Fernando Machado

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Quem será o Mister Brasil CNB?

Pablo Sena, Gustavo Garcia e Levy Reis (Foto: João Ricardo Dias)

Kevin Greiner, Hugo Cardoso e Artur Viegas (Foto: João Ricardo Dias)

Hoje à noite, no Hotel Bosque, em Angra dos Reis, vamos ter a escolha do Mister Brasil CNB de 2018. Estão participando do concurso 49 candidatos de várias partes do Brasil. O mais baixo é Hitallo Rangel do Piauí, com 1m75 de altura e o mais alto é João Motthê de Agulhas Negras, com 1m95 de altura. O mais novo é Bernardo Timm Boggian do Rio de Janeiro com 20 anos e o mais velho é Artur Maciel da Paraíba, com 32 anos.

Artur Viegas, Júnior Walladão  e Ian Bock (Foto: João Ricardo Dias)

Os estados da Bahia e do Rio Grande do Sul têm cinco participantes. Os baianos vão com os Misteres Bahia Levy Reis, Caminhos do Sudoeste Erick Veiga, Chapada Diamantina Mauricio Portugal, Costa do Cacau Fernando Neto e Ilha de Itaparica Lucas Lucci. Os gaúchos estão representados pelos Misteres Paulo Juarez Costa Doce, Lucas Martins Grande Porto Alegre, Gil Raupp Litoral Sul Gaucho, Gabriel Souza Pampa Gaúcho e Felipe Haeffner Rio Grande do Sul.

Gabriel Souza, Gabriel Vital e Fábio Goulart (Foto: João Ricardo Dias)

De sunga os melhores foram Gilmar Ferreira (Baixada Santista), Jesus de Lima (Brasília), Mauricio Portugal (Chapada Diamantina), Pablo Rennan (Costa das Dunas), Fernando Neto (Costa do Cacau), Rodolfo Donna (Espírito Santo), Lucas Martins (Grande Porto Alegre), Lucas Cardoso (Ilhas de Búzios).

Miguel Leles, Júnior Marchetta  e Artur Maciel (Foto: João Ricardo Dias)

Também Lucas Lucci (Ilha de Itaparica), Gabriel Souza (Pampa Gaucha), Miguel Leles (Pantanal), Artur Maciel (Paraíba), Bernardo Timm Boggian (Rio de Janeiro), Guilherme Holanda Matias (Rio Grande do Norte), Júnior Fernandes (Roraima), Danthy Meirelles (Santa Catarina) e Rodrigo Brigatto (Zona da Mata Mineira).

Gabriel Werner , Hitallo Rangel e Bernardo Timm Boggian (Foto: João Ricardo Dias)

De terno preferi João Mothé (Agulhas Negras), Gilmar Ferreira (Baixada Santista), Jesus de Lima (Brasília), Anthonio Maia (Ceará), Mauricio Portugal (Chapada Diamantina), Pablo Rennan (Costa das Dunas), Fernando Neto (Costa do Cacau), Rodolfo Donna (Espírito Santo), Lucas Martins (Grande Porto Alegre), Lucas Cardoso (Ilhas de Búzios), Lucas Lucci (Ilha de Itaparica).

Guilherme Matias, Felipe Haeffner  e Gabriel Galindo  (Foto: João Ricardo Dias)

E mais Artur Viegas (Ilhas de Ipanema), Gabriel Souza (Pampa Gaucho), Miguel Leles (Pantanal), Artur Maciel (Paraíba), Hitallo Rangel (Piauí), Bernardo Timm Boggian (Rio de Janeiro), Guilherme Holanda Matias (Rio Grande do Norte), Júnior Fernandes (Roraima), Danthy Meirelles (Santa Catarina) e Rodrigo Brigatto (Zona da Mata Mineira).

Douglas Lenk , Eduardo Borba Érick Vasconcellos (Foto: João Ricardo Dias)

Este concurso tem muitas eliminatórias, e pasmen, com chaves, lembrando campeonato mundial de futebol (oitavas-de-final, quartas-de-final, semifinal e final). Não remete a concursos de beleza, mas o tempo muda tudo. O ano passado a escolha foi cansativa e não venceu o melhor. Mister Brasil de 2017, Matheus Song, tem muito prestigio junto ao coordenador Henrique Fontes, pois até sua irmã Daniela Song é apresentadora do evento.

Douglas Lenk, Danthy Meirelles e Samuel Costa (Foto: João Ricardo Dias)

Higor Lira, Jucinei Ferreira, Thiago Varela e Rodrigo Brigatto (Foto: João Ricardo Dias)

É um barato o Cassino do Chacrinha

Domingo foi um dia de graça para mim. Revi de uma forma diferente o Chacrinha, agora como o musical. Lembrei da noite que fui assistir A Discoteca do Chacrinha, na TV Globo, que acontecia nas quartas-feiras. Era um festival de cores e de loucura. E o autor desta festa multicolorida era o pernambucano Chacrinha, ou Abelardo Barbosa (1917/1988). O melhor espetáculo que assisti este ano, foi sem dúvida, Chacrinha, O Musical. O ator Stepan Nercessian, reencarnou o Chacrinha.

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Stephan Nercessian como Chacrinha (Foto: Caio Gallucci)

Parecia que eu estava vendo Abelardo Barbosa, no camarote do governador adorando o espetaculo. A Discota do Chacrinha começou em 1957, na TV Tupi. Depois fez um pit stop na TV Rio em 1968, aterrisou na TV Globo, onde permaneceu até 1972, por ter se desentendido com com o diretor de programação, Boni. Chacrinha tinha dois programas a Hora da Buzina, aos domingos e a Discoteca do Chacrinha, nas quartas-feiras. Quem não lembra este refrão: É hora, é hora, é hora  da buzina. O programa que acaba quando termina.

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Josildo Sá entre duas chacretes (Foto: Fernando Machado)

Ao sair da Globo retornou para Tupi e, na sequencia para Bandeirantes, e finalmente aterrisou na TV Globo, reunificando a Hora da Buzina e a Discoteca do Chacrinha, que se transformou no Cassino do Chacrinha, que estreou no dia 6 de março de 1982. O último programa foi gravado e exibido em 2 de julho de 1988. Chacrinha faleceu dois dias antes, vítima de câncer do pulmão. Foi o autor da célebre frase: Na televisão, nada se cria, tudo se copia. Era chamado de Velho Guerreiro, graças a Gilberto Gil, que compôs Aquele Abraço.

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Um click da primeira parte do espetáculo (Foto: Fernando Machado)

“O Rio de Janeiro continua lindo / O Rio de Janeiro continua sendo / O Rio de Janeiro, fevereiro e março / Alô, alô, Realengo / Aquele Abraço! / Alô torcida do Flamengo / Aquele abraço / Chacrinha continua / Balançando a pança / E buzinando a moça / E comandando a massa / E continua dando / As ordens no terreiro / Alô, alô, seu Chacrinha / Velho guerreiro / Alô, alô, Terezinha”. Puxa! Senti o Velho Guerreiro gritar no Teatro de Santa Isabel: Teresinha!,  Vocês querem bacalhau?, Eu vim para confundir, não para explicar! e Quem não se comunica, se trumbica!.

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Alexandre e Corina Oliveira, as chacretes e Chacrinha (Foto: Fernando Machado)

Agora vamos ao Chacrinha, o Musical, cujo texto é de Pedro Bial e Rodriguo Nogueira e direção de Andrucha Waddington. A primeira parte achei meio sem graça, onde conta a vida de Abelardo Barbosa, em Pernambuco. Um cenário mórbito, todavia na segunda parte era o verdadeiro Chacrinha em cena, com cenário tecnicolor. Até o publico interagiu, pois foi montado no palco do Santa Isabel, duas arquibancadas, onde ficaram os fãs do Chacrinha.

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Christina Gondim, Isabela e Stênio Neiva Coelho (Foto: Fernando Machado)

Na Buzina do Chacrinha, Russo tentou várias pessoas para participarem como calouros, apenas dona Walderez, aliás o nome de uma chacrete, que Chacrinha criou esse refrão: Walderez, quem dança com ela uma vez fica freguês. E Walderez arrasou cantando o Hino de Pitombeiras, e claro Chacrinha não acionou a buzina.  Muito boa a participação especial de Josildo Sá. O ator que interpretou Orlando Silva tinha um cheiro de malva, arretado. Quem não conheceu o cantor pensou que ele era da turma alegre.

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Andre Brasileiro e Tadeu Gondim entre duas chacretes (Foto: Fernando Machado)

Também tivemos no palco Clara Nunes, Ultraje a Rigor, Titãs, Benito de Paula, Carmen Miranda, Elba Ramalho, Dercy Gonçalves, Wanderlea, Sidney Magal, Roberto Carlos, Ritchie e Ney Matogrosso que levou o público ao delírio. Stephan Nercessian está perfeito no papel. E sai do teatro cantando: “Abelardo Barbosa / Está com tudo e não está prosa / Menino levado da breca / Chacrinha faz chacrinha / Na buzina e discoteca / Ó Terezinha, ó Terezinha / é um barato o cassino do Chacrinha “.