Fernando Machado

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De volta para o passado

Há 110 anos, acontecia o Bal Masqué no Clube Internacional do Recife. Entre outros, destacamos, Julia Azevedo de mexicana, Alcinda Azevedo de pescadora, Odette e Frederica Faneca, Polly Guimarães, Rita Mergulhão, Alice, Therezita, Carmelita e Mathilde Gibson.

Há 85 anos, morria em Pernambuco, a Filomena Adelaide Loyo (Baronesa de Casa Forte), que nasceu no dia 4 de fevereiro de 1855.

Há 80 anos, morria na Bahia, o professor Mário de Almeida Castro, que nasceu no dia 23 de julho de 1878.

Há 55 anos, Aurora Duarte lançava na Livraria Editora Nacional, na Rua da Imperatriz, seu livro de poemas O Pássaro e o Naufrágio.

Há 54 anos, se casavam na Igreja das Graças, Carmen Valença Ferreira e Marcelo Araujo Costa.

Há 45 anos, morria no Rio de Janeiro, o poeta Solano Trindade, que nasceu no dia 24 de julho de 1908.

Porta Retratos

O colecionador Ricardo Brennand e a viúva de Capiba, Zezita Barbosa, no Instituto Ricardo Brennand (Foto: Instagram)

Goreth e sua mãe, Maria José Mendonça, na inauguração da Sala Dona Lybinha Maranhão, no Museu do Estado (Foto: Eunice Couto)

No lançamento do filme Minha Fama de Mau, em São Paulo, Leo Esteves e Erasmo Carlos (Foto: Lu Prazia)

No lançamento do livro de Zezé Motta, a famosa Izabellita dos Patins (Foto: Divulgação)

Fatos Diversos

Hoje, às 10h, na Faculdade de Olinda, FOCCA, a antropóloga e imortal Fátima Quintas abre a exposição os 75 diálogos com Fátima Quintas. Na ocasião Fátima falará sobre a sua mais recente obra Tempos Perdidos. 

Fátima Quintas e a capa de um dos seus livros Felícia (Fotos: Divulgação)

O livro Carnaval do Recife, com 436 páginas, ilustrado, prefácio de José Ramos Tinhorão e apresentação de Ângelo Castelo Branco, será lançado neste sábado, às 15h, no Paço do Frevo. A orquestra Popular do Recife do maestro Ademir Araujo dará um show.

O Pátio da Matriz segundo Marly Mota

Mauro Arruda e sua irmã Marly Mota (Foto: Fernando Machado)

A Sala de Reunião da Academia Pernambucana de Letras, nas Graças, estava lotada para a homenagem desta figura humana elegante e educada, chamada Marly Mota, que a Casa Carneiro Vilela sabiamente prestou. No comando do encontro literário estava a presidente Margarida Cantarelli. Tivemos a entrega dos Prêmios Literários para Cida Pedrosa e Bruna Barbosa.

Eduardo Mota, Margarida Cantarelli, José Nivaldo Júnior e Sergio Mota (Foto: Fernando Machado)

Primeiro o acadêmico Paulo Gustavo de Oliveira apresentou a Revista da Academia Pernambucana de Letras, Nº 47. Antes ele recitou um pequeno poema do marido da homenageada, o também imortal Mauro Mota, que diz assim: “Vestias diante do espelho / o vestido de viagem / e o espelho partiu-se ao meio / querendo prender-te a imagem”. Gostei muito do artigo de Fernando Guerra sobre A Cidade e os seus Espaços de Convivência.

Lourival Holanda, Lucílio Varejão Neto e Cicero Belmar (Foto: Fernando Machado)

Depois a vice-presidente Luzilá Gonçalves comunicou que em março a Casa iniciará o Curso Transfiguração da Memória, com duração de dois meses. As palestras sempre acontecerão nas tardes dos sábados. NA primeira, 23 de março, falarão os acadêmicos Lourival Holanda e Luzilá Gonçalves. Nas demais palestras outros acadêmicos tmbém falarão sempre como o mesmo objetivo rever as memórias. O curso custará 200 reais por mês.

Patricia Rands e Roberto Mota (Foto: Fernando Machado)

Na seqüência tivemos uma saudação à Marly Mota. Coube ao acadêmico Lucilio Varejão Neto ler o poema A Cheia, onde Marly recorda sua terra natal com muita maestria. “Nessa noite foram inúteis os gritos da molecada advertindo Maria Borges de que o rio estava subindo assustadoramente. Ela dormia e dormindo se foi, arrastada pelas águas”. Da residência restaram apenas pendurados na parede São Severino do Ramos, São Sebastião e o Padre Cicero do Juazeiro.

Eduardo Mota, Maria Eduarda, Luciana Marinho e Francisco Marinho Mota (Foto: Fernando Machado)

A segunda edição de o Pátio da Matriz, a capa é um trabalho da pintora naif Marly Mota. No recheio as ilustrações são grifadas pelo artista plástico Lula Cardoso Ayres, como na primeira edição. A orelha é de Valdemar Cavalcanti que a comparou com Djanira e a Noêmia, que vez de pintar escrevesse. Na última página um trecho maravilhoso de Luiz Delgado, onde pinçamos: “A escritora não falseou o que a menina viu”. Não esquecer que Marly é uma notável chef de cuisine.

Margarida Cantarelli, Jose Mário Rodrigues (Foto: Fernando Machado)

As crônicas de minha amiga Marly Mota são maravilhosas, daquelas que podem ser encontradas no Olimpo dos deuses da literatura. O seu companheiro de imortalidade José Nivaldo Junior , durante a sessão, não poupou elogios para as crônicas de o Pátio da Matriz. O projeto gráfico e a capa são Ricardo Melo, a diagramação Gildson Alves, a revisão de Luzilá Gonçalves e a impressão da Cepe. Sai da APL leve pelo passeio nos tempos dourados de sua adolescência em Bom Jardim. Não tem nada que abafe o brilho deste primeiro livro de Marly Mota.

Lourdes Sarmento e José Luiz da Mota Menezes (Foto: Fernando Machado)