Fernando Machado

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Carmen Towar: a hostess das misses pernambucanas

Carmen Towar diante da câmara (Foto: Acervo de Carmen)

Os concursos de misses foram grandes sucessos em Pernambuco e no Brasil até a década de 70. O país parava para ver as misses passarem na televisão, nas passarelas nas Mecas dos concursos de beleza: Maracanãzinho ou Geraldão. Era um ritual as torcidas organizadas aplaudir ou vaiar as jovens no Miss Pernambuco. O blog vai fazer, hoje, uma homenagem à apresentadora que marcou época no evento.

Carmen Towar e Paulo Max (Foto: Acervo de Carmen)

Estamos nos referindo a Carmen Towar. Ela está para o Miss Pernambuco, assim como Marly Bueno (1933/2012) está para o Miss Brasil. Marly começou como hostess do Miss Brasil em 1965, e Carmen um ano depois, no Miss Pernambuco. Graças ao diretor da TV Rádio Clube de Pernambuco, Antiógenes Tavares, que ao vê-la transmitindo o Bal Masqué decidiu chama-la para tal missão, devido à sua elegância e empatia com os entrevistados.

Carmen Towar, Angela Agra e Zilene Sá Torres (Foto: Acervo de Carmen)

Seu primeiro concurso aconteceu nos salões do Sport Clube do Recife, com a eleição de Raiolanda Castelo Branco. O seu par foi o radialista Cícero de Moraes. Carmen ficou no batente até a escolha de Anne Elizabeth Brasileiro Silva Miss Pernambuco de 1979, realizado no Geraldão, tendo host Paulo Max. Aliás, o último realizado pelos Diários Associados. Carmen apareceu mais vezes, nos palcos dos concursos, ao lado do radialista Albuquerque Pereira.

Carmen Towar e Albuquerque Pereira (Foto: Acervo de Carmen)

Durante todo seu período de apresentadora no Miss Pernambuco, a coordenação foi de Severino Barbosa. A hostess das misses testemunhou um cabeleireiro colocar uma barata na peruca de uma candidata. Roubos de sapatos e calcinhas, vestidos de outras misses serem escondidos e não esquecer as vaias. São segredos que Carmen Towar vai levar para o túmulo.

Stella Maria da Silva, Dilene Roberto, Carmen Towar e Rosângela Monteiro de Carvalho (Foto: Acervo de Carmen)

Não esquecer que Carmen Towar é jornalista, executiva de moda,  brilhou como radioatriz, teleatriz e apresentadora na TV Radio Clube. O seu programa Misses na Passarela, entre 1967 a 1979, marcou época na televisão pernambucana. Seu brilho continuará nesta sua viagem, porque como nunca houve uma mulher no cinema como Rita Hayworth, nunca houve uma mulher nos concursos de Miss Pernambuco, como Carmem Towar.

Marly Bueno enfaixando Vera Lúcia Couto como Miss Guanabara de 1964 (Foto: O Cruzeiro)

Clementina Duarte: 50 anos de Arte e Design

Nelson Franca Ribeiro e Clementina Duarte (Foto: Fernando Machado)

O Recife estava devendo uma homenagem a esta notável profissional. Estamos nos referindo a arquiteta e joalheira pernambucana Clementina Duarte. E quarta-feira nossa sociedade se rendeu a magia das suas jóias e foi até o Museu do Estado de Pernambuco , outra joia da nossa história, ao lançamento do livro Clementina Duarte: 50 anos de Arte e Design, assim como a exposição de jóias e de fotografias de suas peças.

Margot Monteiro e Marta Freire (Foto: Fernando Machado)

Isabel Duarte, Clementina Duarte e Marta Freire (Foto: Fernando Machado)

Enquanto Clementina Duarte autografava o livro de bilíngue de 344 páginas e cerca de 200 fotografias de suas peças, era exibido o vídeo  Magicamente Clementina, dirigido por Malu Viana. Neste cinqüentenário ela contabiliza mais de seis mil jóias, entre brincos, colares, anéis, broches, pulseiras, etc. Em 1967, Clementina teve suas jóias como complemento no desfile da coleção Primeira/Verão do figurinista francês Pierre Cardin.

Rinaldo Carvalho e Carlito Rangel (Foto: Fernando Machado)

Lulu Pinheiro e Magnólia Maranhão (Foto: Fernando Machado)

No vernissage tivemos três falas: a da diretora do Museu Margot Monteiro, do diretor de produção e edição da CEPE Ricardo Melo e da própria Clementina. Em cada página da publicação nossos olhos vislumbram jóias de prata e de ouro (branco e amarelo), encravadas com diamantes, topázios, granadas, safiras, águas-marinhas, perolas, esmeraldas, topázio, tanzanaita, rubelita, marganita e rubis.

Beth Araruna (Foto: Fernando Machado)

Carlos Augusto Lira (Foto: Fernando Machado)

Clementina Duarte estava em grande noite num modelo de Marina Rinaldi, ao lado do marido Nelson Franca Ribeiro que selecionou a bibliografia, a cronologia e os textos do Clementina Duarte: 50 anos de Arte e Design e da filha Isabel. Mais de 200 pessoas circularam no Museu do Estado. A obra vai ser lançada em São Paulo e nos Estados Unidos. Não esquecer que ela criou jóias para a Rainha Elizabeth II e para a senadora norte-americana Hillary Clinton, entre outras figuras famosas. É frisar o coquetel de a gente rezar para Nossa Senhora da Conceição grifado pela Arcádia.

Graça Duarte e Zélia de Farias Neves (Foto: Fernando Machado)

Ruth Rozenbaum (Foto: Fernando Machado)

No cardápio canapés variados (camarão, salmão, gorgonzola, tomate seco), passa de caju com fita de Parma, Damasco com mousse de gorgonzola, lichia com creme de cheese e caviar, corneto de parmesão com peito de peru e geleia de damasco e amêndoa, cestinha de prima Donna com geleia de maçã e de canela, vol au vent com creme chesse, presunto Parma e figo, caixinha de lagosta, com pimenta rosa, triangulo Filadélfia e mini canelone com recheio de creme cheese e brie com molho de quatro queijos e pomodoro.

Margot Dourado (Foto: Fernando Machado)

Miss Brasil 2018: Uma noite sem glamour   

Teresinha Morango e Mayra Dias (Fotos: O Cruzeiro / Concurso)

O concurso de Miss Brasil 2018  realizado sábado, à noite, no Riocentro, no Rio de Janeiro, lembrava um velório. Dos maiôs aos vestidos tudo era preto. Essa coordenação tem um complexo de luto. A faixa que a vencedora recebeu era cor de hepatite. O evento  serviu como a atração do encerramento da convenção anual da Polishop, por isso tinha um grande publico. Não é mais concurso de beleza e sim de empoderamento, de atitude, etc. A abertura do concurso sem glamour, as roupas nem quero lembrar, de tão feias. Era tanto desafio que terminei me cansando.

Martha Vasconcelos destronou todas as jovens candidatas (Foto: Concurso)

Somente o assisti por conta da homenagem à Martha Vasconcellos, por sinal muito chinfrim. A Miss Universo de 1968 merecia mais pompa e circunstância. Era para Marta ser a presidente ou ter participado da comissão julgadora, como acontece no Miss Universo. O host Cássio Reis, muito elegante chamou o Top 15: Teresa Santos (Ceará), Giovanna Veríssimo (Goiás), Elis Miele (Minas Gerais), Monique Rêgo (Rio Grande do Norte), Maria Isabel Santos (Bahia), Paula Palhares (São Paulo), Eslovênia Marques (Pernambuco), Débora Silva (Santa Catarina), Isabella Burgui (Alagoas), Sabrina Stock (Espírito Santo), Ana Carla Medeiros (Paraíba), Naiely Lima (Piauí), Bia Rodrigues (Distrito Federal), Leonora Weimer (Rio Grande do Sul) e Mayra Dias (Amazonas).

O top 10 e suas fantasias para o desfile de traje de banho (Foto: Concurso)

O grupo desfilou de maiô (as peças estavam bonitas), pois as 12 restantes foram para a geladeira. Cada candidata mais afetada do que a outra. Até adeusinho algumas deram. Na seqüência aconteceu o desfile de biquíni agora com o Top 10. E depois tivemos o desfile de traje de gala, todos vestidos pretos, grifados por Ivanildo Nunes, estavam bonitos. A cartela de cores era terrível.

O Top 15 de maiô preto deu um toque de elegância às candidatas (Foto: Concurso)

No Top 10 ficaram Débora Silva (Santa Catarina), Mayra Dias (Amazonas), Naiely Lima (Piauí), Isabella Burgui (Alagoas), Teresa Santos (Ceará), Monique Rêgo (Rio Grande do Norte), Eslovênia Marques (Pernambuco), Maria Isabel Santos (Bahia), Paula Palhares (São Paulo) e Giovanna Veríssimo (Goiás). E as cinco finalistas foram Débora Silva (Santa Catarina), Mayra Dias (Amazonas), Isabella Burgui (Alagoas), Maria Isabel Santos (Bahia) e Teresa Santos (Ceará).

O top 10 de biquíni  (Foto: Concurso)

Depois de muito blá blá blá saiu o resultado final. Em 3º Lugar Teresa Santos do Ceará, em 2º lugar Maria Isabel Santos da Bahia e em primeiro lugar Mayra Dias do Amazonas. Uma jornalista morena de 1m75 de altura e a mais velha das 27 candidatas participantes, 26 anos. A primeira Miss Amazonas eleita Miss Brasil foi Teresinha Morango, em 1957, tempos dos anos dourados. Teresinha era linda demais. Mayra não é nenhuma Brastemp, quando ri, a sua gengiva fica à mostra e não tem cintura definida.

Mayra Dias já coroada para receber os abraços, alguns de tamanduás, das colegas (Foto: Concurso)

Na verdade o nível das concorrentes não era fraco. O concurso de Miss Estados Unidos foi muito superior em tudo. Outro desastre foi discurso da Miss Brasil de 2017, Monalysa Alcantara. Pela primeira vez vi uma miss falar de forma tão deselegante numa despedida de concurso. Agora vamos ter que aguentar os seus fãs dizerem que ela será a nova Miss Universo.

Relembrando Lula Gonzaga

A historiadora Marieta Borges desabafou sobre Lula Gonzaga: “Obrigado pelo que  disse sobre esse artista tão especial, que deve ter merecido o galardão da morada eterna pelo que significou na Igreja, como um cristão que foi feliz e fez a felicidade de tanta gente! Saudades, é o que muita gente vai sentir desse companheiro!”

O leitor José Marlos Correa Ferro nos escreve sobre o post do blog com o falecimento do querido artista plástico Lula Gonzaga. Disse ele: “Belíssima Homenagem. Você arrasa como sempre nas homenagens as pessoas que fazem parte do nosso meio social e artístico. Perfeito. Parabéns”.