Fernando Machado

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Anotações do Cotidiano

O ator Alexandre Nero apresenta, hoje e amanhã, às 21h, pela primeira vez no Recife, a peça O Grande Sucesso, no Teatro Boa Vista. No domingo o espetáculo acontecerá no mesmo local, mas 20h. A peça conta a história de um grupo de artistas secundários que esperam na coxia sua vez de entrar em cena. Com trilha musical original cantada e tocada ao vivo, o elenco discorre de maneira filosófica e muito bem humorada sobre sucesso e fracasso.

Alexandr Nero no O Grande Sucesso (Foto: Priscila Prade)

Será aberta amanhã, às 16h, no Museu da Cidade do Recife exposição Zeppelin: Recife-Rio, assim como o lançamento dos livros Com o Graf Zeppelin para Pernambuco de Carl Bruer, publicado em 1931 na Alemanha e No céu do Rio: registro histórico do Zeppelin no Rio de Janeiro, de Jobson Figueiredo, Igor Colares e Helton Cezário. A mostra que ficará ao publico até 21 de junho, reúne imagens do Graf Zeppelin e objetos relacionados aos dirigíveis.

O Zeppelin no Recife

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O Zeppelin sobrevoando a Rua da Aurora (Foto: O Cruzeiro)

Até o próximo dia 26, está em cartaz, no Museu da Cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas, a exposição O Zeppelin no Recife, com projeções, fotografias e músicas da década 30 para lembrar o Recife de 85 anos atrás, quando pela primeira vez, um veículo aéreo cruzou o Atlântico vindo da Europa à América Latina. Assinam a curadoria da exposição Jobson Figueiredo, Dirceu Marroquim e Betânia Corrêa de Araújo.

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O Zeppelin sobrevoando o bairro de Santo Antônio (Foto: Acervo do Museu da Cidade do Recife)

A relação do Zeppelin com o Recife sempre foi estudada, mas ainda hoje é pouco conhecida. A cidade mantém intacta a torre de atracamento, única no Brasil, aberta à visitação no parque científico no bairro do Jiquiá. Por aqui, tripulação e passageiros desembarcavam e o dirigível era reabastecido com gás e suprimentos. O Recife passou meses se preparando para a primeira visita do Graf Zeppelin LZ 127.

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Aspecto da atracação do Zeppelin no Campo do Jiquiá (Foto: Acervo Jobson Figueiredo)

Coube ao engenheiro Manoel Marques coordenar a construção da infraestrutura: a torre de atracação e o pavilhão de 315 m², onde funcionavam sala de embarque. O prefeito à época, Francisco da Costa Maia chegou a decretar feriado municipal e a cidade vivia um clima de festa. Segundo registros em jornais, cerca de 15 mil pessoas e dois mil veículos foram até o Jiquiá presenciar a chegada do dirigível.

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O Zeppelin sobrevoando o centro do Recife (Foto: Acervo Jobson Figueiredo)

As imagens que compõem a exposição fazem parte dos acervos do Museu da Cidade e de Jobson Figueiredo. Algumas foram clicadas pelos próprios tripulantes do gigantesco dirigível durante a sua passagem pela capital pernambucana. O Graf Zeppelin tinha 236 metros de comprimento e chegou a realizar uma volta ao redor do mundo no início do século passado.

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Detalhe do desembarque dos passageiros no Campo do Jiquiá (Foto: Acervo Jobson Figueiredo)

O Memorial da Paz

Preservar e resgatar parte da história do Recife ainda desconhecida por uma parcela significativa da população. Este é um dos objetivos da obra de restauração da Torre de atracação de dirigíveis, iniciada em março. O equipamento recebeu dirigíveis como o Graf Zeppelin e o Hindenburg, que sobrevoaram os céus de Pernambuco na década de 1930. A restauração faz parte das ações para implantação do Parque Científico e Cultural do Jiquiá, um projeto da Prefeitura do Recife, leia-se o prefeito João da Costa, em parceria com os governos Federal e do Estadual. O restaurador responsável pelas obras é Jobson Figueiredo.

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O secretário José Bertotti e o artista plástico Jobson Figueiredo (Foto: Inaldo Menezes)

Na época, o dirigível era o meio de transporte intercontinental mais evoluído e teve uma das suas bases de atracação no Recife, não só pela sua posição geográfica, mas pela atuação econômica e pela capacidade de receber esse tipo de equipamento, comentou o secretário José Bertotti. Jovens das comunidades próximas ao Jiquiá também trabalharão no restauro da Torre. E quando a restauração dos paióis estiver pronta, os espaços darão lugar ao Memorial da Paz que contará parte da história da II Guerra no Estado.