Fernando Machado

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A Parada Gay do Recife

Sob os olhares dos cafuçús, dos bofes, das bofonecas, das barbies, das lésbicas, dos enrustidos e de um pelotão de soldados aconteceu a 8ª Parada Gay do Recife, agora com o nome de Parada da Diversidade. A Avenida Boa Viagem mergulhou no arco-íris. A grande frustração foram os números. Os coordenadores esperam 200 mil, talvez tenha no máxmo 50 mil.

Em cima dos trios elétricos estavam figuras engraçadas ou como queiram bizarras dando pinta. Na avenida muito mais, algumas pareciam terem sido retiradas do Livro de Apocalipse. Outras do Baile dos Artistas. Stella Maris, vestida de anjo, recomendava à amiga: “Cuidado com os bofes, pois estão esperando uma oportunidade para baixar a “Elza” (roubar)”. Ao seu lado uma Libélula estava entusiasmada era mesmo com os soldados da PMPE. “Puxa! Quanto bofe bonito”, exultava frenética.

As lésbicas também compareceram em massa à parada. Estava difícil dizer quem beijava mais, se os meninos ou as meninas alegres. O páreo foi duro e bota duro nisso. Uma menina estava aos prantos, porque tinha perdido a sapatilha. Calma, gente era o sapato e não a namorada. E o que tinha de bambies (gays novinhos) não estava no gibi.

Poucos políticos apareceram na Parada Gay. Por lá estavam o prefeito João da Costa, os deputados Raul Jungman, Isaltino Nascimento e Mauricio Rands, os vereadores Daniel Coelho e Estefano Barbosa dos Santos (Menudo). Turibio e Zezinho Santos que casou recentemente eclipsou o movimento. Quando Maria do Céu os viu parou o trio elétrico da Metrópole diante do edifício que eles estavam e fez uma saudação. A galera foi ao delírio. Afinal de contas tudo foi festa e alegria.

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