Fernando Machado

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De volta para o passado

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Há 585 anos, morria na França, Santa Joana D’Arc, que nasceu no dia 6 de janeiro de 1412.

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Gravatá e José Justino Carreiro de Miranda (Fotos: Elias Barros e Fernando Machado)

Há 135 anos, era fundada a cidade de Gravatá que surgiu de uma fazenda, em 1808, de propriedade de José Justino Carreiro de Miranda.

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Há 90 anos, nascia Christine Jorgensen (George Willian Jorgensen Jr) primeiro homem a mudar de sexo, que morreu no dia 3 de maio de 1989.

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Há 80 anos, acontecia no Jockey Clube de Pernambuco, o Baile das Flores. A decoração foi de J. Cirilo. E a animação ficou por conta da Jazz Band Acadêmica de Capiba.

Há 80 anos, acontecia no Clube Internacional do Recife, o Baile das Rosas.

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Há 55 anos, morria na Republica Dominicana, o ditador Rafael Trujillo, que nasceu no dia 24 de outubro de 1891.

Há 50 anos, morria em Pernambuco, o jornalista Guerra de Holanda, que nasceu no dia 4 de outubro de 1919.

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Há 42 anos, o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Aderson Antão de Carvalho, assumia o governo de Pernambuco.

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Há 30 anos, morria nos Estados Unidos, o estilista Perry Ellis, que nasceu no dia 3 de março de 1940.

De Volta para o Passado

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Há 375 anos, morria na Bélgica, Peter Paul Rubens, que nasceu no dia 28 de junho de 1577.

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Há 134 anos, era fundada a cidade de Gravatá que surgiu de uma fazenda, em 1808, de propriedade de José Justino Carreiro de Miranda.

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A equipe do Santinha e no destaque Alcindo Wanderley (Fotos: Divulgação)

Há 100 anos, no campo do Derby, jogavam o Santa Cruz 1 x 0 Flamengo. O gol foi de Alcindo. O Santinha jogou com Ilo Just, O. Oliveira e B. Crossea, J. Petribu, F. Carvalho e L. Lima, A. Cavalcanti, A. Campos, Alcindo Wanderley, M. Rodrigues e G. Spencer. O Flamengo com O. Lins, F. Alves e R. Farias, A Caminha, R. Gouveia e O. Antunes, W. Silva, G. Midmole, Taylor, A. Miranda e A. Lellys.

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Há 80 anos, chegava ao porto do Recife, o navio-escola Almirante Saldanha, sob o comando do capitão de mar-e-guerra Durval de Oliveira Teixeira.

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Há 65 anos, nascia no Rio de Janeiro, a executiva Beatriz Parreira Hortas Queiroz, que morreu no dia 20 de fevereiro de 2003.

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Há 55 anos, morria na Rússia, o poeta Bóris Posternak, que nasceu no dia 10 de fevereiro de 1890.

Há 55 anos, passava pelo aeroporto, via BOAC, voltava de turnê pela America do Sul, Royal Ballet of London, composto de 30 bailarinos.

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Há 55 anos, morria em Vitória de Santo Antão, o jornalista e poeta José Tiago de Miranda, que nasceu no dia 9 de junho de 1891.

Memorial de Gravatá

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O palacete de Joaquim Didier e a sua primeira casa em Gravatá (Foto: Memorial de Gravatá)

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Frei Damião de Bozzano, a capela onde rezou a primeira missa e depois da missa (Foto: Memorial de Gravatá)

Os gravataenses e os turistas que vierem visitar a cidade de Gravatá foram brindados com uma obra de grande valor. Estamos nos referindo ao Memorial de Gravatá, criado pelo então prefeito Sebastião Martiniano e agora na gestão do filho, Bruno, foi restaurado e qualificado. O local tem grande valor arquitetônico, histórico e cultural. Foi construído pelo prefeito Joaquim Dider, em 1911.

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Antonio Avelino do Rego Barros e Joaquim Didier (Foto: Memorial de Gravatá)

O prédio foi sede da Cadeia Pública até o final da década de 70. Palco de lutas revolucionárias na década de 20, onde foi assassinado o tenente Cleto Campelo, o prédio foi tombado pela FUNDARPE em agosto de 1983. No ano de 1985 tornou-se a Casa da Cultura e a Biblioteca Pública. Já em 2002, começou a funcionar como Memorial de Gravatá, projeto do Prefeito Sebastião Martiniano, com rico acervo de documentos, fotografias, móveis e objetos que registram a história da cidade.

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Cleto Campelo e José Justino de Miranda (Foto: Memorial de Gravatá)

O prédio tem recuo frontal com as laterais que são colocadas com as edificações vizinhas. A fachada principal tem apenas uma porta de acesso e quatro janelas com grades de ferro situadas em cada lado. Os adornos, cercaduras e cornijas são em massa. Este presente se deve ao secretario de Turismo, Cultura e Esportes, José Pereira de Sousa. A parte de pesquisa e textos tem a assinatura do Diretor Cultural Mauricio Meneses, que por sinal é o seu diretor geral.

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Joaquim da Cunha Cavalcanti, José Elias de Almeida e Cremildo Batista de Oliveira (Foto: Memorial de Gravatá)

Toda programação gráfica é de Arial Ernesto Alas, tendo como assistente de produção Alan Rodrigo da Cruz e como colaboradores Carlos Lippo e Dilsa Farias. Já no item técnico de restauro coube a Clodomir Campelo e a iluminação a Wagner Antonio. É um ponto turístico imperdível. Na entrada está repousando o busto do fundador da cidade: José Justino Carreiro de Miranda. Do lado direito uma ilha dedicada ao empreendedor Joaquim Didier. No lado oposto um espaço dedicado ao herói Cleto Campelo.

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Maria José Carvalho e Manoel Bombardino (Foto: Memorial de Gravatá)

Nesta viagem se a pessoa for sonhadora pensar que esta na Gravatá de antigamente. Tem louças do século XIX que pertenceu a Joaquim Dider, que senti era de bom gosto sem igual. Não esquecer o seu palacete que virou depois um colégio de freiras. Uma outra ilha nos leva à história religiosa de Gravatá, onde três sacerdotes são as estrelas: os padres Joaquim da Cunha Cavalcanti, José Elias de Almeida e Padre Cremildo Batista de Oliveira.

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O antigo Paço Imperial e atualmente Prefeitura da Cidade (Foto: Memorial de Gravatá)

E como não podia deixar de figurar, pois foi lá que ele rezou sua primeira missa no Brasil: Frei Damião Bozzano. Não esquecer a galeria de ex prefeitos e outras peças que nos leva a pensar como Gravatá tinha glamour, quando lembraríamos o primeiro Antônio Avelino do Rego Barros. Lá está a criadora da Bandeira da cidade Maria do Socorro Gonçalves Leão Brasil. O autor da música do hino de Gravatá, maestro Manoel Bombardino e a autora da sua letra Maria José de Carvalho.

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A cadeia pública onde atualmente sedia o Memorial de Gravatá (Foto: Memorial de Gravatá)

Noutro espaço surge um painel onde mostra a cerimônia de casamento do Rei do Baião, Luiz Gonzaga com a gravataense Helena das Neves Cavalcanti. Pois bem, neste santuário da história e cultura de Gravatá estão numa das paredes uma foto deste cronista e outra do colunista Orismar Rodrigues (1943/2007), ambos nascidos naquela cidade. Eu fiquei muito orgulhoso e acho que Oris de onde estiver estará também.

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Fernando Machado e Orismar Rodrigues (Foto: Memorial de Gravatá)

O Festival da Seresta de Gravatá

Hoje vou roubar um trecho da musica de Herivelto Martins, Ave Maria no Morro para externar meu amor a minha cidade natal. “Pois quem mora em Gravatá já vive pertinho do céu / Tem alvorada / Tem passarada / Ao alvorecer / Sinfonia de pardais / Anunciando o anoitecer / Gravatá no fim do dia / Reza uma prece / À Nossa Senhora Sant’Anna”. E por que surrupiei esta musica maravilhosa tão cantada nas serestas? Porque fui assistir ao III Festival da Seresta, que aconteceu no mesmo local onde, em 1926, Cleto Campello foi assassinado.

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O busto do fundador de Gravatá, José Justino Carreiro de Miranda (Foto: Fernando Machado)

Gravatá surgiu de uma fazenda, em 1808, de propriedade de José Justino Carreiro de Miranda, que hospedava os viajantes que iam comercializar o açúcar e a carne bovina do Recife até o interior do Estado, ou seja as cidades de Caruaru, Pesqueira, Arcoverde para citar apenas estas. O nome Gravatá teve origem do tupi Karawatã – mato que fura uma planta da familia das bromélias, também chamada caraguatá, caroatá, caroá e gravatá.

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Bruno Martiniano, Claudio Castanha, Pedro Martiniano e José Pereira (Foto: Fernando Machado)

Em 1816 Justino iniciou a construção de uma capela dedicada a Sant’Ana, com projeto do engeheiro Carlos Fest, e que foi concluída pelo filho João Félix Justiniano. Com tempo as terras foram divididas em lotes e vendidas aos moradores, dando início ao povoado de Gravatá, como distrito de Bezerros. Pois bem, no dia 25 de maio de 1857, 35 anos de pois da inauguração da capela, o local foi elevada a Freguezia de Gravatá e o primeiro vigário foi o padre Joaquim da Cunha Cavalcanti.

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Mauricio Meneses, Sérgio Buq, a secretaria Paula Martiniano, Wirandé e Carlinhos Cantor (Foto: Fernando Machado)

No dia 13 de junho de 1884, foi elevada à categoria de cidade, porém sua emancipação política aconteceu após a Proclamação da República, pela Lei Orgânica dos Município, de 15 de março de 1893, quando a cidade adquiriu sua autonomia municipal e elegeu o seu primeiro prefeito, Antônio Avelino do Rego Barros. Gravatá fica a 84 km do Recife. Situa-se nos arredores do Planalto da Borborema. Bem agora vou escrever sobre o maravilhoso III Festival da Seresta, que foi criado pelo atual Secretário de Turismo, José Pereira.

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Movimento de Dança Wanderson José (Foto: Fernando Machado)

Pereira dava assessoria ao município em 2013, e criou o encontro para as comemorações do aniversário de Gravatá. O local foi o mesmo dos festivais anteriores o Memorial de Gravatá, datado de 1908, que foi a cadeia pública por muitos anos. Amanhã escreverei sobre o Memorial um espaço de fazer inveja a outras cidades. O Festival foi apresentado por Mauricio Meneses e divido em duas partes. Quem abriu o espetáculo foi Thayse Luck interpretando Um Bom Lugar e depois Hino ao Amor.

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Sérgio Buq, Mauricio Meneses, o vereador Pedro Martiniano, Carlinhos Cantor e Wirandé (Foto: Fernando Machado)

Na sequencia vieram Wirandé cantando Gente Humilde, Renilda Cardoso (As Rosas não Falam), Sérgio Buq (Negue), Wilma Patrício (Mensagem), Sevy Nascimento (A Noite do Meu Bem), Elis Mariana (Fascinação), Carlinhos Cantor (Caminhemos), Viviane Bezerra (Volta), Riá Oliveira (Chão de Estrelas) e Mauricio Meneses (Ave Maria no Morro). É bom lembrar que os cantores eram acompanhados pelo sexteto e com o grupo de balé: Movimento de Dança Wanderson José.

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Sevy Nascimento, Renilda Cardoso, prefeito Bruno Martiniano, Wilma Patricio e Riá Oliveira (Foto: Fernando Machado)

Na segunda parte a cantora Wilma Patricio arrasou interpretando Naquela Mesa, Wirandé (Marina), Sérgio Buq (Meu Primeiro Amor), Renilda Cardoso (Ouça), o dueto Sevy Nascimento e Elis Mariana cantou Quando Te Vi, Carlos Cantor (Moça), Viviane Bezerra (Como é Grande Meu Amor por Você), Riá Oliveira (Linda Flor) e Mauricio Meneses (Prece ao Vento).

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Os Seresteiros da Serra (Foto: Fernando Machado)

A pedido de José Pereira, Wilma Patrício cantou Devolvi, levando público ao delírio. E o grande final todos os cantores interpretaram Brasileirinho. Foi lindo demais. É bom frisar que todos eles são prata da casa. O blog estende o tapete vermelho para o secretário José Pereira por prestigiar os artistas da terra. Tivemos a fala do prefeito Bruno Martiniano, de Pereira e a minha, Encerrando foi cantado os tradicionais parabéns para você.