Fernando Machado

Blog

Tag marcha

Vamos Pra Rua

O coordenador Wilker Cavalcanti (Foto: Liberta Pernambuco)

Apoiadores de Jair Bolsonaro organizam para o este domingo, em todo Brasil, uma marcha a favor do Presidente da República e, em apoio ao Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro. O principal objetivo é pressionar o Congresso Nacional, principalmente o chamado “Centrão”, a aprovar as pautas do governo de interesse da sociedade, como a reforma da Previdência, a Medida Provisória 870 (da reforma administrativa) e o pacote anticrime, propostos pelo Governo.

O povo é quem decide (Foto: Liberta Pernambuco)

No Recife, a manifestação terá início a partir das 14h, na Avenida Boa Viagem, com concentração em frente à Padaria Boa Viagem e seguirá em direção ao segundo jardim. Os organizadores da marcha estão mobilizando os apoiadores pelas redes sociais e pedem aos simpatizantes para usarem camisas nas cores da pátria e para levar bandeiras do Brasil. Para acompanhar o percurso da caminhada, alguns movimentos estão disponibilizando carros e som e trios elétricos e estão confeccionando diversas faixas e cartazes com frases de efeito.

Vamos fazer um tsunami verde e amarelo (Foto: Liberta Pernambuco)

Esta semana, toda divulgação do evento vem sendo reforçada pelos de grupos de WhatsApp e Facebook e nas páginas dos principais movimentos que apoiam a iniciativa. De acordo com Wilker Cavalcanti, presidente do Liberta Pernambuco, um dos movimentos que organizam o ato no Recife, a marcha contará com apoio de diversos grupos de estudantes das universidades Federal e Rural de  Pernambuco, bem como estudantes da rede publica e particular de ensino.

Tudo pela democracia do Brasil (Foto: Liberta Pernambuco)

Joana: Se Essa Marcha fosse Minha

Em qualquer parte do mundo, quando tocam os acordes da Marcha nº 1 de Vassourinhas, (Pamranranranranran!!!) é difícil alguém ficar parado ou não se lembrar de Pernambuco. Mas pouca gente sabe quem são os autores dessa música, considerada o hino do Carnaval de Pernambuco e o segundo hino do estado. Os livros contam que a música foi composta em 6 de janeiro de 1909, no subúrbio de Porto da Madeira, nos arredores de Beberibe, Cajueiro e Peixinhos.

O esquecido compositor Matias da Rocha (Foto: Divulgação)

Seus compositores são Matias da Rocha e Joana Batista que venderam os direitos autorais da música para o Clube Vassourinhas. Isso é quase tudo que se sabe. Sabe-se que ele foi um dos fundadores do Clube, tocava violão, era compositor. Joana era doméstica, teve três filhos com Amaro Vieira Ramos e morreu aos 74 anos (1952). A relação que tinha com Matias da Rocha não ficou definida. O certo é que eles nunca foram homenageados no Carnaval do Recife.

Joana Batista a parceira de Matias (Foto: Divulgação)

A produtora Tactiana Braga, da B52 Desenvolvimento Cultural, está trabalhando na pesquisa sobre essa história, que será contada num documentário e está em busca de algum parente da dupla de compositores. “Como eles venderam os direitos da música para o Clube, a única pista que poderíamos seguir, se perde. Imaginamos que os possíveis herdeiros tenham se distanciado do ambiente carnavalesco. Talvez até nem saibam da importância dos seus antepassados para a música pernambucana, brasileira até”, arrisca Tactiana.

 

A equipe do documentário sobre Joana Batista (Foto: Divulgação)

A produção do documentário Joana Se Essa Marcha Fosse Minha – idealizada pelo jornalista Camerino Neto e que conta com pesquisa da também jornalista, Maíra Brandão – está fazendo uma campanha nas redes sociais para tentar descobrir esses parentes. Imagina-se que os filhos e netos dos dois estejam em algum lugar de Pernambuco. Se você conhece alguém que seja descendente de Matias da Rocha ou de Joana Batista Ramos e Amaro Vieira Ramos pode entrar em contato pelo email joanaeamarcha@gmail.com, ou nas redes sociais, pelo facebook e instagram /joanaeamarcha.

A Marcha da Família

Uma avenida remetendo a brasilidade (Foto: Divulgação)

A Avenida Boa Viagem virou, ontem, um mar de gente, de verde e de amarelo, fazendo um contraponto com o verde do mar. Foi sem dúvida uma tarde consagradora para os coordenadores do Vem Prá Rua e do Movimento Brasil Livre. A Marcha #PTNão, remeteu ao amor pelo país, que está sem rumo e sem respeito à família. Tivemos um momento de prece, com a citação do Padre Nosso. A estimação dos lideres da marcha era que cerca de 150 mil manifestantes, entre crianças, adolescentes, mulheres e homens, prestigiaram o ato cívico.

Essa tribo acredita num novo Brasil (Foto: Divulgação)

No final às 17h, no II Jardim, foi cantando o Hino Nacional que os petistas odeiam, por coral de 100 mil vozes, pois muitos tinham deixado o local. A manifestação deu uma demonstração clara de apoio ao Bolsonaro e de amor ao Brasil. Sem qualquer incidente, com muita paz e alegria. Três trios elétricos fizeram a animação. Edu Cabral em cima do primeiro trio puxava palavras de ordem como Nossa Bandeira Jamais Será Vermelha, Eu Vim de Graça, etc. O Capitão impossibilitado de sair de casa por conta uma facada dada por mineiro, recebeu imagens ao vivo da ação e se emocionou. E mandou uma mensagem do Rio de Janeiro.

Uma visão da Marcha pelo Brasil Livre (Foto: Divulgação)

Entre outras coisas frisou, Bolsonaro: “Só estou nessa porque acredito em vocês e vocês acima de tudo acreditam no nosso Brasil. Um só povo, uma só raça e é, muito importante, uma só bandeira verde e amarela. Amigos do Nordeste, juntos colocaremos o Brasil no seu devido lugar. Sem distinção, sem preconceitos, sem divisões entre nós. Acredito no povo brasileiro e acredito em Deus acima de tudo. O Nordeste, Pernambuco, Recife, um grande abraço e, juntos, se Deus quiser, seremos vitoriosos no próximo domingo e começaremos a escrever uma nova história em nosso querido Brasil”.

Essa visão é do Segundo Jardim (Foto: Divulgação)

Deus, Pátria e Família  

O Brasil está vivendo um momento muito grave e de falta de respeito para com a família e as Igrejas. Os repórteres que cobriram a Marcha da Família com Bolsonaro, domingo, não ouviram o Pai Nosso ser rezado 15 vezes e a execução do Hino Nacional 20 vezes. Porém, um funk, de um carro que não fazia parte do projeto, tocou uma única vez e foi motivo de repudio da mídia e até a OAB.

Uma semana antes na Parada Gay realizada no mesmo local, o que mais se ouvia era a tribo funk cantando músicas de baixo escalão, deixando os moradores da Avenida Boa Viagem, arretados. Pois bem, a mídia e a OAB deve ter achado tudo aquilo normal. A imprensa não poupou elogios aos palavrões da “turma alegre”, incluindo sons que ridicularizavam Bolsonaro.