Fernando Machado

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Esquinas do Mundo

A cantora mineira, Clara Nunes, (1942/1983), já havia sido citada em alguns sambas-enredo da Escola de Samba Portela, mas dessa vez, depois de muitos pedidos dos admiradores e portelenses, terá sua história contada e cantada pela agremiação de Madureira. Em breve a carnavalesca Rosa Magalhães divulgará a sinopse do desfile da Portela. A propósito uma junção de imagens capturadas pela estudante do Curso de Comunicação em Mídia Digitais, a pernambucana Clara Borges, foi parar no Instagram e no Facebook da GRES Portela. Quem está radiante é o pai, da artista, Dido Borges.

A junção de imagens criada por Clara Borges

O projeto Relicários: Memórias do Som, apresenta no próximo domingo, no Museu de Arte Sacra de Pernambuco, o grupo  Contracantos que foi criado em 2002 pelo professor da UFPE Flávio Medeiros, e contará com a participação Bruno Mota ao órgão e de Jardel Souza na viola da gamba. Até dezembro vão se apresentar o  Duo Paula Bujes e Pedro HuffConsort de FlautasGrupo Instrumental BrasilGrupo de percussão LaptoP, Grupo vocal Opus 4Grupo Canção BrasilQuarteto Variante e Quarteto Encore. Na coordenação está a cravista Maria Aída Barroso.

As sujas falando do mal lavado

As escolas campeãs dos desfiles do Rio de Janeiro trouxeram um enredo que elas mesmas não cumprem. A Beija Flor, por exemplo criticou a corrupção, esquecendo que o dono Anisio Abraão David é um contraventor condenado à 48 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

A Beija Flor e seu desfile enganador (Foto: Facebook)

A Paraíso do Tuiuti esqueceu que contratou muita gente sem carteira de trabalho (Foto: Ninja)

A segunda colocada, a Paraíso do Tuiuti contratou apenas três pessoas com carteira assinada durante todo o ano de 2017, na elaboração do Carnaval de 2018. Seu enredo critica a perda dos Direitos Trabalhistas. São as sujas falando do mal lavado. Nos bastidores do samba o comentário é este.

Fatos Diversos

Quero agradecer inúmeros e-mails que recebi ontem, pela postagem da Missa dos 100 anos do Santa Cruz. Entre eles, destaco Vera Ferraz, Jô Mazzarolo, Marieta Borges, Luiza Leão, Tânia Campello, Maria José Beltrão, Marilene Mendes, Tereza Bezerra, Wanessa Campos, Elisa de Castro, Joseli Lacerda, Lenivaldo Aragão, Leonardo Silva, Tarcisio Miranda, Tarciso Calado, Paulo Tadeu Albuquerque, Carlos Carneiro, Giovanni Pontes, Zilton Antunes e Samuel Braga.

Com o enredo Pernambucópolis desenvolvido por Paulo Menezes a Mocidade celebra na avenida a cultura pernambucana sob o olhar do carnavalesco ícone da história da Verde e Branco na década de 80, Fernando Pinto. O músico Dudu Nobre retorna à Escola do coração e, de quebra, emplacou, pela primeira vez, o samba-enredo principal da Escola, com a canção Independente na Identidade. A sua irmã, a porta-bandeira Lucinha Nobre, também está de volta junto com o mestre-sala Rogerinho.

Unidos da Tijuca

No dia 7 de fevereiro de 1932, acontecia na Praça Onze, o primeiro de desfile de Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A idéia partiu do visionário pernambucano Mário Filho, que foi morar para aquelas bandas ainda criança. Até 1931 acontecia uma espécie de festival de música. Então Mário Filho procurou os compositores, como Antonio Nássara, Armando Reis e Orestes Barbosa, para promover uma disputa de sambistas.

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O presidente Fernando Horta, a primeira dama Renata e o governador Eduardo Campos (Fotos: Fernando Machado)

Participaram do encontro 19 escolas, cada uma com 100 componentes e a vencedora foi a Estação Primeira de Mangueira, com um samba de Cartola. As escolas Vai Como Pode e no Próximo Ano Sai melhor, empataram no segundo lugar e no terceiro ficou a Unidos da Tijuca. O desfile resultou num sucesso colossal.

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Rosinha, filha de Luiz Gonzaga e, Daniel, filho de Gonzaquinha

No dia 31 de dezembro de 1931, as famílias Moraes, Chagas e Vasconcelos fundaram a Escola de Samba Unidos da Tijuca e na comemoração dos 80 anos dos desfiles a azul e amarelo é campeã novamente. E o enredo dos compositores Vadinho, Josemar Manfredini, Jorge Callado e Silas Augusto, O Dia em que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida Para Coroar o Rei do Sertão, empolgou o público.

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Fabiana Amorim, Alberto Feitosa, Paulo Barros e Luciana Fernandes

Coube ao pernambucano Mauricio Barbosa dar a sugestão em homenagear o Rei do Baião Luiz Gonzaga. “O enredo da Unidos da Tijuca não é uma obra biográfica, mas uma ficção carnavalizada da coroação de Luiz Gonzaga como Rei Luiz do Sertão. O cenário dessa ópera popular é Pernambuco, elogo recebeu o apoio do governador Eduardo Campos.

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