Fernando Machado

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De volta para o passado

Há 105 anos, o coronel Agostinho Bezerra Cavalcanti e Carneiro da Cunha inauguravam o Teatro Moderno, na Praça da Concórdia.

Há 85 anos, estreava no Teatro Moderno, a Cia Brasileira de Revistas e Operetas, com a peça Brasil da Gente, de Velho Sobrinho, Gastão Penalva, Marques Porto e Ary Barroso. No elenco a atriz Itala Ferreira.

Há 80 anos, acontecia no Gabinete Português de Leitura o vernissage da artista plástica polonesa Helena Teodoravick.

Há 80 anos, nascia em Pernambuco, o jogador Nado (José Rinaldo Tasso Lassalvia), que morreu no dia 3 de maio de 2013.

Há 75 anos, chegava ao Recife, o novo comandante da 7ª Região Militar, general Newton Carvalho.

Há 55 anos, chegava ao Aeroporto dos Guararapes, o Vôo do Frevo com os convidados para o III Baile Municipal, no Internacional. Vieram Sonia Dutra, Gisela e Carlos Machado, Cesar Ladeira, Renata Fronzi, Carlos Niemeyer, Judith Bueno, Jece Valdão, Arnaldo Montel e Ilka Soares.

Há 25 anos, morria no Rio de Janeiro, o ator Milton Moraes, que nasceu no dia 4 de setembro de 1930.

Há 10 anos, morria em Pernambuco, o cantor Valdir Silva, que nasceu no dia 25 de outubro de 1925.

Viva o Frevo e Vassourinhas!

Às 18h, na Praça do Arsenal, diante da Torre Malakoff, recebeu a concentração para o cortejo, cerca de 120 pessoas entre músicos, passistas, capoeristas (São Salomão e Valentões), Rei e Rainha do Carnaval, portas estandartes, flabelistas e integrantes das agremiações convidadas e claro o Orquestrão sob a regência do grande maestro Ademir Araujo. Para a abertura do Carnaval de 2018. E ao som de maxixes e frevos ele se deslocou para o Marco Zero.

Maestro Duda, Yanê Montenegro e Alceu Valença (Foto: Fernando Machado)

Os clarins e tarós vão anunciando que o cortejo está chegando. Depois de 20 minutos o arrastão chegou ao palco do Marco Zero, sob barulho de fogos de artifícios, e ao som do frevo É Frevo Meu Bem, de Capiba. A cortina do palco se abre e ai começa o quadro O Frevo para o mundo. O Quinteto Violado grita freeevo! E o público responde: Freeevo! E lá no imenso palco já estava à melhor orquestra de frevo, atualmente, a do Maestro Duda. E que orquestra.

Ricardo Amorim, Barbara Graziela e Ariane Amorim (Foto: Fernando Machado)

O Quinteto Violado e a Orquestra do Maestro Duda tocam a música instrumental Frevo de Dudu (Dudu Alves) no imenso palco está um grupo de passistas, vestido de preto, fazendo evolução coreográfica com sombrinhas de todos os tamanhos. Na seqüência ouvimos o dobrado Batista de Melo (Manuel Alves Leite). Surge a malta de capoeiristas que evolue com o dobrado em toda a extensão do palco.

Lucinha Oliveira, Lais Climaco e Socorrinho Cardoso (Foto: Fernando Machado)

É executado Três da Tarde (Lídio Macacão) onde Passistas da Escola de Frevo, Otavio Bastos, Junior Ramalho, Meia Noite, Devison Vicente, Alisson, Inaê Silva, Anne Costa, Angélica, fazem a passagem para a dança frevo. Então é executado o frevo Cabelo de Fogo (Maestro Nunes), com a participação do Maestro Forró. Em seguida Cesar Michilles, com 6 flautistas, tocam Rumo Norte (Toinho Alves), e o frevo Ultimo Dia (Levino Ferreira).

Antônio Carlos Nóbrega com o pastor e pastoras do Inocentes do Rosarinho (Foto: Fernando Machado)

Entram ao palco os porta-estandartes das troças, acompanhados por dois brincantes, e dois passistas que conduziram de forma lúdica a coreografia. Antônio Carlos da Nóbrega interpreta Madeira que Cupim Não Roí (Capiba). Então entram os blocos líricos com suas Flabelistas e Brincantes tendo como fundo musical o Último Regresso (Getulio Cavalcanti), ainda tocam o Hino de Batuta de São José (João Santiago).

Maestro Duda, Mida, Melissa Albuquerque e Maestro Spok (Foto: Fernando Machado)

Participaram do quadro os blocos Compositores e Foliões; Com você no Coração; Banhistas do Pina; Confete e Serpentina; Boêmios da Boa vista; Cordas e Retalhos, Damas e Valetes, Saudade; Bloco das Flores; Esperança de Campo Grande; Ilusões; Eu quero mais; Inocentes do Rosarinho; O Bonde; Madeira do Rosarinho; Pierrot de São José; Edite do Cordão; Utopia e Paixão; Um Bloco em Poesia e o Bloco da Saudade.

Os palhaços Periquitos do Zumbi (Foto: Fernando Machado)

O Quinteto e Duda tocam com Jota Michilles Bom Demais e Me Segura Que Se Não Eu Caio (Jota Michilles); Morena Tropicana (Vicente Barreto e Alceu Valença) e Banho de Cheiro (Carlos Fernando). Entra André Rio cantando o Frevo Não Para (Dudu Alves), Voltei Recife (Luiz Bandeira), com coreografias dos palhaços Piriquitos do Zumbi e do Urso Cangaçá, ao ritmo do Hino de Elefante de Olinda (Clidio Nigro).

Edila Araujo, Juliana e Karla Carvalho do Pierrrot de São José (Foto: Fernando Machado)

Ouvimos o Frevo Sanfonado (Sivuca) com a Banda de Pífano Zé do Estado e Luciano Magno na Guitarra. E o grande final foi com o hino do Carnaval de Pernambuco Vassourinhas de Joana Batista da Silva e Mathias da Rocha. Em minha opinião o melhor momento da noite, pois o palco fica completamente lotado de figurantes. Nos outros momentos como o palco é grande demais, os participantes ficavam perdidos.

Pingo Barros, Armandinho e Tiago Murie (Foto: Fernando Machado)

Faltou beleza plástica, ou seja, gente, no palco, e para quem assistiu ao espetáculo via televisão não deve ter gostado, pois a cenografia não funcionou. Ainda bem o final salvou tudo. Para esse show trabalharam 370 figurantes. O importante que o frevo foi homenageado no seu dia. A minha nota para O Frevo para Mundo é 7. E completo foi melhor do que as aberturas do Carnaval com os Maracatus.

O palco no final do show (Foto: Fernando Machado)

Dia do Frevo e de Vassourinhas

Graças a Deus a abertura do Carnaval do Recife vai ser em homenagem ao Frevo, afinal de contas hoje é o Dia da maior expressão carnavalesca de Pernambuco. Depois de 16 anos de Maracatu ninguém agüentava mais. Esta noite a partir das 19h30, no Marco Zero, vai virar palco para uma grande celebração ao ritmo que é patrono da folia, abre alas da alegria e sinônimo de festa para todo recifense que se preze.

Prefeito Geraldo Julio e a notável primeira dama Cristina (Foto: Fernando Machado)

Espero que os coordenadores da festa tenham incluído Vassourinhas do esquecido Mathias da Rocha (1864/1907) e Joana Batista Ramos 1877/1952). Fiquei feliz que a Orquestra do Maestro Duda suba ao palco, pois então teremos o verdadeiro frevo. Também teremos os blocos líricos (Banhistas do Pina, Bloco das Flores, Madeira do Rosarinho, Bloco da Saudade e Pierrot de São José, entre outros) se apresentando ao som de Madeira que Cupim não Rói, do grande Capiba, na voz de Antônio Nóbrega.

Parabéns, Mônica Rios Rodrigues!

Germana Monteiro Carvalho, Elisa Castro, Mônica Rios Rodrigues, Lourdes Barreto e Cristina Vita (Foto: Fernando Machado)

Alice Souza Leão, Rosa Peres e Ana Maria Margolis (Foto: Fernando Machado)

Ao som Amigos para sempre, chegou ontem à tarde ao The Black Angus, a executiva Mônica Rios Rodrigues, e tomou um susto, pois suas amigas Cristina Vita, Elisa Castro, Lourdes Barreto e Germana Monteiro Carvalho, organizaram uma festa surpresa para comemorar o seu aniversário. Ela não agüentou foi as lágrimas. O convite pedia máscaras e todas elas foram ao restaurante, como exigia as coordenadoras. O almoço começou às 13h, mas não teve hora para acabar.

Alizete Maynard, Djamari Pedrosa e Maria José Ferreira (Foto: Fernando Machado)

Ana Carazzai, Eliana Lapenda e Eliane Neves Baptista (Foto: Fernando Machado)

O excelente DJ Thiago Carvalho arrasou nas picapes levando a turma à loucura. Começou como as marchinhas cariocas. “Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô / Mas que calor, ô ô ô ô ô ô / Atravessamos o deserto do Saara / O sol estava quente / Queimou a nossa cara / Viemos do Egito / E muitas vezes / Nós tivemos que rezar / Allah! allah! allah, meu bom allah! / Mande água pra ioiô / Mande água pra Iaiá / Allah! meu bom allah”.

Ana Paula e Silvia Maciel, Mônica Rodrigues e Silvana Maranhão (Foto: Fernando Machado)

Anete Cunha e Laís Monte Teixeira (Foto: Fernando Machado)

Depois tivemos Chiquinha Gonzaga com “Ó abre alas que eu quero passar / Ó abre alas que eu quero passar / Eu sou da lira não posso negar / Eu sou da lira não posso negar / Ó abre alas que eu quero passar / Ó abre alas que eu quero passar / Rosa de ouro é que vai ganhar / Rosa de ouro é que vai ganhar”. E na seqüência Sidney Magal cantando “Eu te amo! / Ooh! / Eu te amo meu amor / Ooh! / Eu te amo! / E o meu sangue ferve / Por você / Ooh! / Eu te amo! / Ooh! / Eu te amo meu amor”.

Célia Gomes de Moraes e Avelina Ferraz (Foto: Fernando Machado)

Germana Monteiro Carvalho e Sandra Bandeira (Foto: Fernando Machado)

E turma enlouqueceu quando o DJ atacou de Despacito e depois o frevo teve sua vez. Como bom pernambucano carnaval começa com Vassourinhas, pois sem Vassourinhas não há Carnaval. E sem Nelson Ferreira, Capiba, Luiz Bandeira e Antônio Maria , para citar estes ícones, é Carnaval Genérico. Mônica em grande tarde, ouviu um coral de 40 vozes, cantar os tradicionais parabéns para você e logo em seguida corte de bolo by Marina Vita.

Joseli Lacerda e Ana Maria Margolis (Foto: Fernando Machado)

Lourdes Barreto e Cristina Vita (Foto: Fernando Machado)