Fernando Machado

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A noite de Eduardo Mendonça

O JCPM Trade Center foi cenário do lançamento do livro do empresário Eduardo Mendonça, O dito e o não dito. Quase todo PIB pernambucano prestigiou a noite. Eduardo recebia os amigos ao lado da esposa Ana Maria by Reinaldo Lourenço, e das filhas Danielle e Viviane, que veio de São Paulo com o marido Ruy Carneiro da Cunha Neto e o filho João Vitor.

Eduardo Mendonça à côté Ana Maria (Foto: Fernando Machado)

Danielle Mendonça e Roberto Maia (Foto: Fernando Machado)

Genial a idéia da cerimonialista Tatiana Marques de que Eduardo não autografasse os livros. As pessoas os adquiriam recebiam um marcador de páginas e na saída pegavam a publicação. É bom frisar que toda a renda do O Dito e o não dito será para o Instituto Eduardo Mendonça, mantém a Casa Sorrir, que assisti crianças portadoras da fissura palatal.

O clã Paes Mendonça: João Carlos, Eduardo, Joseilde e Reginaldo (Foto: Hans Von Monteufell)

Auxiliadora Paes Mendonça, Marta Freire e Nizete Paes Mendonça (Foto: Fernando Machado)

Primeiro Eduardo circulava com os amigos no foyer do JCPM Trade Center e depois aconteceu no auditório uma mini conferencia, para falar do livro e do seu objetivo. A hostess foi Carmen Peixoto que primeiro convidou para subir ao palco o empreendedor João Carlos Paes Mendonça, que prefaciou a publicação. Ele confessou que ficou emocionado ao ler o livro.

Lilia e José Santos (Foto: Fernando Machado)

Lúcia e Gabriel Bacelar (Foto: Fernando Machado)

Depois Carmen convidou Eduardo Mendonça que estava visivelmente emocionado e feliz, em poder levar para outras crianças um tratamento digno da fissura palatal. Explicou que somente aos cinco anos de idade começou a falar e aos 69 anos ser diagnosticado da doença. Fez várias cirurgias nos maiores centros de São Paulo, mas não consegui êxito. Foi no Recife, ano passado, que o medico Rui Pereira descobriu o porquê da dificuldade de falar. Também agradeceu a fonoaudióloga Patricia Balata.

Carmen Peixoto e Jorge José Santana (Foto: Fernando Machado)

Nara e Eduardo Mendonça Filho (Foto: Fernando Machado)

A última fala foi com a filha Danielle Mendonça que vai presidir o Instituto Eduardo Mendonça. Detalhou como será feito o processo de assistência as crianças, do Recife, Interior de Pernambuco e outros estados, venham fazer o tratamento da fissura labiopalatal. O livro, escrito pela jornalista Moema Luna e projeto visual da filha Viviane Mendonça, está maravilhoso. A gente começa a ler e não quer parar, pois conta toda sua saga.

Carol Loyo entre o filho Ruy Carneiro da Cunha c o neto João Vitor (Foto: Fernando Machado)

Tatiana Marques e Luanda Guerra Cal (Foto: Fernando Machado)

Depois aconteceu o coquetel que estava de a gente comer de joelhos para São Judas Tadeu. O cardápio assinado pelo chef Wellingon Olímpio, do restaurante Solar do Douro, constou de canapés folhados de ricota com tomate seco, bolinho de charque com maionese de coentro, casquinho de caranguejo com filo, brusqueta pomodoro, dadinho de tapioca com geléia de pimentão, mini brochete palermo, brie maçaricado com geléia de morangos e castanhas, quiche Lorraine, rolinho primavera. O pièce de résistance foi nhoque de batata doce com ragu. Tudo isso regado ao vinho Vila Izabel.

Vera Brennand e José Múcio Monteiro (Foto: Fernando Machado)

Viviane Mendonça e Moema Luna (Foto: Fernando Machado)

Sem dúvida alguma um encontro com sabor de vitória. Na entrada, saudando os convidados, estava um quarteto de cordas, e foyer o fundo musical foi com o sexteto de jazz. Tanto um como o outro faz parte da Orquestra Bravo de Alexandre Lemos. Muitos amigos do clã Mendonça vieram de Sergipe prestigiar o encontro. Parabéns, empresário Eduardo Mendonça por este final feliz.

Parabéns, Argentina!

Consulesa Patricia e o cônsul geral da Argentina Jaime Beserman (Foto: Fernando Machado)

Vice-governador Raul Henry e Luíza Nogueira (Foto: Fernando Machado)

Consul Geral dos Estados Unidos Richard Reiter e a consulesa Valeria (Foto: Fernando Machado)

A Revolução de Maio de 1810 foi um processo histórico surgido ao calor de um sentimento de unidade e força que emergiu entre a população riopratense, desde as invasões inglesas de 1806 e a respectiva vitoria das tropas crioulas. Paralelamente, a Espanha vivia desde 1808 o avanço das forças napoleônicas e a debilidade de seu poder político e econômico. Em 22 de mai de 1810, com a notícia de que Sevilha, último bastão do poder espanhol, havia caído nas mãos de Napoleão, os crioulos convocaram uma Reunião Aberta, na qual se decidiu destituir o Vice-Rei Baltasar Hidalgo de Cisneiros.

Fábio Clerici, Ana Laura Stütz, Elodie Cleirici e Guido Stütz (Foto: Fernando Machado)

A partir daí, o povo impôs sua vontade e assim, em 25 de maio de 1810, a Reunião Aberta criou uma Junta de Governo presidida por Cornélio Saavedra e integrada por Juan José Caselli, Manuel Belgrano, Miguel de Azcuénaga, Manuel Alberti, Domingo Matheu, Juan Larrea, Juan José Paso e Mariano Moreno. Iniciava-se dessa forma o processo revolucionário que desembarcaria na Declaração da Independência da Republica Argentina, em 9 de julho de 1816.

Vice-cônsul da Argentina Alejandra Bomben e vice-cônsul de Portugal Marco Ferreira de Melo (Foto: Fernando Machado)

Pois ainda com este sentimento que sexta-feira tivemos a comemoração do 207º Aniversário da Revolução de Maio, promovida pelo Consulado Geral da Argentina, no Salão Ricardo Brennand, do Sheraton Reserva do Paiva. O cônsul geral da Argentina, Jaime Beserman e a consulesa Patrícia, em grande noite, by Christian Dior, receberam os convidados para uma recepção impecável. A decoração, bonita, foi grifada por Luciana Leimig.

Os cônsules geral da Itália Gabor de Zagon e da França Romain Louvet (Foto: Fernando Machado)

O encontro foi dividido em três espaços. No foyer tivemos os cumprimentos, depois todos foram para outro salão onde aconteceu a parte solene. Quando o mestre de cerimônias Ronald Silvestre Bezerra, deu inicio a solenidade, convocando os para ficarem de pé a fim de ouvirem os Hinos do Brasil e da Argentina. O hino de los hermanos foi via telão, e teve um toque especial, pois Ministério de Cultura da Argentina utilizou uma orquestra de instrumentos autóconos (bem típico da terra de Evita Perón).

 

A cônsul geral da China Li Feiyue e o marido o embaixador Gao Kexiang (Foto: Fernando Machado)

Pense num momento bonito, principalmente para os argentinos. Na sequencia tivemos a fala do vice-governador Raul Henry e depois de Jaime Beserman, com direito a Patricia e Jaime Beserman puxando um brinde com os convidados, com espumante Salton. Também tivemos a apresentação da Orquestra de Câmara de Pernambuco, que pertence ao Conservatório Pernambucano de Musica, sob a regência do maestro José Renato Accioly, composta de 20 músicos.

O cônsul do Japão Yasuhiro Mitsui (Foto: Fernando Machado)

No repertório, tivemos na primeira parte músicas brasileiras, como Mourão, de Clóvis Pereira e Guerra Peixe; Mandacaru de Benny Wolkoff e Henrique Annes, Bachianas Brasileiras Nº 4, prelúdio de Heitor Villa-Lobos. A segunda parte foi de tango e começou com Adiós Nonimo de Astor Piazzola com arranjos de Joaquim Moyano, Libertango também de Piazzolla e arranjo de Josiah Duhltine e encerrando Caminos Argentinos (El Choclo e La Cumparcita) com arranjos de Jeff Mano Okian. O público adorou e teve que tocar outro tango.

Consul geral da Alemanha Maria Könning de Siqueira Regueira, consulesa da França Dominique e Roberto de Siqueira Regueira (Foto: Fernando Machado)

Quando terminou a parte oficial foi servido um banquete de se comer rezando para Nossa Senhora de Luján. Empanadas (queijo com presunto e carne), leitão ao forno acompanhado de vários molhos e pães, chorlipan (sanduíche argentino de lingüiça suína acompanhado de saladas ao molho de chimicurri, além de uma tábua de queijos. Como sobremesas pastel de membrilllo com cobertura de açúcar de confeiteiro, petit fois com mariola, queijadinha e alfojor. O chef Fernando Fonseca está de parabéns pelo cardápio.

Luciana e Silvio Leimig (Foto: Fernando Machado)

Secretário de Educação Fred Amâncio e Mércia (Foto: Fernando Machado)

Maestro Renato Accioly e a Orquestra de Câmara de Pernambuco (Foto: Fernando Machado)

Carmen Peixoto: A Cidadã do Recife

A Câmara Municipal do Recife está diretamente vinculada ao nascimento da própria Vila do Recife. No momento da criação de uma nova vila, a lei determinava que se tomassem as seguintes providências: inaugurar o Pelourinho e convocar os cidadãos locais  para eleger os primeiros vereadores. Segundo registros históricos, em 15 de fevereiro de 1710, por ordem do rei de Portugal, foi instalada a Vila do Recife e inaugurada a sua Câmara Municipal.

Auxiliadora Paes Mendonça, Carmen Peixoto e Geralda Farias (Foto: Fernando Machado)

Foram então realizadas as primeiras eleições, tendo sido eleito presidente o Juiz José Ignácio de Arouche. Foi bastante curto o funcionamento da primeira legislatura. Em 17 de novembro de 1710, os nobres, como eram chamados os moradores de Olinda, invadiram a Vila do Recife, derrubaram o Pelourinho e seguiram para a Câmara Municipal, onde espancaram os vereadores, rasgaram suas roupas, tomaram os seus distintivos, prenderam-nos e declararam fechada a sede do Legislativo.

Valéria Freitas e Marta Freire (Foto: Fernando Machado)

Essa situação perdurou até 18 de junho de 1711, quando os recifenses rebelaram-se e enfrentaram os agressores num combate armado que se prolongou por quatro meses. Até que em 8 de outubro de 1711 chegou ao Recife o novo governador de Pernambuco, Felix José Machado. Foi quando se restabeleceu a ordem, com a prisão dos chefes do movimento. Só então, em 18 de novembro de 1711, o Pelourinho foi reconstituído, sendo instalado no pátio em frente à Igreja do Corpo Santo, que foi derrubada. Enfim, era reaberta a Câmara Municipal.

Carlos Alberto Gueiros e Magaly  (Foto: Fernando Machado)

A partir de então, o Legislativo funcionou normalmente até a Proclamação da República em 1889, quando foi temporariamente suspenso, durante o governo do Marechal Deodoro da Fonseca. Com a promulgação da Constituição de 1891, foi transformado em Conselho de Intendência Municipal. Neste período, foi eleito presidente do Conselho José Mariano Carneiro da Cunha. Considerado um dos maiores políticos do seu tempo, o Conselheiro José Mariano foi o primeiro prefeito eleito do Recife.

Carla Seixas e Laurindo Ferreira (Foto: Fernando Machado)

Em sua homenagem, na década de 40, que os vereadores do Recife o elegeram Patrono da Câmara Municipal. Daí o Legislativo Municipal também ser conhecido como a Casa de José Mariano. Em 1962, começaram as obras para a transferência da Câmara para o novo prédio, onde até então funcionava a Escola Normal do Recife, situada na Rua Princesa Isabel, ao lado do Parque Treze de Maio, na Boa Vista. É lá onde a Câmara funciona até hoje.

Eduardo e Ana Maria Paes Mendonça com a filha Danielle (Foto: Fernando Machado)

Quinta-feira, tivemos a entrega do titulo de Cidadã do Recife para a querida amiga Carmen Peixoto, de autoria do vereador Carlos Alberto Gueiros. A jornalista, profissão que exerce com muito amor, estava três chic by Fino Trato. A cerimônia foi presidida pelo vereador Chico Kiko. Que convidou para compor a mesa o jornalista Cleo Niceas, o desembargador Jones Figueiredo, a executiva Lucia Pontes e a poetisa Luzilá Gonçalves.

Daniella Miranda e Márcia Souto Carvalho (Foto: Fernando Machado)

Carmen foi conduzida até o plenário pelos vereadores Carlos Alberto Gueiros, Amaro Cirpiano (Maguari) e Eriberto Rafael. Na seqüência foi executado o hino do Brasil, pelo tecladista Lucio Azevedo a vocalista Catarina Rosa. Tivemos duas falas. Uma de Carlos Alberto Gueiros e outra da mais nova Cidadã do Recife. O parlamentar fez uma viagem pela vida profissional de Carmen. Muito bonito por sinal.

Denielly Hallinski, Lúcia Pontes e Eliane Luna (Foto: Fernando Machado)

Enquanto Carmen Peixoto falava, ouvia-se bem baixinho a música de Jota Michiles, Recife Manhã de Sol, por sinal o hino da homenageada, que é lindo demais. Somente para enriquecer o texto: “Vejo o Recife prateado / À luz da lua que surgiu / Há um poema aos namorados / No céu e nas águas dos rios / Um seresteiro, um violão / Anunciando o amanhecer / Vai madrugada serena / Traz delirante poema / Recife manhã de sol”.

Francisco Bacelar, Rafael Guimarães e Alexandre Villela (Foto: Fernando Machado)

Voltando a sua fala, recheada de saudades e histórias pincei: “Nasci em Garanhuns. Terra dos meus avós, terra das flores e da chuva bem fria nos bonitos arrebóis!! Recordo com saudade, as suas ladeiras, o Relógio das Flores, Parque Rubber Van Der Linder, (Pau Pombo), Parque Euclides Dourado (Parque dos Eucaliptos), Mosteiro de São Bento, Praça Dom Moura. Em Garanhuns, estudei os primeiros anos no Colégio XV de Novembro, onde inclusive minha mãe Carmen Portela e meu pai Erasmo Peixoto, lecionaram”.

Francisco Nascimento e Assis Farinha (Foto: Fernando Machado)

– Uma das coisas mais importantes da vida é fazer amigos. Saber conquistar amigos. E ao receber o título de cidadã do Recife, sinto-me imensamente feliz em contar com a presença de tantas e tantas pessoas amigas que estiveram presentes na construção da minha história. Respiro e amo a arte da comunicação desde os meus 16 anos de idade, quando comecei a fazer teatro ainda na Universidade Rural de Pernambuco”.

Geovane Tenório, entre a filha Geovana e a mulher Heliane (Foto: Fernando Machado)

E concluo: “Já como jornalista escrevi crônicas para o Caderno Literário do Jornal do Commercio. Na TV Manchete fui para a rua cobrir enchentes, assassinatos, chacinas. Vi um mundo com o qual eu ainda não tivera contato direto. Foi uma lição de vida. Amigos e amigas, a cada instante a vida reserva surpresas. Com carinho agradeço a presença de todos vocês, meu esposo Jorge José, meus filhos Jorge Jr, Flávia e Geysa, e meus netos André Lucas, Caio, Victor, Daniel e Renato”.

Nelly Carvalho e Ana Maria Cesar (Foto: Fernando Machado)

Encerrando a cerimônia, foi tocado por Lucio Azevedo e cantando por Catarina Rosa o Hino do Recife, de autoria do compositor Nelson Ferreira. Aliás, muito grande e insosso. O hino deveria ser Evocação Nº 1, do próprio Nelson Ferreira. Apesar entregarem uma fila do hino poucos se arriscaram cantar “Mauricéia, um clarão de vitória, / A visão de tua alma produz. / Toda vez que do cimo da história, / Se desenha / o teu nome de luz”. Sem dúvida um encontro marcado de saudade, história e amizade.

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