Fernando Machado

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O carnaval inesquecível de Roberto Macedo

Todos os meus carnavais são inesquecíveis, pois nasci numa terça-feira da folia e amo me divertir nessa época. Salvador é uma cidade muito festeira. Durante todo o verão é como se houvesse um eterno Carnaval. Festas todos os dias. Haja fôlego. Gosto sempre de rever as fotos, e aí me lembro dos momentos, tornando-os inesquecíveis.

Roberto no desfile dos Filhos de Gandhy (Foto: Instagram)

Mas, vou destacar um ano em especial: Era 2011 e o domingo era meu aniversário, 6 de março, dia que nem sempre cai na folia. Mas quis marcar 2011 saindo em vários blocos, indo a festas e marcando a minha estreia num dos mais tradicionais da Bahia: Filhos de Gandhy.

No esquente para enfrentar os Filhos de Gandhy (Foto: Instagram)

Foi inesquecível. Quando o desfile começou e todos cantavam Ajeumbó, desabei a chorar. Era emoção demais. Felicidade que se repetiu nos dois dias seguintes de desfiles do bloco. E, desde então, sempre que posso, tenho saído no Gandhy. O jornalista e missologo baiano Roberto Macedo.

O Carnaval Inesquecível de Zezita Barbosa

Apesar de ter casado com um grande compositor de frevo, Capiba (1904/1997), a viúva Zezita Barbosa não é foliona. Todavia relembra que os melhores carnavais de sua vida foram aqueles da do governador Nilo Coelho, entre 1967 e 1971. “Maria Teresa e Nilo nos apanhavam em casa para curtir o Carnaval. Ele era um grande folião. Íamos para a Avenida assistir aos desfiles de blocos e escolas de samba. Nilo gostava da Escola de Samba Estudantes de São José”.

Capiba e Zezita Barbosa (Foto: Divulgação)

Zezita prossegue: “depois íamos jantar e em seguida nos deslocávamos para os bailes dos Clubes Internacional e Português. Estes foram para mim meus carnavais inesquecíveis. Tinha corso que era uma maravilha. Era permitido lança perfume e mela-mela. Como os jornais da época criticavam o jogar água nos foliões, escreviam que o Pronto Socorro, lotado de pessoas quase cegas por conta da água suja que os marginais jogavam nos olhos das pessoas.

Zezita Barbosa uma figura humana maravilhosa (Foto: Fernando Machado)

Então Nilo Coelho foi até o Pronto Socorro para testemunhar essa maldade. Ao chegar lá não encontrou nenhuma vitima cega e sim muita gente esfaqueada, outras vitimas de tiros. “Os carnavais de antigamente eram lindos demais e com uma violência muito pequena, confessa. E encerra lembrando a musica de Capiba: “Quando a vida é boa / Não precisa ter pressa / Até quarta-feira / A pisada é essa / Pra que vida melhor / Fale quem tiver boca / Eu nunca ví coisa assim / Oh! Que gente tão louca”.

O Carnaval Inesquecível de Gustavo Krause

O carnaval é uma marca da alma pernambucana. Não por acaso, a nossa terra, de forte personalidade cultural tem música própria – o frevo – e uma dança singular – o passo. O frevo-canção serve como melodia para versos românticos ou satíricos; o frevo de rua, com belos arranjos de sopros e metais, arrepia as ruas e ferve o sangue dos foliões; o frevo de bloco incorpora cordas plangentes que emociona nossos corações. Por sua vez o passo é uma acrobacia rítmica com a estética de um sofisticado balé.

O folião Gustavo Krause no Galo da Madrugada (Foto: Internet)

Este sentimento transformou o carnaval parte da minha vida e o que ficou definitivamente gravado na minha memória foi em 1980. Era Prefeito da Cidade do Recife. Bem cedinho, fui para a Padre Floriano, e me juntei com pouco mais de uma centena de “almas” e mascarados. Uma orquestra de frevo. Era os primeiros passos do gigantesco Galo da Madrugada que inscreveu Pernambuco no livros do recordes: uma cidade inteira submersa na folia do maior bloco de rua do mundo.

Gustavo Krause de senador romano no carnaval da AACD de 2006 (Foto: Tom Cabral/JC Imagem)

Pois não é que o grande repórter da Rede Globo, Francisco José, com seu faro jornalístico admirável, descobriu que um dos mascarados era uma “autoridade”. Encostou e disse, mais ou menos o seguinte: ao meu lado, esta “alma” é o Prefeito do Recife. Tremi. Gosto de fantasia e o rosto coberto era para e evitar, entre outras, a pecha de demagogo, populista. E ordenou: “Prefeito tire a máscara”. A emissora estava no ar. Fui entrevistado. Desde então, não uso máscaras. As pessoas compreenderam o lado humano do Prefeito e eu aprendi a lição de que na vida pública não há espaço para disfarces. Gustavo Krause

Padre Airton lança Em Dois Tempos

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Victor Bandeira de Melo, Jacy Tavares de Melo, Padre Airton Freire e Marcelo Tavares de Melo (Foto: Fernando Machado)

Uma noite inesquecível, por ser de grande alcance social, foi aquela que aconteceu quarta-feira na Academia Pernambucana de Letras. Estamos nos referindo ao lançamento do livro do Padre  Airton Freire, intitulado Em Dois Tempos, parte 2. A obra foca de forma brilhante o que se passa no processo psicanalítico, ou seja, retrata o sofrimento humano, a angustia e o que se passa no processo transferencial de análise.

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Ariadne Quintella, Paula Meira, Jô Mazzarolo e Marly Mota (Foto: Fernando Machado)

A abertura que aconteceu no Auditório Mauro Mota e depois seguiram os autógrafos no salão anexo da APL. Toda renda será revertida para a Fundação. O cerimonial foi conduzido por Tatiana Marques que convidou os seguidores do Padre Airton para assistirem o documentário da Rede Globo de Televisão sobre a Fundação Terra, tendo como âncora a jornalista Beatriz Castro.

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O clã Mota: Eudes, Sérgio, Flávia e Marly (Foto: Fernando Machado)

Na sequência Tatiana Marques formalizou as pessoas para comporem a mesa principal. Sentaram à mesa a presidente da APL Fátima Quintas, a jornalista Jô Mazzarolo, a psicóloga Rossane Wanderley, a deputada Terezinha Nunes, o acadêmico Antônio Campos e a voluntária da Fundação Terra Fernanda Carneiro, além é claro do Padre Airton Freire.

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Paminha Farias Almeida com sua mãe Geralda Farias (Foto: Fernando Machado)

Tivemos duas falas. A primeira de Rossane Wanderley responsável pela apresentação do livro e a segunda do Padre Airton Freire que foi muito bonita e recheada de amor, afinal de contas este é o lema do criador da Fundação Terra. Citou a música de Chico Buarque de Holanda, O Que Será e interpretou com maestria partes do Evangelho, reforçando o que não foi bendito poderá ser maldito.

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Dorany Sampaio à côté Lizete (Foto: Fernando Machado)

Padre Airton Freire ainda aconselhou: “Procura falar a quem possa escutar”. Lembrou que no próximo dia 15, às 17h30, estará autografando o livro Em Dois Tempos, em Olinda durante a Fliporto. Terminada esta parte os convidados foram até o salão anexo para os autógrafos, com direito a um coquetel da Arcádia de a gente comer rezando. Os pastéis de festa não deram para quem quis.

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Fernanda e Gilberto Carneiro (Foto: Fernando Machado)

Informação importante: A Fundação Terra é uma entidade sem fins lucrativos, que nasceu em 1984 numa comunidade conhecida popularmente como Rua do Lixo que ficava no entorno do recém-desativado Lixão da Cidade de Arcoverde. Padre Airton Freire começou resgatar, literalmente, do lixo homens, mulheres e crianças. Atualmente a entidade assiste 900 familias e atendente de forma regular cerca de 3.600 pessoas por ano.

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Nilo Simões com sua Lúcia (Foto: Fernando Machado)