Fernando Machado

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Até hoje a pisada foi essa

O cigano-criança um orgulho para o Bloco da Saudade (Foto: Leonardo Dantas Silva)

Queria tanto fazer hoje uma matéria sobre os maracatus e caboclinhos do Carnaval do Recife, mas infelizmente não deu. Liguei para o secretário de imprensa da Prefeitura do Recife, e até fechar o blog não respondeu. Não se faz mais assessoria de imprensa como antigamente.

Viva o Maracatu: o batuqueiro, a dama corte em relax e um porta-estandarte (Fotos: Angelo Castello Branco)

Então pesquei fotos dos jornalistas Ângelo Castelo Branco e Leonardo Dantas Silva, para ilustrar esta homenagem ao verdadeiro Carnaval do Recife. “Quando a vida é boa / Não precisa ter pressa / Até quarta-feira / A pisada é essa”, compôs Capiba.

Anotações do Cotidiano

Hoje a Mangabeira entra em festa para celebrar os 122 anos de formação do Caboclinho Tribo Indígena Carijós do Recife, agremiação mais antiga do segmento no Estado. Às 18h30, o folguedo ligado às tradições de matrizes indígenas promete levar a alegria de gritos de guerra e declamação de loas às proximidades da Sede, na Rua Coremas, 40, próximo ao Clube da Mangabeira. A apresentação é gratuita e aberta ao público. O Caboclinho tem 160 integrantes, é um dos mais vivazes e atuantes representantes do Caboclinho.

O bonito colorido do Caboclinho Tribo Indígena Carijós do Recife (Foto: Divulgação)

Sobe ao palco do Teatro de Santa Isabel, entre os dias 9, 10 e 11, a comédia Como Ter Sexo A Vida Toda com A Mesma Pessoa. No espetáculo, dirigido por Odilon Wagner, a atriz Tania Bondezan interpreta uma sexóloga búlgara formada em Sorbone, que apresenta ao público, de maneira bem humorada, técnicas e dicas para aprimorar a vida sexual dos casais e ajudar a superar os desgastes do relacionamento a dois, com um humor inteligente e divertido. Informações no telefone (81) 3355-3323.

Evoé!, Evoé! Evoé!

O carnavalesco e ex jogador de futebol Tarcisio Miranda desabafa: “Mais um carnaval chegando, e vieram umas recordações, de alguns anos, onde o Maracatu Nação Pernambuco, com a sua imponência e brilho dos seus componentes, nos proporcionava uma alegria maior nas suas apresentações pelas ladeiras de Olinda. Hoje fico a recordar e perguntar, por onde anda? Não deixem morrer mais uma tradição dos nossos carnavais!”

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O percussionista Naná Vasconcelos só pensa no Carnaval (Foto: Rafa Medeiros)

Começam, hoje, às 18h, na Rua Pinheiro, no Joana Bezerra, acontece o primeiro ensaio visando a Abertura do Carnaval 2016. Esta noite estará afinando os tambores o Maracatu Estrela Dalva para a tradicional cerimônia comandada por Naná Vasconcelos, na Praça do Marco Zero. A inovação fica por conta de grupos de Caboclinhos na solenidade de abertura da festa. Todos os ensaios nas sedes terão a participação de três cantoras do Grupo VozNagô.

O show dos Caboclinhos


Tarcisio Ferreira de Melo, Francisco José da Silva e Tarciano Ferreira de Melo do Pavão Misterioso (Foto: Fernando Machado)

Sábado a Avenida Nossa Senhora do Carmo anoiteceu gloriosa e mítica. Tudo por conta do desfile dos Caboclinhos (lança e de pena). Aquelas tribos que passam o ano inteiro se preparando para enfrentar os juízes em busca de seus troféus, nos rendem devido à beleza de sua musica. Aquele barulho das flechas ressuscita nossa fé de que a história dos nossos antepassados continua viva.


Wilson Alexandre Nascimento Filho é o Porta Estandarte do Sete Flexa (Foto: Fernando Machado)

É um verdadeiro carnaval tecnicolor devido aos seus vistosos cocares coloridíssimos. Suas danças fingem atirar num hipotético inimigo, acionando sua ilusória arma de guerra. Para quem não sabem, os primeiros caboclinhos ou cabocolinhos surgiram em 1889. Sua orquestra é constituída de apenas três ou quatro instrumentos: pífano, tarol, maracá e, às vezes, um surdo.


José Cosmo é o Porta Estandartre do Kapinawá (Foto: Fernando Machado)

Na categoria Caboclinhos tivemos quatro grupos. No Grupo 1, os Caboclinhos Cahetés de Goiana e União Sete Flexas de Goiana faturam o primeiro lugar. No segundo ficou Os Carijós também de Goiana. No Grupo 2, venceu o Flecha Negra da Tribo de Truká, no segundo Tupinambá de Goiana. No Grupo Especial venceu o Caboclinho Tupã e no segundo lugar ficou o Caboclinho Kapinawa. E no Grupo de Acesso os vencedores foram Tupynae e Iraguara, ambos de Goiana.


Felipe Silva da Tribo Kapinawá (Foto: Fernando Machado)

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