Fernando Machado

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A noite de Pedro Mazzarolo Vizeu

Jô Mazzarolo, Pedro, Alfredo Vizeu e João (Foto: Fernando Machado)

Carolina Luca e Padre Rinaldo Pereira (Foto: Fernando Machado)

Quem passar pela Rua do Apolo, no Recife Antigo, poderá admirar um casario do final do século XVIII, no estilo colonial português. Ele já foi prostíbulo, depois virou o Restaurante Dom João e atualmente é uma casa de recepção vipérrima, chamada Casa de Actus, leia-se Murilo Amorim e Marcos Simão. O conjunto arquitetônico é formado por quatro pisos de a gente ficar de boca aberta com as peças daqueles colecionadores.

André Faro, Pedro, André Emery e Rodrigo George (Foto: Fernando Machado)

Marina Cordeiro, Bebeca Mendes, Ana Clara Lins e Luiza Delgado (Foto: Fernando Machado)

O projeto do espaço é do arquiteto Marcos Simão. Na sala principal cai do teto um lustre de Baccarat dando aquele toque de belle epóque. Na sala anexa temos outro lustre de Baccarat e uma lamparina do século XIX e a gente não sabe se olha para eles ou para as estantes do século XIX, que pertenceram a Livraria Universal, com recheio de prataria portuguesa e francesa, para os biscuits franceses, para as pinhas portuguesas ou para a imagem de São José tão antiga quanto o local.

Fernando Victor, Pedro, Otávio Marques e Felipe Sampaio (Foto: Fernando Machado)

Clarissa Valadares, Ana Luisa Carvalho e Barbara Caldas (Foto: Fernando Machado)

Sim ia me esquecendo do espaço dedicado aos achados arqueológicos portugueses e holandeses daquele bairro. Todo esse acervo de antiguidades é do colecionador Murilo Amorim. Pois foi nesse cenário cheio de histórias e obras de arte que Pedro Mazzarolo Vizeu Pereira reuniu os amigos, terça-feira, para jantar a fim de comemorar sua formatura de Engenharia Mecânica da UFPE. Pedro muito elegante recebia os convidados ao lado da mãe, Jô Mazzarolo, do pai Alfredo Vizeu e do irmão João.

Marcelo Carrilho, Pedro, Danilo Reis e Roberto Maia (Foto: Fernando Machado)

Angélica Tasso (Foto: Fernando Machado)

O fundo musical foi com a Banda Retrato e Canções. No setlist samba, blues, rock, jazz e até frevo canção. A geração dourada adorou o repertório. A decoração estava linda, com castiçais e arranjos de rosas, gypsophilas, alstroemérias, lisiantos e asclepcias. Foi uma noitada maravilhosa e de muita interação. Os teens dominaram o encontro e curtiram a mesa de frios composta de queijos nacionais e importados, pães italianos, portugueses e brioches.

Marco Amorim, Pedro e Hugo Thom (Foto: Fernando Machado)

Izabel, Camila, Marta, Juliana, Jô e Geovana Mazzarolo (Foto: Fernando Machado)

Ainda tinha pernil de presunto home made, defumado, salames especiais: italianos, espanhóis, canadenses, portugueses e pastas diversas: de berinjelas, de queijos, de tomates secos, de azeitonas etc. Para coquetel cestinhas filo ao creme quatro queijos, vol-au-vent de camarão ao creme com ervas de Provence, vol-au-vent de salmão defumado ao creme com geléia de Damasco. O jantar grifado por Marcos Simão, era de se comer rezando para Nossa Senhora Mãe de Deus, afinal de contas pároco da Concatedral da Madre Deus, Padre Rinaldo Pereira estava lá.

Rodrigo Vidon, Eduardo Carvalho, Pedro e Theo Guedes (Foto: Fernando Machado)

Talitha Didier e Pedro Mazzarolo Vizeu (Foto: Fernando Machado)

Tinha tomates Crevettes Surmonté le four avec des tranches de griller les amandes. Filetino de filé mignon com purê de mandioquinha. Para sobremesa bolo de Souza Leão by Betânia Amorim (receita de família), bolo de rolo leia-se Casa dos Frios, uvas recheadas e brigadeiros de duas cores. Tudo servido com talheres de prata e lousas também inglesas do século XIX. Acho que todos saíram de lá com aquele gostinho de quero mais.

Carolina Duca, Arísio Coutinho e Jô Mazzarolo (Foto: Fernando Machado)

Beatriz Ivo (Foto: Fernando Machado)

Cremilda e sua festa de arromba

Vejam só que festa de arromba! Aconteceu, sábado, Hey, Hey! Hey, Hey! / Que onda, que festa de arromba! Logo que eu cheguei, notei Elisio Moura com um copo de uísque na mão. Enquanto o clã Martins Albuquerque bancava o anfitrião, apresentando a todo mundo. Marina Paiva, Wanilde Nóbrega, Ludovic Amblard, Paula Peixoto, Cesar Machado, Eduardo Amazonas Pontual, Regina e Carlos Pontual, Hey, Hey!Hey, Hey! / Que onda, veja que festa de arromba! Era a velha guarda remetendo ao tempo da jovem guarda.

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Bernadete Martins, Sônia Cunha, Suzana e Cremilda Martins, Thila Rocha, Antônio e Joaquim Martins (Foto: Fernando Machado)

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Aurélio Neves, Sabatina (Ozna) Torti e Ludivica Amblard (Foto: Fernando Machado)

O DJ não podia parar enquanto a aniversariante não parasse de dançar. Mas! Vejam quem chegou de repente: Turibio e Zezinho Santos, enquanto Cesar Machado e Murilo Amorim fumavam no jardim. Ana Luiza e Alexandre com as filhas Leticia e Cecilia se esbarravam em mim na mesa dos docinhos. Lá fora um corre, corre de convidados chegando, Cristiana e Silvio Costa Filho. Que saíram logo, pois não agüentaram a animação. Foi nesse tom que a arquiteta Cremilda Martins comemorou seus 70 anos.

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Cesar Machado, Regina e Carlos Fernando Pontual, Ludovica Amblard e Jerônimo Cunha Lima (Foto: Fernando Machado)

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Cremilda Martins, Eduardo Amazonas Pontual e Ludovica Amblard (Foto: Fernando Machado)

Tudo aconteceu num casario do final do século XVIII, do estilo colonial português, onde já foi um prostíbulo, o Restaurante Dom João e agora é a casa de recepção vipérrima, chamada Casa de Actus, de Murilo Amorim e Marcos Simão. O prédio tem quatro pisos de a gente ficar de boca aberta de tantas peças maravilhosas dos colecionadores. No salão principal um lustre de Bacarat caia do teto dando aquele toque de glamour. A gente não sabia se também olhava para as estantes do século XIX, que pertenceram a Livraria Universal, com recheio de prataria portuguesa e francesa.

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Juliana Rosa, André Mello e Débora Cunha (Foto: Fernando Machado)

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Alexandre Lemos com as filhas Leticia e Cecilia (Foto: Fernando Machado)

Noutro salão repousava num móvel antiguérrimo biscuits franceses, e um flautista de mármore do século XIX. As pinhas portuguesas e uma imagem de São José tão antiga quanto o local, serviam de décor para outro ambiente. Sim ia me esquecendo o espaço dedicado aos achados arqueológicos. A decoração era um luxo. Sobre as 15 mesinhas espalhadas nos dois ambientes, ficavam castiçais e candelabros de cristais. Na mesa enorme, onde ficou a família da aniversariante, o destaque foi para os dois castiçais de prata e os vasos com flores (orquídeas, rosas, lírios e antúrios).

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Marlene Petribu, Elísio Moura e Simone Souto Maior (Foto: Fernando Machado)

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Murilo Pelegrini, Griselda Kluppel, Ludovica Amblard e Marcelo Rangon (Foto: Fernando Machado)

Cremilda Martins, que estava em grande noite de caftã vermelho adquirido em Dubai. Nas picapes o DJ Fábio Fofão bateu o maior bolão e levou o grupo a dançar rock, ye, yé, yé, e hits internacionais. O dancing não era grande, mas superlotou quando Gloria Gaynor atacou de I’ll Survive. E quando a Village People interpretou YMCA. E de repente Roberto Carlos sai das picapes com sua Festa de Arromba, e Esse Home Sou Eu. Neil Sedaka arrebentou quarteirão com Oh! Carol. E Anitta conseguiu ser aprovada pelo coroas. Outro momento de frisson foi Gloria Gaynor interpretando I Love You Baby.

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Paula Peixoto e Jerônimo Cunha Lima (Foto: Fernando Machado)

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A diva Marina Paiva (Foto: Fernando Machado)

A mesa de queijos estava uma maravilha. O bufê estava de se comer rezando para Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem estava instalada numa peça do salão principal. Como entrada vol au vent de salmão com caviar, vol ou vent de camarão com massa filo com creme de Gorgonzola e Cottage, vieiras servidas em coquilles Saint Jacques com batatinha e massa folhada. Como prato quente tivemos filettino ao molho de madeira com purê de mandioquinha, lagosta ao thermedor com risoto pesto e camarão a new burguer. Tudo isso regado a espumante Pol Clément made in France e uísque Johnny Walker Red Label 12 anos.

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Turíbio e Zezinho Santos (Foto: Fernando Machado)

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Vanilde Nóbrega e Marina Paiva (Foto: Fernando Machado)

A animação era tanta que Cremilda Martins se esqueceu dos tradicionais parabéns para você, meia noite, quando lembrou convocou o coral de 100 vozes para tal. Depois soprou as velinhas e cortou o bolo by Mana Asfora, que era de se comer de joelhos. Sai de lá duas da manhã ao som de “O Rio de Janeiro continua lindo / O Rio de Janeiro continua sendo / O Rio de Janeiro, fevereiro e março / Alô, alô, Realengo / Aquele abraço! / Alô torcida do Flamengo / Aquele abraço / Chacrinha continua / Balançando a pança / E buzinando a moça / E comandando a massa / E continua dando / As ordens no terreiro / Alô, alô, seu Chacrinha / Velho guerreiro / Alô, alô, Terezinha”.

Esquentando para o Carnaval

Olinda foi a primeira capital de Pernambuco. e foi fundada pelos portugueses em 1537, ocupada pelos holandeses de 1630 a 1654, e depois resgatada pelos portugueses. Olinda tem notáveis exemplos de arquitetura do século XVI, XVII, XVIII e XIX incluindo a Basílica e Mosteiro de São Bento, fundado pelos monges em 1582. Pois bem, é nessa linda cidade que o estilista e doublé de chef de cuisine Márcio Costa abriu uma casa de recepções.

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Márcio Costa (Foto: Fernando Machado)

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João Alberto, Sheila Wanderley e Carlos Augusto Lira (Foto: Fernando Machado)

O casario é do século XIX, no estilo colonial, todavia recebeu um look de gente tirar o chapéu. Rodeado mangueira, bananeiras, avencas, pau d’agua e cajazeiras. Um sagui ficou de longe fazendo acrobacias num galho de cajazeira. Como ninguém deu muita atenção ele se mandou, mas ficou seu charme ficou. A decoração do centenário casario foi do próprio Marcio Costa, que é dividida em cinco espaços, sem contar o primeiro andar.

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Jacy Salva de óculos Prada e Cesar Santos by Alexandre Herchcovitch (Foto: Fernando Machado)

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Flávia de Gusmão (Foto: Fernando Machado)

Tudo é aconchegante e bonito que serviria de cenário para filmes de época. Onde tudo aconteceu foi no quarto set, lembrando um jardim de inverno. O teto foi coberto de balaios. O lustre foi coberto com várias sombrinhas multicoloridas de frevo. Os banheiros são muito estilosos. Também tinha uma radiola de ficha, mas com nome ingl^s Juke Box. Os convidados podiam, escolher sem pagar, suas músicas. Como tinha várias tribos, o setlist foi muito variado.

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Eda Rocha e Leo Silva (Foto: Fernando Machado)

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Márcio Costa à côté Andeson Carlos (Foto: Fernando Machado)

Não sei quem escolheu Ê Baiana composta por Fabricio da Silva, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancracio, cantada por Clara Nunes, que soltou sua voz, que voz: “Ê baiana / Ê ê ê baiana, baianinha / Ê baiana / Ê ê ê baiana / Baiana boa / Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba / Baiana boa / Gosta do samba / Gosta da roda / E diz que é bamba / Olha, toca a viola / Que ela quer sambar / Ela gosta de samba / Ela quer rebolar / Toca a viola / Que ela quer sambar / Ela gosta de samba / Ela quer rebolar”. Todavia o blog estende o tapete para esse virtuosi.

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Aurecilio Romão, Cesar Romão e Guiggo Cavalcanti (Foto: Fernando Machado)

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Leonardo Evedove, Salomão, Ana Telam e Caio Barros com Henrique da Fonte (Foto: Fernando Machado)

O encontro reuniu apenas os amigos de Márcio Costa para uma feijoada, que feijoada, remetendo para um esquente do Carnaval. A casa de recepção de Márcio Costa é realmente espetacular. E os detalhes da decoração são maravilhosos. Como tinha a turma da nouvelle vague colocaram na Juke Box, musicas que não tinham nada a haver com o babado do encontro. Não sei se disponibilizaram a musa do efêmero: Anita. Graças a Deus sai antes desse pecado musical.

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Thassio Basilio, Diogo Carvalho e Wbiratan Santos (Foto: Fernando Machado)

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Tibério Palmeira, Maxwell Patricio e Pedro Camboim (Foto: Fernando Machado)

Lá para 16 horas surgiram na Rua Prudente de Moraes, no Carmo, as baianas com jarras contendo água perfumadas para lavar as ladeiras da cidade alta. E então me lembrei da Clara Nunes cantando Iansã, / Cadê Ogum? / Foi pro mar! / Mas Iansã, Cadê Ogum? / Foi pro mar! / Iansã penteia / Os seus cabelos macios / Quando a luz da lua cheia / Clareia as águas do rio / Ogum sonhava / Com a filha de Nanã / E pensava que as estrelas / Eram os olhos de Iansã / Mas Iansã, Cadê Ogum? / Foi pro mar!” Sai de lá com aquele gostinho de quero mais.

Beleza Urbana

O jornalista Nelson Cunha estava ontem no centro do Recife e deparou com um ipê roxo todo florido na Rua do Sol, em frente ao Prédio dos Correios. E questionou porque a Prefeitura do Recife não planta mais ipês naquele espaço que contorna o Rio Capibaribe. A Rua da Aurora era outro espaço que deveria ser plantados flamboyants ou ipês.

Já pensou o casario da Rua da Aurora florida realçaria ainda mais a beleza do local diminuiria aquele mau cheiro de urina pelas flores quando brotasse. Em Washington D.C. as cerejeiras dão um toque todo especial a capital norte-americana na primavera. Vamos torcer para florir as margens do Capibaribe.

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