Fernando Machado

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Anotações do Cotidiano

O cantor, ator e performer Charles Theone faz o pré-lançamento de seu novo disco todas quartas de julho, às 21h, no Coordenador Bar, no Rio. O show reúne um toque de cada movimento sonoro vindo de Pernambuco e conta com participação de do mestre da soul music Carlos Dafé, além dos atores Babu Santana e Lucci Ferreira. A direção do espetáculo é de Toni Thomé.

O compositor Charles Theone (Foto: Maria Morgado)

O acrobata Duba Becker (Foto: André Scatolin)

Hoje, às 16h, nos SESC de São Caetano, na Rua Piaui, 554, em São Paulo, teremos o espetáculo inédito da Cia Suno. Estamos nos referindo a peça O circo de um homem só”. Neste espetáculo, o acróbata e malabarista Duba Becker dá vida a um palhaço solitário que abandona o circo e tenta se adaptar na cidade grande. A direção e roteiro é de Helena Figueira.

Notícias de Alagoas

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, cujo secretário Helder Lima tem apostado no já reconhecido potencial da culinária do Estado, por meio do apoio a eventos, como o Festival da Lagosta, Brasil Sabores, Sabores de Alagoas e Bar em Bar. Em 2016, a Secretaria organizou ainda seu primeiro evento gastronômico, o Festival Quilombola e, para 2017, já está programado o I Festival das Ostras, que deve acontecer no Litoral Sul do Estado.

Mestre Antônio Alves dos Santos faleceu sexta-feira (Foto: André Palmeira)

Alagoas perde mais um mestre da cultura popular, que deixa um grande legado para o artesanato alagoano. Faleceu, sexta-feira, aos 63 anos, o Mestre Antônio Alves dos Santos, registrado como Patrimônio Vivo de Alagoas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, desde 2015. No próximo mês, o artesão alagoano será homenageado no Espaço Janete Costa durante a XVIII Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que acontece em Olinda.

Viva, Portugal! Viva Camões!

Marco Ferreira de Melo, José Luís Carneiro, Jorge Cabral e Celso Gaspar (Foto: Fernando Machado)

Richard Reiter e Valéria (Foto: Fernando Machado)

O Gabinete Português de Leitura foi fundado pelo médico e jornalista João Vicente Monteiro, em 1 de novembro de 1850, durante sessão solene no Teatro Apolo. No ano seguinte o Gabinete foi transferido para uma modesta sobre loja de um imóvel na Rua da Cadeia Velha, 40, atualmente Marquês de Olinda, no Recife Antigo. Ele foi criado a partir da necessidade que um grupo de portugueses que sentia falta de um ponto de encontro e reunião.

Iuri Maia Leite e Jorge Cabral (Foto: Fernando Machado)

O acervo era igualmente modesto e contabilizava pouco mais de 20 livros, sendo guardado numa pequena estante, que hoje está exposta como peça de destaque no suntuoso Salão Nobre da sede da instituição, um prédio de três andares, em estilo eclético, à Rua do Imperador Pedro II, no bairro de Santo Antônio. Agora o GPL tem um acervo estimado mais de 80 mil títulos, incluindo obras raras dos séculos XIX, XVIII e XVII, e à disposição do público. O espaço dispõe, ainda, de uma sala de estudos, para 50 pessoas, climatizado e com wifi liberada.

Silvia Carvalheira (Foto: Fernando Machado)

Lá podemos consultar edições diárias de jornais de Pernambuco e Portugal. O Gabinete Português de Leitura de Pernambuco é muito imponente de três andares. Ele começou a ser construído no inicio de 1909, e foi projetado por Rodolfo Lima, especialista de arte gótica de igrejas. A primeira reforma da Sé de Olinda foi grifada por Rodolfo Lima. A segunda reforma coube ao arquiteto José Luiz da Mota Menezes. Sua inauguração aconteceu em 1921. Em 1937, foi vítima de um incêndio de grandes proporções.

Margarida Cantarelli e a vice-reitora da Universidade Coimbra Madalena Alaracão (Foto: Fernando Machado)

Seu mobiliário é quase todo do século 18 e 19. O Salão Nobre é de uma exuberância sem limites, onde se respira história. O vitral colocado abaixo da clara bóia é lindo. Pois foi neste cenário que aconteceu, segunda-feira à noite, a recepção comemorativa ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. De Lisboa veio. Especialmente para a recepção vieram o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luis Carneiro e de Brasilia, o embaixador de Portugal Jorge Cabral.

Jorge Cabral e Laura Areias (Foto: Fernando Machado)

No tablado onde ficou a mesa principal, em jacarandá torneada, podíamos ver o pedestal com a imagem de bronze de Luiz de Camões (1524/1580), as bandeiras do Brasil e de Portugal. Do alto duas telas, uma de João Vicente Monteiro e a outra de Jordão Emerenciano. Do teto caiam quatro lustres de bronze com adereços de alabastros. Sentaram à mesa José Luis Carneiro, Jorge Cabral, o vice cônsul Marco Ferreira de Melo, o presidente do GPL Celso Stamford Gaspar, entre outros.

Fernando Guerra e José Rodrigues Paiva (Foto: Fernando Machado)

O mestre de cerimônia foi Silas da Costa e Silva que convocou a todos, em sinal de respeito, levantarem para as execuções dos hinos do Brasil e Portugal. Depois tivemos, na ocasião, duas falas: a de Celso Stamford Gaspar e a de José Luís Carneiro. Ainda tivemos a apresentação do Grupo Literatrupe, onde atores e músicos referenciaram Fernando Pessoa e Camões. Na sequência José Luis Carneiro entregou para Celso Gaspar a Ordem do Infante Dom Henrique, pois o Gabinete Português de Leitura foi admitido pelo presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, Membro Honorário. Depois foi servido um coquetel assinado pelo bufê de Rose Beltrão.

Secretário de Relações Internacionais da PCR Giovani Andrade Oliveira e Mariana Barreto Campelo (Foto: Fernando Machado)

A parte musical ficou por conta do tecladista Lúcio Azevedo e cantora Juliana Cumaru. O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que já tinha mostrado ser simpático e atencioso com todos, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro e o embaixador Jorge Cabral deram mais um exemplo de simplicidade e elegancia. No final da parte oficial eles não se omitiram para fotografias e selfies. É bom lembrar que o presidente luso, Marcelo Rebelo de Sousa, prestigiou a data realizada, também segunda-feira, no Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro.

George Cabral e Souza e Marcos Prado (Foto: Fernando Machado)

O Grupo Literatrupe (Foto: Fernando Machado)

La Serata Bellissima

Ivan Ariberto, Giorgio Rossi, Gabor de Zagon e Don Michele Perrone (Foto: Fernando Machado)

A vice-cônsul da Argentina Alejandra Bomben e Vera Priori (Foto: Fernando Machado)

Graças a um referendo realizado em 2 de junho de 1946, a Itália se tornou uma república e a partir a data virou o Dia Nacional da Itália. Foi neste dia que as mulheres italianas tiveram direito a voto. Por conta disso, Humberto II, o filho de Vitor Emmanuel III, foi forçado a abdicar o trono e se exilasse. A Constituição Republicana começou a vigorar em 1 de janeiro de 1948. Nos termos dos Tratados de Paz de Paris de 1947, a região oriental da Itália foi perdida para a Iugoslavia e, mais tarde, o Território Livre de Trieste foi dividido entre os dois Estados.

Andrea Berenguer de Barros e Silva e o vice-cônsul de Portugal Marco Ferreira de Melo (Foto: Fernando Machado)

O medo no eleitorado italiano de uma possível tomada comunista provou ser crucial para o resultado da primeira eleição com sufrágio universal em 18 de abril de 1948, quando os democratas-cristãos, sob a liderança de Alcide De Gasperi, obtiveram uma vitória esmagadora. Consequentemente, em 1949, a Itália tornou-se membro da OTAN. O Plano Marschall ajudou a reavivar a economia italiana, que, até final dos anos 1960, desfrutou de um período de crescimento econômico sustentado, o que foi comumente chamado de Milagre Econômico.

Cônsul geral dos Estados Unidos Richard Reiter e a consulesa Valéria com Gabor de Zagon (Foto: Fernando Machado)

Em 1957, a Itália foi um membro fundador da Comunidade Economica Europeia (CEE), que posteriormente se tornou a União Européia (UE) em 1993. Pois para comemorar da data, o cônsul da Itália no Nordeste, Gabor de Zargon, depois de um hiato de quatro anos, retomou a festejar o Dia Nacional da Itália. A reunião aconteceu na Arcádia de Boa Viagem, quarta-feira, numa noite de muita beleza e música errudita. A decoração estava simples, mas bonita. Do teto caiam 18 lustres de Anderson Barbosa e sobre as mesas repusavam arranjos de flores tropicais da Katu Flores.

Roberto de Siqueira Regueira, a consulesa Dominique e o cônsul geral da França Romain Louvet  (Foto: Fernando Machado)

A mestre de cerimonia foi a secretária do Consulado, Vera Priori, que convidou a todos a ficarem de pé, para escutar os hinos do Brasil e da Itália, cantados pelo tenor Jefferson Bento, acompanhado do pianista Ednaldo Neves. Na sequencia tivemos as falas de Gabor de Zagon , elegantérimo by David Saddler, e do fundador da Fundação Giacomo e Lúcia Perrone, afinal de contas a festa teve um cunho filantropico. Não foi obrigado, mas quem quizesse colaborar seria muito bem aceito.

Gabor de Zagon, Rosângela Barros, Don Michele Perrone e José Geraldo Alencar (Foto: Fernando Machado)

O discurso de Gabor de Zagon foi muito bonito e recheado de dados historicos e da economia do seu país. Lembrou que o Brasil possui a maior quantidade ONGs de origem italiana do mundo e que desde que aqui chegou, há dois meses, a Itália já injetou cerca de sete milhões de euros para o nosso país, e claro o incluindo o Nordeste. O presidente da Câmara de Comercio Italiana do Rio de Janeiro, Giorgio Rossi, subiu ao palco e doou um cheque mil reais para a Fundação Perrone.

Fábio e Elodie Clerici com Francesco Calabretta (Foto: Fernando Machado)

O fundo musical foi com o tenor Jefferson Bento e a soprano Tarciana Damião, acompanhados do pianista Ednaldo Neves. No repertorio Dio, Come ti amo (D. Modugno), Torna Surriento (E. De Curtis), O Mio Babino Caro (G. Puccini), Volare (D. Modugno), Con te Partiró (Francesco Sartori), O Sole Mio (E. Di Capua), Santa Lucia (Teodoro Cottrau), Tormento D’Amore e Brindisi da Ópera La Traviata (Verdi). Durante o brinde ouvimos Cinema Paridiso de Ennio Morricone. O cônsul italiano está mostrando para que veio. Parabéns!

O secretário Ângelo Gioia ladeado por Guilherme Mesquita e Ricardo Barbosa (Foto: Fernando Machado)

O bufê da Arcádia era de se comer rezando para Santa Cecilia. No cardápio salada do Chef, quiche de gorgonzola com peras (uma maravilha), laminas de lombo marinado ao azeite de ervas e pimentões coloridos, queijos variados (Prima Donna, Maasdam e Gruyére, rocambole de salmão com espinafre e molho tártaro, frutas secas (tâmara, damasco, nozes, amêndoa e castanha), pães (integral, ciabata, australiano, torradas, cambraias e grissinis), filetino com molho de ervas acompanhado de arroz pilaf.

A jornalista Cristina França e o filho Marwan Masri (Foto: Fernando Machado)

Ainda se podia degustar linguine Al Dente com queijo parmesão Raclete ao velouté de queijos e ervas ao molho de tomate e manjericão. A Data Nacional da Itália, leia-se o cônsul Gabor de Zagon, já está incluída entre as melhores do Corpo Consular de Pernambuco. Temos certeza que no próximo ano a recepção será tão boa ou melhor do que esta.

Os jornalistas Kauê e Milla Diniz com o fotografo Nando Chiappetta (Foto: Fernando Machado)

Jefferson Bento, Tarciana Damião e Ednaldo Neves (Foto: Fernando Machado)

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