Fernando Machado

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Carmen Miranda: A Pequena Notável

“Taí, eu fiz tudo p’rá você gostar de mim / Ah! meu bem, não faz assim comigo não! / Você tem, você tem que me dar seu coração! / Meu amor não posso esquecer / Se dá alegria faz também sofrer / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não têm fim / Essa história de gostar de alguém / já é mania que as pessoas têm / Se me ajudasse Nosso Senhor / eu não pensaria mais no amor”. Parece que foi ontem, que  a gente ouvíamos a Pequena Notável, ao vivo cantando esta musica de Joubert de Andrade, mas não foi.

O que é Carmem Miranda tem (Foto: Divulgação)

Há 110 anos nascia em Portugal, a cantora que colocou o Brasil no mapa musical do mundo. Estamos no referindo a cantora portuguesa radicada no Brasil Carmen Miranda, (Maria do Carmo Miranda Cunha), que aos 46 anos nos deixou para se tornar imortal. Tai, de Joubert de Carvalho, em 1930 bateu todos os recordes de vendas, ultrapassando a marca de 36 mil cópias. A música alcançou uma popularidade tão grande que, em menos de seis meses, Carmen Miranda era a cantora mais famosa do Brasil. Em 1939, na comédia musical Banana da TerraCarmen Miranda surge pela primeira vez caracterizada de baiana, personagem que a lançou internacionalmente.

Carmen na sua casa de Hollywood e numa clássica pose para os fãs (Fotos: Divulgação)

O filme apresentava clássicos como O que é que a baiana tem, de Dorival Caymmi. “O que é que a baiana tem? / O que é que a baiana tem? / Tem torso de seda tem / Tem brinco de ouro tem / Corrente de ouro tem / Tem pano da Costa tem / Tem bata rendada tem / Pulseira de ouro tem / E tem saia engomada tem / Tem sandália enfeitada tem / E tem graça como ninguém…! / Como ela requebra bem…! / Quando você se requebrar caia / por cima de mim / Só vai no Bonfim quem tem… / Ai, quem não tem balangandãs / não vai no Bonfim / O que é que a baiana tem?”

Essa baiana portuguesa conquistou o Brasil e o mundo (Fotos: Divulgação)

Quando em temporada no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, foi contratada pelo o magnata do show business norte-americano Lee Shubert, para ser uma das atrações do espetáculo The Streets of Paris, na Broadway. E ao cantar “Mamãe, eu quero, mamãe, eu quero / Mamãe, eu quero mamar! / Dá a chupeta, ai, dá a chupeta / Dá a chupeta pro bebê não chorar! / Dorme, filhinho do meu coração / Pega a mamadeira e vem entrar no meu cordão / Eu tenho uma irmã que se chama Ana / De piscar o olho já ficou sem a pestana”, se transformou The Brazilian Bombshell.

Alice Faye, Don Ameche e fantástica Carmen Miranda (Foto: Divulgação)

Em 1940, Carmen estreia no cinema com o filme Serenata Tropical, ao lado de Don Ameche e Betty Grable. Seu guarda-roupa exótico e o sotaque latino tornaram-se suas marcas registradas. No mesmo ano, foi eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, além de ser convidada para se apresentar o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt. E quanto interpretou: “Tico-tico / Tico-tico / O tico-tico tá / Tá outra vez aqui / O tico-tico tá comendo meu fubá / O tico-tico tem, tem que se alimentar / Que vá comer umas minhocas no pomar”, com seus trejeitos, seus adereços, seus balangandãs, incendiaram a Casa Branca.

Carmen Miranda vestida de baiana estilizada e dando adeus ao Brasil (Fotos: Divulgação)

Em junho de 1946, Carmen Miranda foi considerada a mulher mais bem paga na terra de Barack Obama, para alguns do mundo. Atuou em 14 filmes em Hollywood entre 1940 e 1953. Somente a II Guerra Mundial tirou um pouco da sua popularidade. Foi ela quem abriu caminho para a cultura latina. Carmen Miranda foi a primeira artista latino-americana a imprimir suas mãos e pés no pátio do famoso Grauman’s Chinese Theatre, em 1941. E não ficou por ai, foi a primeira sul-americana a ter uma estrela na Calçada da Fama.

Essa sabia dar pinta como ninguém (Foto: Divulgação)

Carmen que é considerada a precursora do tropicalismo no Brasil. Em 20 anos de carreira gravou 279 discos no Brasil e mais 34 nos EUA. Em setembro de 1998 um trecho de Hollywood, virou Carmen Miranda Square, e não é por acaso que até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela. Este blog estende o tapete vermelho para Carmen Miranda um icone e uma musa gay. E encerro com “Vestiu uma camisa listrada / E saiu por aí / Em vez de tomar chá com torrada / Ele bebeu Parati / Levava um canivete no cinto / E um pandeiro na mão / E sorria quando o povo dizia / Sossega, Leão, sossega Leão”. Carmen foi cantar no céu no dia 5 de maio de 1955.

 

Vânia Pinto: Miss Brasil de 1939

Há 80 anos, no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, Vânia Pinto do Distrito Federal, era eleita Miss Brasil de 1939. Em 2º lugar ficou Esilda Lisboa do Rio Grande do Sul e em 3º lugar Cleyde Escobar de São Paulo. O top 5 foi formado por Vânia Pinto do Distrito Federal, Neyde Tinco do Estado do Rio, Maria Thereza Valença Cavalcanti de Pernambuco, Esilda Lisboa do Rio Grande do Sul e Cleide Escobar de São Paulo. Participaram 17 candidatas.

As candidatas num click especial para os jornais da época (Foto: Divulgação)

Vânia Pinto e Maria Thereza Valença Cavalcanti (Fotos: Manchete e Acervo do blog)

As candidatas foram Enilda Braga de Alagoas, Sarah Benaon do Amazonas, Gladys Browne da Bahia, Maria Luiza Fontenelli do Ceará, Vânia Pinto do Distrito Federal, Maria Batista Fernandes do Espírito Santo, Neyde Tinoco do Estado do Rio, Azélia Barreto do Mato Grosso, Juliane Bretas de Minas Gerais, Jaira Lafite do Paraná, Marluce Simões da Paraíba, Maria Thereza Valença Cavalcanti de Pernambuco, Vera Dantas do Rio Grande do Norte, Esilda Lisboa do Rio Grande do Sul, Zenaide Baptista do Piaui, Ascendina Santos de Santa Catarina e Cleyde Escobar de São Paulo.

De Volta para o Passado

Há 115 anos, o fotografo Louis Piereck, inaugurava na Rua Rosa e Silva, 39, o seu ateliê fotográfico The Modern Photograph.

Há 110 anos, no velódromo Pernambucano, o tunisiano Abdul Aziz (Leão Balduino) 27 anos vencia a luta contra Antônio Portugal.

Há 85 anos, chegava ao Recife, pelo vapor Aratmisbó, o campeão mundial de yo-yo, Joe Rollands.

Há 80 anos, acontecia no Teatro de Santa Isabel Festival Uyara de Goyaz.

Uyara de Goiaz e Francisco Alves (Fotos: Diário da Manhã)

Há 80 anos, era inaugurado o Cassino do Grande Hotel do Recife, com o show de Francisco Alves.

Há 35 anos, morria em São Paulo, o locutor Edson Leite, que nasceu no dia 4 de julho de 1923.


Há 20 anos, morria na Bahia, o técnico Aimoré Moreira, que nasceu no dia 24 de fevereiro de 1913.

De volta para o passado

O ator português Érico Braga (Foto: Dário da Manhã)

Há 90 anos, estreava no Teatro de Parque, a Cia Lucilla Simões e Érico Braga, encenando a comedia o Marquez de Villemer.

Há 90 anos, atracava no Porto do Recife, a Armada Britânica, composta pelos contra-torpedeiros Amazon e Ambuscade.

O faquir Tahra Bey fez muito sucesso nas duas apresentações do Recife (Foto: Diário da Manhã)

Há 85 anos, se apresentava no Cassino do Cine Teatro Moderno, o faquir oriental Tahra Bey.

Há 85 anos, nascia no Rio de Janeiro, a cantora Marisa Gata Mansa, que morreu no dia 9 de janeiro de 2003.

Há 55 anos, Eneida Costa era lançada ao concurso de Miss Pernambuco de 1963, pelo America.

Há 16 anos, se casavam na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, nos Montes Guararapes, Mirella Martins e o promotor de justiça Leonardo Caribé. A noiva usou um modelo de Lourdinha Noyama.

Há um ano, morria em Pernambuco, o jornalista Paulo Jardel Cruz, que nasceu no dia 24 de agosto de 1939.