Fernando Machado

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O Carnaval Inesquecível de Zezita Barbosa

Apesar de ter casado com um grande compositor de frevo, Capiba (1904/1997), a viúva Zezita Barbosa não é foliona. Todavia relembra que os melhores carnavais de sua vida foram aqueles da do governador Nilo Coelho, entre 1967 e 1971. “Maria Teresa e Nilo nos apanhavam em casa para curtir o Carnaval. Ele era um grande folião. Íamos para a Avenida assistir aos desfiles de blocos e escolas de samba. Nilo gostava da Escola de Samba Estudantes de São José”.

Capiba e Zezita Barbosa (Foto: Divulgação)

Zezita prossegue: “depois íamos jantar e em seguida nos deslocávamos para os bailes dos Clubes Internacional e Português. Estes foram para mim meus carnavais inesquecíveis. Tinha corso que era uma maravilha. Era permitido lança perfume e mela-mela. Como os jornais da época criticavam o jogar água nos foliões, escreviam que o Pronto Socorro, lotado de pessoas quase cegas por conta da água suja que os marginais jogavam nos olhos das pessoas.

Zezita Barbosa uma figura humana maravilhosa (Foto: Fernando Machado)

Então Nilo Coelho foi até o Pronto Socorro para testemunhar essa maldade. Ao chegar lá não encontrou nenhuma vitima cega e sim muita gente esfaqueada, outras vitimas de tiros. “Os carnavais de antigamente eram lindos demais e com uma violência muito pequena, confessa. E encerra lembrando a musica de Capiba: “Quando a vida é boa / Não precisa ter pressa / Até quarta-feira / A pisada é essa / Pra que vida melhor / Fale quem tiver boca / Eu nunca ví coisa assim / Oh! Que gente tão louca”.

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