Fernando Machado

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Margaretha: Miss Universo de 1966

As misses no palco durante a apresentação dos trajes típicos (Foto: Manchete)

Há 51 anos, foi acontecia o Miss Universo de 1966, no Miami Beach Auditorium, em Miami Beach, na Flórida, EUA. Participaram do concurso 58 candidatas. Algumas novidades, nas regras e nas tecnologias, aconteceram nesta edição. Pela primeira vez desde 1952, as 15 semifinalistas passaram a ser anunciadas ao vivo. Antes era feito no final das preliminares. A vencedora, Margaretha Arvidsson, foi coroada pela Miss Universo de 1965 Apasra Hongsakula.

Miss U-65, Apasra Hongsakula coroando Margaretha e depois coroada (Fotos: O Cruzeiro)

Ana Cristina Ridzi e Margaretha de maiôs e de Margaretha de traje típico (Fotos: O Cruzeiro)

A maior injustiça do concurso foi com a Miss Brasil, Ana Cristina Ridzi, não ter figurado no Top 15. Coisas de concursos de beleza. Quatro ex Misses Universo prestigiaram o concurso: Gladys Zender (1967), Akiko Kojima (1959), Marlene Schmidt (1961) e Kiriaki Tsopei (1964). O host, Jack Linkletter, depois dos desfiles das candidatas em trajes típicos, de maiô e de noite anunciou as 15 semifinalistas.

Jeeranun, Yasmin, Satu, Margaretha e Aviva (Foto: O Cruzeiro)

Aviva Israeli sendo entrevistada pelo host Jack Linkletter (Foto: O Cruzeiro)

Top 15 ficou Marion Heinrich (Alemanha), Edna Rudd (Colômbia), Gitte Fleinert (Dinamarca), Paquita Torres (Espanha), Maria Judith Remenyi (Estados Unidos), Maria Clarinda Garcês (Filipinas), Satu Östring (Finlandia), Margem Dome (Holanda), Yasmin Daji (India), Janice Whiteman (Inglaterra), Aviva Israeli (Israel), Siri Nilsson (Noruega), Madeleine Hartog (Peru), Margaretha Arvidsson (Suécia), Jeeranun Savettanun (Tailandia).

Gitte Fleiner, Ana Cristina Ridzi,  Katia Balafouta e Paquita Torres (Foto: Manchete)

O top 15 de maiô diante da comissão julgadora (Foto: O Cruzeiro)

O resultado final foi este: Margaretha Arvidsson (Suécia) como Miss Universo de 1966, em 2º lugar ficou Satu Östring (Finlândia), em 3º lugar ficou Jeeranun Savettanun (Tailândia), em 4º lugar ficou Yasmin Daji (Índia) e em 5º lugar Aviva Israeli (Israel).  Paquita Torres da Espanha foi escolhida Miss Simpatia; Margaretha Arvidsson da Suécia como Miss Fotogenia e o melhor traje típico foi para Aviva Israeli do Israel.

Margaretha de maiô e quando recebeu o troféu de Miss Fotogenia (Foto: Manchete)

Ana Cristina Ridzi na praia aproveitando o sol de Miami (Foto: O Cruzeiro)

 

Trajes ou Alegorias Típicos?

O traje de gaucha de Ieda Vargas foi muito lindo (Fotos: O Cruzeiro e Manchete)

Existe um desfile nos concursos de beleza que abomino. São os de trajes típicos, pois quase nenhuma candidata, culpa dos seus coordenadores, usam roupas que não tem nada a ver com a cultura dos seus países. Geralmente os figurinistas usam e abusam de esplendores, plumas, penas e paetês. O Brasil sem baiana não é Brasil, com exceção para o traje, Exaltação dos Pampas, que Ieda Vargas usou no Miss Universo de 1963.

Le Hang, do Vietnã, usou artigos da sua cultura (Foto: Miss Universo)

Assisti ao desfile de trajes típicos do Miss Universo de 2016. . Um horror e com gosto de decadência. Poucas misses vieram com verdadeiros trajes que remetiam ao seu país. Era de vedetes que lembrava os tempos de teatros musicais. Miss Myanmar Htet Htet Htun, veio de alegoria, lembrava os decadentes desfiles do Baile Municipal do Recife. Ela fez até encenação, como os daqui.

Miss África do Sul, Ntandouyenkosi Kunene e Miss Colômbia, Andréa Tovar (Fotos: Miss Universo)

A Miss Tailandia Chalita Suansane, estava irrepreensível com seu traje. Miss Colômbia, Andrea Tovar, estava muito bem com seu traje típico. Miss África do Sul, Ntandouyenkosi Kunene, tirou proveito da sua cor e desfilou com uma roupa maravilhosa. Miss Tanzania, Jihan Dimack, e Miss Vietnã, Le Hang, me fez lembrar o campeão Almir da Paixão, que utilizada nas suas fantasias peças do artesanato. Amanhã, Miss Universo de 2015, Pia Wurtzbach, passa a coroa para sua sucessora

Htet Htet, Miss Myanmar, no seu estilo brega de se apresentar (Foto: Miss Universo)

Ieda Vargas: Miss Brasil de 1963

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Maria Olivia Rebouças coroando Ieda Vargas (Foto: O Cruzeiro)

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A comissão julgadora (Foto: O Cruzeiro)

Faz 53 anos hoje que a minha amiga, a gaúcha, Ieda Maria Vargas era eleita no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, diante de um público estimado em 30 mil pessoas, Miss Brasil de 1963. A nova Miss Brasil que foi coroada pela baiana Maria Olivia Rebouças Cavalcanti, Miss Brasil de 1962, representou o Brasil no concurso de Miss Universo, realizado em Miami. Ieda Maria Vargas foi eleita Miss Universo 1963. O concurso foi transmitido pela TV Tupi.

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O Top 3: Tania, Ieda e Vera, além de Ieda Vargas no trono (Fotos: O Cruzeiro)

Primeiro as 25 misses desfilaram em trajes típicos, a uma inovação do concurso, que depois virou um dos momentos mais ridículos, pois as misses começaram a surgir com verdadeiras alegorias, fugindo do tema. O de Ieda Maria Vargas foi escolhido o mais bonito. A Exaltação aos Pampas era realmente extraordinário. Vera Lucia Bezerra (Pernambuco) desfilou de passista de frevo. Depois elas  desfilaram de traje de noite e finalmente em traje de banho.

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Misses Amazonas, Pará e Maranhão (Fotos: O Cruzeiro)

A comissão julgadora, presidida pelo Ministro Mauro Sales, contou ainda com a participação da Miss Brasil de 1957 Terezinha Morango Pittiliani, e Miss Brasil de 1959 Vera Ribeiro Sêco, o escultor Leão Veloso, os jornalistas Accioly Neto, Jacinto de Thormes e Justino Martins, o secretário de Turismo Vitor Bouças, a senhora Edda Lutti e o arquiteto Sérgio Bernardes.

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Misses Guanabara, Estado do Rio e Minas Gerais (Fotos: O Cruzeiro)

Participaram do concurso 25 candidatas: Maria Cristina Laport  (Acre), Teresinha Binas (Alagoas), Thêmis Kohler da Cunha (Amapá), Fátima das Neves Silva (Amazonas), Jerusa Sampaio da Silva (Bahia), Denise Rocha de Almeida (Brasília), Vera Maria Barros Maia (Ceará), Sônia Martha Anders (Espírito Santo), Miriam Montenegro (Estado do Rio), Solange Brockers Tayer (Goiás), Vera Lúcia Ferreira Maia (Guanabara), Ester Ewerton Santos (Maranhão).

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Misses Mato Grosso, Acre e Amapá (Fotos: O Cruzeiro)

Ainda Terezinha Elizabeth Cruz Vadouski (Mato Grosso), Edma Saraiva (Minas Gerais), Nilda Rodrigues de Medeiros (Pará), Kalina Lígia Duarte Nogueira (Paraíba), Tânia Mara Franco de Souza (Paraná), Vera Lúcia Torres Bezerra (Pernambuco), Maria da Consolação Teixeira e Silva (Piauí), Ísis Figueira de Melo (Rio Grande do Norte), Iêda Maria Bruto Vargas (Rio Grande do Sul), Olga Mussi (Santa Catarina), Dirce Augustus (São Paulo) e Zélia Maria Mendonça Lopes (Sergipe).

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Misses Paraíba, Pernambuco e Alagoas (Fotos: O Cruzeiro)

Pela primeira vez foi incluído o desfile de trajes típicos, que naquela época era típico mesmo, atualmente são alegorias carnavalescas. Ieda Vargas desfilou com um traje exaltando os Pampas. Miss Paraná, Tania Mara, estava de camponesa, e Miss Guanabara, Vera Lucia, se apresentou com as Calçadas de Copacabana. Miss Pernambuco, Vera Lucia Bezerra desfilou de passista. Depois tivemos o desfile de traje de gala e finalmente o de traje de banho by Catalina.

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Misses Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte (Fotos: O Cruzeiro)

Coube ao apresentador do concurso Paulo Porto anunciar o Top 8: Amazonas, Distrito Federal, Guanabara, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. E o resultado final ficou assim: em 5º lugar Dirce Augustus (SP), em 4º Denise Rocha de Almeida (BR), em 3º Vera Lucia Ferreira Maia (GB), em 2º Tânia Mara Franco de Souza (PR) e a vencedora Ieda Maria Vargas (RS), que coroada por Maria Oliva Rebouças, Miss Brasil de 1962. Vera Maia foi Miss Simpatia, Tania Mara Miss Fotogenia e Ieda Vargas o Melhor Traje Típico.

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Misses Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Fotos: O Cruzeiro)

Informações importantes: Denise Rocha de Almeida, Miss Brasília, ameaçou de não desfilar quando soube que sua inimiga Vera Ribeiro estava no júri. Quando saiu o resultou que tinha faturado o quarto lugar, Denise chorou bastante. Para quem não sabe Denise disputou o Miss Distrito Federal em 1959 e perdeu para Vera Ribeiro. Nilda Meideiros, Miss Pará, era irmã, Gilda Medeiros, Miss Pará de 1955.

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Misses Sergipe, Bahia e Espírito Santo (Fotos: O Cruzeiro)

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Misses São Paulo, Brasília e Goiás (Fotos: O Cruzeiro)

Flashes

Hoje, às 19h30 na Capela de Nossa Senhora de Fátima, na Praça Chora Menino, teremos a missa de 7º dia da senhora Edda de Alencar Carvalho.

Somente um acidente de percurso tira essa presidente do cargo. O Supremo já autorizou ao Senado, que petista doente, decidir.

No próximo dia 26, quem anima o Pré-Réveillon do Manhattan Café-Theatro, em Boa Viagem, é o cantor Luca de Melo.

O prefeito Carlos Santana movimenta o Ipojuca: Natal de Voz e Música nos próximos dias 18, 21 e 23, com a Orquestra Criança Cidadã Meninos do Ipojuca.

Os trajes de baianas sempre ficam bonitos, mas nessa magricela Miss Brasil, Martihina Brandt, ficou feia. Carmen Miranda deve está desolada.

O Instituto Cervantes permanecerá aberto durante o período natalino, fechando apenas dias 24, 25, 31/12/15 e 01/01/2016.

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