Fernando Machado

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Pois é….

O comandante da Polícia Militar, coronel Tavares Lira, que se antecipou ao Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) mandando retirar de seu gabinete o crucifixo existente no local desde a criação da corporação, em 1825, já pode mandar colocar a peça de volta. É que o presidente Lula assinou o Decreto 7.177 modificando o PNDH-3, após protestos de diversos segmentos da sociedade. Um dos pontos corrigido foi o que previa a retirada de todos os símbolos religiosos das repartições e locais públicos.

Infelizmente o coronel Tavares Lira agiu como se o gabinete do comandante geral fosse sua propriedade particular, quando, na realidade, é um local institucional onde despacha o gestor maior da corporação.

O coronel e o crucifixo

O comandante da PMPE, coronel Tavares Lira, enviou um comentário sobre a matéria que escrevemos sobre a retirada do crucifixo do seu gabinete. Entre outras coisas disse “que nossos irmãos católicos fiquem absolutamente tranqüilos, pois trabalharemos de mãos dadas, tudo em prol da nossa gloriosa e briosa Policia Militar e de toda sociedade pernambucana.” Quem quiser ler o comentário dele é somente acessar a matéria que saiu sábado.

Já que o comandante garante que terá boa vontade com todas as religiões, e notei ser ele uma pessoa do bem, era bom ele dar a primeira demonstração mandando colocar o crucifixo de volta ao lugar onde sempre esteve desde 1825. Em tempo: O governador Eraldo Gueiros era protestante e nunca mandou retirar nenhuma imagem do Palácio do Campo das Princesas.

Coronel tira Crucifixo do gabinete

A primeira medida administrativa do coronel Antonio Carlos Tavares Lira, novo comandante da Polícia Militar de Pernambuco, foi mandar retirar o Crucifixo que existia no gabinete do comando-geral. A retirada do Cristo crucificado aconteceu ainda na tarde da quinta-feira enquanto era realizada a cerimônia de troca do comando. É uma pena que ele tenha confundido sua convicção religiosa pessoal com algo institucional.

Por ser Protestante, o coronel Tavares Lira não tinha o direito de tirar uma peça sacra que existia no gabinete do comandante geral desde que a Polícia Militar foi criada, em 1825. Trata-se de uma demonstração inicial do que esse homem pode fazer à frente dos destinos da PMPE. Por isso, não será surpresa para este blog se ele proibir a participação da PMPE na Páscoa dos Militares, acabar com a tradicional Missa do Galo ou até mesmo mandar fechar a Igreja de Santa Terezinha, na Rua da Baixa Verde. Quando eu disse que os oficiais-pastores iam deitar e rolar recebi um email de um sargento protestante, claro, me agredindo. Entendeu agora por que escrevi?

Socorro governador Eduardo Campos, não deixe que esse fundamentalismo xiita se espalhe como uma praga por uma corporação que tem 20 mil pessoas de todas as religiões.