Fernando Machado

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Anotações do Cotidiano

Danuza Leão tem uma posição contraria as atrizes norte-americanas que foram ao Globo de Ouro de luto. Entre outras coisas escreveu a divina Danuza, num artigo publicado no blog de Ricardo Antunes: “O que aconteceu no Globo de Ouro me pareceu um grande funeral. Apesar dos vestidos lindíssimos, acho que aquelas mulheres (que foram à cerimônia de preto) foram muito pouco paqueradas e voltaram sozinhas para casa. Viva os homens”. Viva!

Floresta, localizado a 433 quilômetros do Recife, foi alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho em Pernambuco por conta de casos de trabalho infantil no lixão da cidade. O documento reúne 26 obrigações que devem ser seguidas pela prefeitura, caso a justiça deferida os pedidos, sob pena diária de mil e quinhentos reais, por cláusula descumprida. A ação foi protocolada pela procuradora do MPT Vanessa Patriota no final de dezembro de 2017.

Carmen Mayrink Veiga: Um símbolo de elegância

Carmen Mayrink Veiga em 1961 (Foto: O Cruzeiro)

O blog está de luto. Faleceu ontem, o maior símbolo de elegância do Brasil. Mesmo nos momentos difíceis que enfrentou ela se saia soberbamente. Ela escreveu páginas e páginas para nossa história social. Do alto dos seus 88 anos, ela era um atestado de classe. Estamos nos referindo à divina Carmen Mayrink Veiga. Foi casada com Tony Mayrink Veiga (1926/2016), teve dois filhos Antenor e Antônia, cinco netos e dois bisnetos.

Carmen e Tony Mayrink Veiga no dia do casamento em 25 de junho de 1956 (Fotos: Divulgação)

Carmen Therezinha Solbiati Mayrink Veiga nasceu em São Paulo e morreu no seu apartamento do Flamengo. Truman Capote, Diana Vreeland e Anna Wintour consideravam Tony e Carmen as pessoas  mais influentes da América do Sul. Foi retratada por Portinari, Andy Warhol e Di Cavalcanti. Reinou no Jet-set internacional. Seus estilistas favoritos eram Yves Saint-Laurent, Givenchy e Guilherme Guimarães. Sua cremação acontecerá, hoje, no Memorial do Carmo.

Carmen Therinha Solbiati e Danuza Leão em Veneza, na Italia, em 1951 (Foto: O Cruzeiro)

Acontecencias

Esta noite está repleta de atrações. No Teatro Guararapes, às 21h, temos o show da cantora Alice Caymmi, considerada a Rainha dos Raios. A noite de arte marca mais um aniversário de Dona Santa/ Santo Homem, leia-se a divina Juliana Santos.

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Arlindo Grund lança Nada para Vestir (Foto: Reprodução)

Já na Livraria Cultura, do RioMar, às 19h30, teremos o lançamento do livro Nada para Vestir, do apresentador do Esquadrão da Moda (SBT) Arlindo Grund. No exemplar, o stylist mostra que o segredo para ter um guarda-roupa impecável é investir em peças-chave de acordo com o estilo de cada pessoa.

Elizete Cardoso: A Divina

Mesmo já tendo passado 25 anos, de sua morte, hoje, a coluna ainda chora, porque ela foi sem dúvida alguma, uma das maiores cantoras da música popular brasileira. Estamos nos referindo a Elizeth Cardoso. Com seu falecimento encerrou-se uma das mais ricas páginas da história da nossa música. Esse mito ajudou muitos brasileiros admirar sua voz e seu talento.

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Quanta saudade de ti, Elizeth (Foto: Divulgação)

Elizeth Cardoso nasceu no Rio de Janeiro no dia 16 de julho de 1920. Era de uma familia muito humilde, mas muito rica nos sonhos, pois queria ser cantora. E foi e que cantora. Sua vida começou a mudar aos 16 anos, quando ela teve sua primeira festa de aniversário. Nela conheceu Pixinguinha, Dilermando Reis e Jacob do Bandolim. Jacob, ficou impressionado com a voz da adolescente e decidu ajuda-la. Viveu com o jogador Leônidas da Silva, com Ari Valdez e Cyro Monteiro.

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Um bis para você, Elizeth (Fotos: Divulgação)

A divina adotou uma filha deu a luz de um menino, no relacionamento com Ari Valdez. Por conta de brigas com Cyro Monteiro a notável se atritou com outra notável Elis Regina. Elizeth Cardoso lançou mais de 40 LPs no Brasil e gravou vários outros em Portugal, Venezuela, Uruguai, Argentina e México. Eu adora ouvi-la interpretanto Eu Bebo Sim, Baracão, Até Amanhã, Naquela Mesa, Chão de Estrela e Seresta do Adeus.

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Dois monstros sagrados: Radamés Gnattali e Elizeth Cardoso (Foto: Divulgação)

E encerro esta pequena homenagem à Elizeth Cardoso com os olhos marejados via essa musica que embalou muitos corações pelo Brasil afora: Quem parte / Leva saudades / De alguém / Que fica chorando de dor / Por isso eu não quero lembrar / Quando partiu / Meu grande amor / ai ai ai ai / Está chegando a hora / O dia já vem raiando meu bem / E eu tenho que ir embora”.