Fernando Machado

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Categoria literatura

O gol mais bonito de Falcão

O gol mais bonito que o jogador Falcão fez foi fora do gramado. Em 1983 o Hotel Majestic colocou na rua, Mário Quintana porque tinha dinheiro para pagar a hospedagem. O poeta estava na calçada chorando quando Paulo Roberto Falcão, que jogava na Roma, e estava de férias em Porto Alegre, soube do caso e seguiu para o local.

Falcão e Mário Quintana (Fotos: Divulgação)

Falcão então pegou Mário Quintana e seus pertences colocando no seu carro e os levou para hotel cinco estrela Royal, por acaso era de Falcão. E disse para o gerente ele é meu hospede. Então CEO indagou por quanto tempo? Falcão respondeu por toda eternidade. Quintana faleceu em 5 de maio de 1994, aos 88 anos de idade. Pesquei essa emocionante história no Face.

Sarau, Tempero e Clarice Lispector

A jornalista Theo Camargo, e Lélia Araújo participaram, sábado, do almoço seguido de um Sarau Literário em homenagem ao centenário de Clarice Lispector, no histórico Restaurante Tempero da Rosa, do Hotel Central. O prato de resistência do encontro foi o que a poetisa adorava; Frango à Kiev, uma receita ucraniana (frango empanado recheado com manteiga aromatizada e ervas, acompanhado de batatas e brocólis refogados).

Theo Camargo, Stenberg Lima e Lelia Araujo (Foto: Face)

O evento foi coordenado por Stenberg Lima, coordenador do Grupo Caminhadas Culturais, após a refeição no Sarau fez dueto com Theo Camargo da Crônica de Clarice Lispector: Banhos de Mar. A poetisa fugiu da Ucrânia para Maceió, e em seguida veio para o Recife, residindo inicialmente na Marquez de Olinda, Praça Maciel Pinheiro, e em dois sobrados da Rua da Imperatriz, indo depois morar na Conde da Boa Vista no número 178. Sua mãe, Mania Lispector (née Krimgold), foi enterrada no Cemitério do Barro.

Pausa Poética

“Se chove, tenho saudades do sol, se faz calor, tenho saudades da chuva”. José Lins do Rego (1901/1957)

Pausa Poética

“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”. Clarice Lispector (1920/1977)

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