Fernando Machado

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A Parada Gay de Toronto

A Parada de Toronto foi a mais linda que já vi. Diferente das do Brasil, ela é 100% politizada! Que emoção ver que a sociedade canadense respeita tanto as diferenças! Sim, porque a #pride em Toronto não é apenas para exaltar #OrgulhoGay, mas também para lembrar de todos aqueles que são discriminados: moradores de rua, refugiados, naturistas e até mesmo os veganos!

O prefeito de Toronto, John Tory entre Diogo Carvalho e Ampol Likitchawankun (Foto: Instagram)

As lágrimas corriam com sorrisos quando via trans mais velhas desfilarem com olhar emocionado e abraçando o público que as acolhia e aplaudia… Veteranos de guerra chorando em cima dos carros, carregando bandeiras do arco-íris (já pararam para imaginar como esses senhores sofreram por serem gays num ambiente tão machista?)!

Esse ativista estava lindo de porta bandeira e esse deus de ébano arrasou (Fotos: Diogo Carvalho)

Uma moradora de rua não se continha em lágrimas ao andar de mãos dadas com crianças vestidas de fadas e unicórnios numa ala que apoiava os sem-teto! Meu companheiro Jeep me perguntava por que eu chorava tanto… E eu só me perguntava por que o mundo não pode ser assim?!? Ainda mais no Brasil, o país que nasci e que se acha tão pra frente, mas onde quase 500 pessoas são assassinadas cruelmente por ano apenas por serem gays…

Essa ala causou frisson (Foto: Digo Carvalho)

🙁 #lgbt #gay #pride #toronto #canada Ps: Fora o prazer de passar quatro dias com meu irmãozinho @brunodelavor, que já tava me matando de saudadeee!!! ❤ ❤ ❤ @ Toronto, Ontario. Esse texto maravilhoso é do amigo e jornalista Diogo Carvalho. que participou de muitas paradas no Recife e agora se redimiu à de Toronto, que aconteceu por conta do Dia do Orgulho Gay.

Esse veterano de guerra chamou atenção do publico (Foto: Diogo Carvalho)

Flashes

Ana Cláudia e Marconi Thorpe vão movimentar a II Mostra DeAaZ Decor, em maio, no Paço Alfândega. De Caruaru, vem o arquiteto: Felipo Madeira.

O Clube das Pás recebe hoje, às 17h, os shows de Cleyton Lima, de Juba Marques e Banda. Tudo começa com a Orquestra das Pás.

O diretor do Colégio Americano Batista, Joel Bezerra, promove hoje, às 10h, culto na Igreja Batista, pelos 111 anos criação da instituição.

José Luna, da Inovação da Procenge, acompanhará tudo que acontece no Startup Weekend Recife 2017, que começa hoje, no Recife.

Jose Luna de olho no Startup Weekend (Foto: Chico Barros)

As misses que não precisaram de cotas, escrito ontem pelo missologo Muciolo Ferreira, fez muito sucesso no nosso blog.

Encerrando a Francofonia, temos hoje, às 19h30, na Aliança Francesa do Derby, a exibição de A Estranha Cor das Lágrimas do Seu Corpo de Hélène Cattet e Bruno Forzano.

Hoje, às 19h30, a Le Creuset, no RioMar, a chef Karyna Maranhão vai ensinar sua técnica e receita para um grupo de convidados.

A leitura dramatizada As Três Tristes Gregas, da Medraton Produções, entra em cartaz hoje, às 20h, na Mostra de Teatro do Sesc Casa Amarela.

Flashes

Marta e Marcos Freire, Adriana e Fernando Bezerra Coelho, anotados no casamento de Renata Rocha e Alexandre de Sá Pereira, sexta-feira.

O PT desmoralizou o IBGE. As lágrimas da presidente, Wasmália Bivar, mostram que a intervenção política foi muito forte.

Carolina Ferraz Vieira, da Experimento Intercâmbio Cultural, está feliz da vida pelo nascimento do primogênito Antônio.

Começam amanhã, às 19h, o Curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) promovido pela OAB/Caruaru.

A empresária Barbara Coelho, da Wide Intercâmbio, tem realizado um excelente serviço para maiores de 45 anos de idade.

Wilton Condé ficou desapontado ao chegar ao Aeroporto Tom Jobim e as escadas volantes estavam quebradas.

Morre a Rainha do Radio de 1949

Ontem à noite não consegui conter as lágrimas quando soube da morte da Rainha do Rádio de 1949, Marlene. Logo no dia do meu aniversário, estrela você cala sua voz para sempre. Puxa lembrei do tempo da guerra Marlene x Emilinha Borba. Eu era fã da Favorita da Marinha, mas hoje uma dor profunda me dominou. E então, fui ouvir: “Lata d’água na cabeça / Lá vai Maria / Lá vai Maria / Sobe o morro e não se cansa / Pela mão leva a criança / Lá vai Maria”.

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Sua Majestade, Marlene! (Foto: Divulgação)

E lembrei que em 1943, aos 19 anos, deixou sua terra natal, São Paulo e partiu para o Rio de Janeiro onde foi cantar no Cassino da Icarai, em Niteroi e na sequencia no Cassino da Urca e no Copacabana Palace. Todavia foi na Rádio Nacional que Marlene, ou Vitória Bonaiutti de Martino, se tornou um icone. E não posso esquecer: “Sapato de pobre é tamanco / Almoço de pobre é café, é café / Maltrata o corpo como o que, porquê? / O pobre vive de teimoso que é”. E encerro esta pequena homenagem a grande Marlene com a musica de Adoniran Barbosa.

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Marlene em 1960 (Foto: Divulgação)

“Si o senhor não tá lembrado / Dá licença de contá / Que aqui onde agora está / Esse edifício arto / Era uma casa véia / Um palacete abandonado / Foi aqui seu moço / Que eu Mato Grosso e o Joca / Construimo nossa maloca / Mais, um dia / Nem quero me alembrá / Veio os home com as ferramentas / O dono mandô derrubá / Peguemos todas nossas coisas / E fumo pro meio da rua / Só se conformemos quando o Joca falou: / “Deus da o frio conforme o cobertô” / Saudosa maloca maloca querida, dim, dim, / Donde nóis passemos os dias feliz de nossa vida”.

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