Fernando Machado

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Carmen Mayrink Veiga: Um símbolo de elegância

Carmen Mayrink Veiga em 1961 (Foto: O Cruzeiro)

O blog está de luto. Faleceu ontem, o maior símbolo de elegância do Brasil. Mesmo nos momentos difíceis que enfrentou ela se saia soberbamente. Ela escreveu páginas e páginas para nossa história social. Do alto dos seus 88 anos, ela era um atestado de classe. Estamos nos referindo à divina Carmen Mayrink Veiga. Foi casada com Tony Mayrink Veiga (1926/2016), teve dois filhos Antenor e Antônia, cinco netos e dois bisnetos.

Carmen e Tony Mayrink Veiga no dia do casamento em 25 de junho de 1956 (Fotos: Divulgação)

Carmen Therezinha Solbiati Mayrink Veiga nasceu em São Paulo e morreu no seu apartamento do Flamengo. Truman Capote, Diana Vreeland e Anna Wintour consideravam Tony e Carmen as pessoas  mais influentes da América do Sul. Foi retratada por Portinari, Andy Warhol e Di Cavalcanti. Reinou no Jet-set internacional. Seus estilistas favoritos eram Yves Saint-Laurent, Givenchy e Guilherme Guimarães. Sua cremação acontecerá, hoje, no Memorial do Carmo.

Carmen Therinha Solbiati e Danuza Leão em Veneza, na Italia, em 1951 (Foto: O Cruzeiro)

Flashes

Já retornou de suas férias pelos Estados Unidos, a jornalista Katia McCarthy. Matou a saudade dos amigos de Baton Rouge, na Louisiana, nos Estados Unidos.

Hoje, às 19h30, no Teatro Barreto Júnior, no Pinam haverá a mostra coreográfica do Studio de Danças Aneska França.

A advogada Carol Amorim recebeu nota 10 na defesa de sua tese de doutorado na PUC/ SP sobre Celeridade e isonomia processual penal.

Junancy Galvão e Lúcia Noya anotados almoçando no Boteco, do Shopping Recife. Depois assistiram ao filme Uma razão para viver.

Hoje, no Instituto Ricardo Brennand, Paula Bujes e Pedro Huff misturam violino e violoncelo com gêneros musicais populares.

Morreu quinta-feira, no Rio de Janeiro, aos 65 anos, a atriz, produtora e apresentadora Ana Maria Nascimento e Silva.

Quinta-feira, o apresentador Gugu Liberato informou aos diretores da Record que não renovará contrato para 2018, após dois anos na casa.

Últimas Notícias

O mundo esportivo e radiofônico perdeu um grande ícone. Estamos nos referindo a Luiz Cavalcanti, que morreu hoje, às 18h, no Hospital Albert Sabin. O radialista Luiz Cavalcanti nasceu na Bahia, em 19 de agosto de 1930. Em agosto de 2014, o jornalista Jota Alcides lançou o livro O Mestre da Bola no Ar sobre Luiz Cavalcanti.

Luiz Cavalcanti um nome que a história guardou (Foto: Divulgação)

Carmem Miranda: A pequena notável

Faz 62 anos hoje que a Pequena Notável, Carmen Miranda, trocava os palcos do planeta terra para se rebolar lá no céu. Ela que cantava tanto essa musica “Taí, eu fiz tudo p’rá você gostar de mim / Ah! meu bem, não faz assim comigo não! / Você tem, você tem que me dar seu coração!”, não cantaria mais, pois o brasileiro entregou seus corações para ela. Joubert de Andrade deve ter feito uma roda de samba para reverenciá-la. Será que São Pedro balançou suas chaves para saudá-la?.

A portuguesa mais brasileira que já ouvi falar (Foto: Divulgação)

Dorival Caymmi deve ter composto “O que é que a baiana tem? / O que é que a baiana tem? / Tem torso de seda tem / Tem brinco de ouro tem / Corrente de ouro tem / Tem pano da Costa tem / Tem bata rendada tem / Pulseira de ouro tem / E tem saia engomada tem / Tem sandália enfeitada tem / E tem graça como ninguém…! / Como ela requebra bem…! / Quando você se requebrar caia / por cima de mim”, para sua imagem nunca seja esquecida. Carmen Miranda nasceu em Portugal em 9 de fevereiro de 1909.

Carmen Miranda mostrou o que é que a baiana tem (Fotos: Divulgação)

E quanto interpretou: “Tico-tico / Tico-tico / O tico-tico tá / Tá outra vez aqui / O tico-tico tá comendo meu fubá / O tico-tico tem, tem que se alimentar / Que vá comer umas minhocas no pomar”, com seus trejeitos, seus adereços, seus balangandãs, incendiaram a Casa Branca. E encerro a homenagem para a musa dos gays com “Vestiu uma camisa listrada / E saiu por aí / Em vez de tomar chá com torrada / Ele bebeu Parati / Levava um canivete no cinto / E um pandeiro na mão / E sorria quando o povo dizia / Sossega, Leão, sossega Leão”. Morreu a artista e nasceu o mito.