri de fantasias do Baile Municipal de 2011. Foi a primeira vez que sentava numa comissão julgadora de um Municipal. E  isso a gente nunca esquece.