Fernando Machado

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Martha Vasconcellos vence o Miss Universo de 1968

A foto oficial das candidatas (Foto:  O Cruzeiro)

Hoje faz 52 anos, que a baiana Martha Maria Cordeiro Vasconcellos, representando o Brasil, era eleita no Miami Beach Auditorium, na Flórida, Miss Universo de 1968. Quando o apresentador   Bob Baker anunciou o resultado Martha tomou um susto, pois não estava acreditando. Martha, que foi a segunda brasileira vencer o concurso, disputou o titulo com mais 65 candidatas. A produção do concurso colocou a Bossa Nova como tema central e as candidatas no palco cantaram em português Mas que Nada, de Jorge BenMartha foi coroada pela Miss Universo de 1967, a norte-americana Sylvia Hitchcock.

As 15 semifinalistas (Foto: O Cruzeiro)

A comissão julgadora foi composta pelo jornalista japonês Hideo Den, pela embaixatriz da Guiana nos Estados Unidos Sara Carter, pelo fotografo canadense Yousuf Karsh, pelo o coordenador do concurso de Miss Brasil Cid Varela, pela Miss Universo de 1954 Miriam Stevenson Upton, pelo o jornalista norte-americano Earl Wilson, pelo publicitário venezuelano Edwin Acosta Rubio, pela atriz israelense Orna Porat e pelo o artista plástico sino-americano Dong Kingman. Depois dos desfiles de traje típico e de noite saiu o Top 15, que desfilaram de maiô.

O desfile de trajes típicos (Foto: Manchete)

No Top 15 ficaram Martha Vasconcellos (Brasil), Nancy Wilson (Canadá), Danae Monserrat(Chile), Anne Marie Braafheid (Curaçao), Dorothy Anstett (Estados Unidos), Leena Brusin (Finlândia), Elizabeth Cadren (França), Miranta Zafiropoulou (Grécia), Jennifer Summers (Inglaterra), Miriam Fridman (Israel), Daliborka Stojsic (Iugoslávia), Tone Knaran (Noruega), Anne Marie Hellqvist(Suécia), Apantree Prayutsenee (Tailandia) e Peggy Arenas (Venezuela).

Bob Baker entrevistando Martha by Gerson e ela de maiô Catalina (Fotos: O Cruzeiro)

Na seqüência foram chamadas as cinco finalistas Dorothy Anstett, dos Estados Unidos, em quinto lugar; Peggy Arenas, da Venezuela, em quarto lugar; Leena Brusin, da Finlândia em terceiro lugar; Anne Marie Braafheid, de Curaçao em segundo e Martha Vasconcellos do Brasil, em primeiro lugar. Também tivemos Yasuyo Iino, do Japão, como Miss Simpatia; Daliborka Stojsic, da Iugoslávia, como Miss Fotogenia e Luz Elena Restrepo, da Colômbia, como o melhor traje típico. Miss Curaçao, Anne Marie Braafheid, quebrou um tabu e primeira vez uma negra chegava ao Top 5.

Peggy, Anne, Martha, Leena e Dorothy, as cinco finalistas (Foto: Manchete)

Participaram do concurso: Monica Fairel (África do Sul), Lilian Atterrer (Alemanha), Maria Del Carmen Vidal (Argentina), Sandra Croes (Aruba), Lauren Jones (Austrália), Brigitte Kruger (Áustria), Brenda Fountain (Bahamas), Sonia Commen (Bélgica), Victoria Martin (Bermudas), Roxana Chávez (Bolivia), Ilse de Jong (Bonaire), Martha Vasconcellos (Brasil), Nancy Wilson  (Canadá), Sheila Jayatilleke (Sri Lanka), Danae Monserrat Sala Sarradell (Chile), Yasmin Saif (Cingapura), Luz Elena Gonzalez (Colômbia), Elizabeth Tavares (Congo), Kim Yoonjung (Coreia do Sul), Ana Maria Rivera (Costa Rica), Anne Marie Braafheid (Curaçao), Gitte Broge (Dinamarca).

Miss Curaçao, Anne Marie Braafheid, de maiô, traje de noite e maiô (Foto: O Cruzeiro)

Também Priscila Gonzalez (Equador), Helen Davidson (Escócia), Yolanda Urquijo (Espanha), Dorothy Catherine Anstett (Estados Unidos), Rosario Zaragoza (Filipinas), Leena Brusin   (Finlandia), Elizabeth Cadren (França), Miranta Zafiropoulou (Grécia), Arlene Chaco (Guam), Claudie Paquin (Haiti), Nathalie Heyl (Holanda), Nora Guillén (Honduras), Tammy Yan-Yan (Hong Kong), Sadie Sargeant (Ilhas Virgens), Anjum  Barg (India), Jennifer Summers (Inglaterra), Tiffany Scales (Irlanda), Helen Knuttsdóttir (Islandia), Miriam Fridman (Israel),  Cristina Businari (Itália), Daliborka Stojsic (Iugoslavia), Marjorie Bronfield (Jamaica).

Dorothy Anstett, Leena Brusin e Peggy Arenas (Fotos: O Cruzeiro)

Ainda Yasuyo Iino (Japão), Sonia Faris (Líbano), Lucienne Krier (Luxemburgo), Maznah Ali (Malásia), Kathleen Farrugia (Malta), Perla Muñoz (México), Margine Morales (Nicarágua), Tone Knaran(Noruega), Christine Antunovic (Nova Zelândia), Sachie Kawamitsu (Okinawa), Judith Radford (Pais de Gales), Maria Brambilla (Peru), Marylene Carrasquillo (Porto Rico), Ana Maria Perez (Republica Dominicana), Anne Marie Hellqvist (Suécia), Jeannette Biffiger (Suiça), Apantree Prayutsenee(Tailandia), Rekaia Dekhil (Tunisia), Zumal Aktan (Turquia), Graciela Minarrieta (Uruguai) e Peggy Arenas (Venezuela).

O grito de espanto de Martha ao ser anunciada Miss Universo de 1968 (Foto: O Cruzeiro)

Emilia Correa Lima vence o Miss Brasil de 1955

Ingrid Schmidt, Annete Stone, Emilia, Ethel Chiaroni e Gilda Medeiros (Foto: O Cruzeiro)

Ingrid, Annete, Marta Rocha, Martha Rocha, Emlia Correia Lima, Ethel Chiaroni e Gilda Medeiros (Foto: O Cruzeiro)

Hoje, faz 65 anos que acontecia o Miss Brasil de 1955, realizado no Hotel Quitandinha em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A Miss Brasil de 1954, a baiana Martha Rocha, coroou a sua sucessora ao Emília Correa Lima, do Ceará, que nos representou no concurso de Miss Universo de 1955, realizado em Long Beach, na Califórnia, Estados Unidos. Os apresentadores foram Paulo Porto e Lourdes Mayer. Participaram do concurso 19 candidatas.

Alagoas, Bertini Mota e Amazonas, Annete Stone (Fotos: O Cruzeiro)

Bahia, Eunice Dias e Distrito Federal, Elvira Wilberg (Fotos: O Cruzeiro)

O resultado final ficou assim A Miss Brasil de 1955, Emília Correa Lima do Ceará, em grande noite num modelo azul. No 2º lugar empatadas Annete Stone do Amazonas, Ingrid Schmidt do Estado Rio (que usou um dos vestidos mais bonitos da noite), Ethel Chiaroni de São Paulo, e no terceiro lugar ficou Maria Gilda de Medeiros do Pará.

Espirito Santo, Joselina Cyprianno e Estado do Rio, Ingrid Schmidt (Fotos: O Cruzeiro)

Goiás Adellyt Vieira da Silva e Maranhão Simei Ribeiro Bílio (Fotos: O Cruzeiro)

O júri foi formado pelo presidente o presidente da ABI Herbert Moses, a sociliate Tereza de Souza Campos, Ministro Cândido Mota Filho, Francisco Olímpio de Oliveira da Cinzano, acadêmico Austregésilo de Athayde, João Calmon dos Diários Associados, Antônio Accioly Neto de O Cruzeiro, o escultor Leão Veloso, crítico teatral Bricio de Abreu, Romeu Buomínio do Leite de Rosas, Fábio Ramos e Edgard Prado da Distribuidora Brasileira de Filmes, Guilherme Figueiredo dos Tecidos Corcovados, Alfredo Brum dos maiôs Catalina e o senador Auro Moura Andrade.

Mato Grosso, Zuleida Assaí e Minas Gerais, Aparecida Benz (Fotos: O Cruzeiro)

Pará, Gilda Medeiros e Paraíba, Bernadete Silva (Fotos: O Cruzeiro)

Participaram do concurso Bertini Mota (Alagoas), Annete Stone (Amazonas), Maria Eunice Dias (Bahia), Emilia Correia Lima (Ceará), Elvira da Veiga Wilberg (Distrito Federal), Joselina Cyprianno (Espírito Santo), Ingrid Schmidt (Estado Rio), Adellyt Vieira da Silva (Goiás), Simei Ribeiro Bílio (Maranhão), Zuleida Assaí de Mello (Mato Grosso).

Paraná, Wilma Soxxi e Pernambuco, Alba Souza Leão Carneiro (Fotos: O Cruzeiro)

Rio Grande do Norte, Maria José Varela e Rio Grande do Sul, Rosa Alamon (Fotos: O Cruzeiro)

Ainda disputaram o titulo Maria Aparecida Benz (Minas Gerais), Maria Gilda Rodrigues Medeiros (Pará), Maria Bernadete Silva (Paraíba), Wilma Sozzi (Paraná), Alba Souza Leão Carneiro (Pernambuco), Maria José Varela (Rio Grande do Norte), Rosa Lucia Alamon (Rio Grande do Sul), Maria Heusi (Santa Catarina) e Ethel Chiaroni (São Paulo).

Santa Catarina, Maria Heusi e São Paulo, Ethel Chiaroni (Fotos: O Cruzeiro)

Miss Brasil-Europa de 2020

A baiana Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968, que está em Lisboa, convidada do concurso Miss Brasil-Europa, que acontece hoje, no Casino Estoril e tem como tema o combate à violência contra a mulher. Participam do evento 18 brasileiras e filhas de brasileiros que vivem no Velho Continente. Ontem, Martha foi recebida na Embaixada do Brasil pelo titular Luiz Alberto Figueiredo Machado e pelo adido cultural Igor Trabuco Bandeira.

Martha Vasconcellos e Roberto Macedo em Portugal (Foto: Instagram)

Ali, fez uma palestra sobre a sua experiência como psicóloga em Boston, EUA, trabalhando quase uma década com mulheres vítimas de violência doméstica. O Miss Brasil-Europa é organizado por Márcia Damasceno e Ana Paula Schwartz e as candidatas usarão trajes de noite do estilista baiano Elcimar Badu. Com Martha, viajou o jornalista Roberto Macedo, que também fará parte do júri no concurso e profere palestra sobre A importância dos concursos de beleza para o fortalecimento do papel da mulher na sociedade.

Carmen Miranda: A Pequena Notável

“Taí, eu fiz tudo p’rá você gostar de mim / Ah! meu bem, não faz assim comigo não! / Você tem, você tem que me dar seu coração! / Meu amor não posso esquecer / Se dá alegria faz também sofrer / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não têm fim / Essa história de gostar de alguém / já é mania que as pessoas têm / Se me ajudasse Nosso Senhor / eu não pensaria mais no amor”. Parece que foi ontem, que  a gente ouvíamos a Pequena Notável, ao vivo cantando esta musica de Joubert de Andrade, mas não foi.

O que é Carmem Miranda tem (Foto: Divulgação)

Há 110 anos nascia em Portugal, a cantora que colocou o Brasil no mapa musical do mundo. Estamos no referindo a cantora portuguesa radicada no Brasil Carmen Miranda, (Maria do Carmo Miranda Cunha), que aos 46 anos nos deixou para se tornar imortal. Tai, de Joubert de Carvalho, em 1930 bateu todos os recordes de vendas, ultrapassando a marca de 36 mil cópias. A música alcançou uma popularidade tão grande que, em menos de seis meses, Carmen Miranda era a cantora mais famosa do Brasil. Em 1939, na comédia musical Banana da TerraCarmen Miranda surge pela primeira vez caracterizada de baiana, personagem que a lançou internacionalmente.

Carmen na sua casa de Hollywood e numa clássica pose para os fãs (Fotos: Divulgação)

O filme apresentava clássicos como O que é que a baiana tem, de Dorival Caymmi. “O que é que a baiana tem? / O que é que a baiana tem? / Tem torso de seda tem / Tem brinco de ouro tem / Corrente de ouro tem / Tem pano da Costa tem / Tem bata rendada tem / Pulseira de ouro tem / E tem saia engomada tem / Tem sandália enfeitada tem / E tem graça como ninguém…! / Como ela requebra bem…! / Quando você se requebrar caia / por cima de mim / Só vai no Bonfim quem tem… / Ai, quem não tem balangandãs / não vai no Bonfim / O que é que a baiana tem?”

Essa baiana portuguesa conquistou o Brasil e o mundo (Fotos: Divulgação)

Quando em temporada no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, foi contratada pelo o magnata do show business norte-americano Lee Shubert, para ser uma das atrações do espetáculo The Streets of Paris, na Broadway. E ao cantar “Mamãe, eu quero, mamãe, eu quero / Mamãe, eu quero mamar! / Dá a chupeta, ai, dá a chupeta / Dá a chupeta pro bebê não chorar! / Dorme, filhinho do meu coração / Pega a mamadeira e vem entrar no meu cordão / Eu tenho uma irmã que se chama Ana / De piscar o olho já ficou sem a pestana”, se transformou The Brazilian Bombshell.

Alice Faye, Don Ameche e fantástica Carmen Miranda (Foto: Divulgação)

Em 1940, Carmen estreia no cinema com o filme Serenata Tropical, ao lado de Don Ameche e Betty Grable. Seu guarda-roupa exótico e o sotaque latino tornaram-se suas marcas registradas. No mesmo ano, foi eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, além de ser convidada para se apresentar o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt. E quanto interpretou: “Tico-tico / Tico-tico / O tico-tico tá / Tá outra vez aqui / O tico-tico tá comendo meu fubá / O tico-tico tem, tem que se alimentar / Que vá comer umas minhocas no pomar”, com seus trejeitos, seus adereços, seus balangandãs, incendiaram a Casa Branca.

Carmen Miranda vestida de baiana estilizada e dando adeus ao Brasil (Fotos: Divulgação)

Em junho de 1946, Carmen Miranda foi considerada a mulher mais bem paga na terra de Barack Obama, para alguns do mundo. Atuou em 14 filmes em Hollywood entre 1940 e 1953. Somente a II Guerra Mundial tirou um pouco da sua popularidade. Foi ela quem abriu caminho para a cultura latina. Carmen Miranda foi a primeira artista latino-americana a imprimir suas mãos e pés no pátio do famoso Grauman’s Chinese Theatre, em 1941. E não ficou por ai, foi a primeira sul-americana a ter uma estrela na Calçada da Fama.

Essa sabia dar pinta como ninguém (Foto: Divulgação)

Carmen que é considerada a precursora do tropicalismo no Brasil. Em 20 anos de carreira gravou 279 discos no Brasil e mais 34 nos EUA. Em setembro de 1998 um trecho de Hollywood, virou Carmen Miranda Square, e não é por acaso que até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela. Este blog estende o tapete vermelho para Carmen Miranda um icone e uma musa gay. E encerro com “Vestiu uma camisa listrada / E saiu por aí / Em vez de tomar chá com torrada / Ele bebeu Parati / Levava um canivete no cinto / E um pandeiro na mão / E sorria quando o povo dizia / Sossega, Leão, sossega Leão”. Carmen foi cantar no céu no dia 5 de maio de 1955.

 

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