Fernando Machado

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Simone e Walter capricharam na recepção

Depois da bela cerimônia realizada nos jardins, quando começou ao por do sol, os noivos, Simone Duque de Miranda e Walter França, receberam os cumprimentos no interior da residência no Condomínio Imperial Grande Village, em Gravatá. Com uma vista cinematográfica para a Serra do Maroto. O chalé de quatro pavimentos é muito bonito. Gostei muito de um carrinho de curativos que virou bar. Num ficou a mesa com bolo e outra com doces by Lucinha Cascão. A casa parecia um jardim de tantas flores.

Eugênio servindo espumante para Walter e Simone (Foto: Fernando Machado)

Márcia Ribeiro, Sandra Lessa e Niara Branco (Foto: Fernando Machado)

O decorador Robson Chagas distribuiu vários arranjos de rosas, lisiantos, bocas de leão, lírios e orquídeas em dégradé róseas. A varanda virou uma boate de céu aberto. Simone e Walter saíram circulando para cumprimentar os amigos. Para as danças tivemos o DJ Thiago Carvalho que colocou nas picapes um flashback de músicas dos anos 70. Podia ouvir Bee Gees, The Beatles e Elvis Presley, etc. Depois subiu ao palco a Orquestra Star e Daniella Veroli, cujo repertório foi muito elogiado.

Diniz Eugênio e Flávia Diniz (Foto: Fernando Machado)

Flávia e Diniz Claudio (Foto: Fernando Machado)

Também neste salão repousavas cadeiras e mesinhas altas para os convidados. Quando a banda tocou Despacito à turma foi ao delírio. O cardápio da Blu’Nelle, by chef Wellington Correia, como sempre, era de se comer de joelhos. Quero parabenizar o gerente Eugenio Raimundo pela competência e simpatia. É um capitulo a parte. No coquetel de frios podiam-se degustar tostas de cogumelos silvestre com mascarpone ao perfume siciliano, lichia com creme de framboesa na cama de amêndoas.

Márcio e Michelle Miranda, Walter, Simone e Claudio Miranda (Foto: Fernando Machado)

Leo Coutinho, Micheline Vilela e Jamesson Medeiros (Foto: Fernando Machado)

No bufê de frios salada de bacalhau com olivas negras, salada Waldorf com castanhas de caju, terrine de queijos finos com crosta de nozes, pasta de grão de bico com torrada de pão sírio, quiche de perdiz com calda quente de framboesa, queijos (Gruyere, Provolone, Gouda), brie folhado com mel, lâmina de lombo marinado ao zeite de ervas com anéis de cebola e olivas verdes, farofinha Blu’Nelle, pernil defumado com frutas caramelizadas, frutas secas (nozes, tâmara e damasco), focaccia com sal grosso e alecrim, chips de raízes.

Claudia Brasileiro e Paulo Moraes (Foto: Fernando Machado)

O decorador Robson Chagas (Foto: Fernando Machado)

No coquetel quente nossos olhos podia alcançar ninho com recheio de filé mignon, alho poro e mostarda Dijon, vol au vent de champignon de Paris, folhadinho Philadelphia, roal de queijos finos com frutas secas, guyoza ao molho ponzu, cestinha de gruyere no perfume de canela, mini quiche de cordeiro com geléia de menta, cone folhado de queijos finos e geléia de pimenta, camarão com crips de coco ao molho agridoce picante. É bom lembrar as mini entradas: ceviche de frutos do mar com milho peruano e canelone de queijos finos com tomate seco ao perfume de manjericão.

Suzana Aguiar (Foto: Fernando Machado)

O músico Jorge Lima e a cantora Daniella Verolli (Foto: Fernando Machado)

No bufê quente podia escolher arroz de limão siciliano com salmão, anel com creme de batata e emince de filé mignon, ao molho de Shiimeji. E os empratados estavam deliciosos. Rondelli de filé mignon ao molho Chablis com trilogia de cogumelos, arroz de pato com laminas de amêndoas, servido ao mini tacho de cobre, musseline de bacalhau com fios de alho poró, gratinado com Grana Padano. A noitada além de linda até onde não poder mais, foi passando com os nossos olhos se enchendo de bom gosto, os ouvidos atentos ao bom papo e a boca se fartando de gosto bom.

A Consagradora noite de MM

Ângelo Castelo Branco e João Mauricio Maciel (Foto: Fernando Machado)

O barão João José Rodrigues Mendes (1827/1893), adquiriu, em 1863, o Sitio da Jaqueira, em Ponte Uchoa, da viúva do Barão de Casa Forte, Dona Maria Francisca Marques de Amorim, fez uma reforma no casarão. E como todo comerciante português bem sucedido, fez uma repaginação que deixou a sociedade da época deslumbrada. É bom frisar que a Ponte Uchoa era o mais aristocrático dos subúrbios recifenses.

Anna Maria Maciel e Margarida Cantarelli (Foto: Fernando Machado)

As paredes do casarão foram revestidas de azulejos vindos de Portugal, talvez de sua terra natal Braga. No piso foram colocados retângulos de mosaico inglês, e o teto ganhou lustres de Bacarat. O mobiliário de carvalho veio todo da Áustria e essa tarefa, de embelezar o palacete no estilo neoclássico, coube ao artista plástico francês que vivia perambulando pelas ruas do Recife, Eugene Lassailly.

Desembargadores Eurico Correia e Edina, Leopoldo Raposo e Ismênia Pires (Foto: Fernando Machado)

Com a morte de sua esposa, dona Eugenia, dia 8 de setembro de 1878, o Barão que tinha construído nos arredores do sitio um torreão se transferiu lá. O palacete cedeu para sua filha Joana, que era casada com o medico Malaquias Antonio Gonçalves. Até 1966 aquele complexo pertencia aos herdeiros do Barão, quando foi desapropriado pelo governador Paulo Guerra.

Julio Correia e Marinanda Carvalho (Foto: Fernando Machado)

Pois é, no dia 26 de janeiro de 1901, um grupo de intelectuais, à frente Carneiro Vilela, fundou a Academia Pernambucana de Letras, com 20 cadeiras, atualmente tem 40, numa das dependências do Instituto Arqueólogo, Histórico e Geográfico Pernambucano, na Praça Joaquim Nabuco. Depois o IAHGP foi transferido para a Rua do Hospício, e com ele a Academia.

Marly Mota, entre os filhos Sérgio e Eduardo (Foto: Fernando Machado)

E finalmente em dezembro de 1966 a Academia Pernambucana de Letras aterrissou na Avenida Rui Barbosa. Pois bem, foi nesse set rico de história, que o jornalista e biográfico Ângelo Castelo Branco, by Ricardo Almeida, promoveu sua noite de autógrafos para o livro Marco Maciel, Um Artífice do Entendimento. O prefácio é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De quem ele foi seu vice.

Anna Maria Maciel entre Gisela e João Mauricio (Foto: Fernando Machado)

Para quem não sabe, Ângelo foi Secretário de Imprensa de MM. É bom lembrar que Marco Maciel ocupa a cadeira nº 22 da Academia Pernambucana de Letras, desde o dia 27 de julho de 1992. Sem dúvida alguma foi uma noite consagradora para o ex-governador de Pernambuco, que não pôde vir devido a problemas de saúde, mas vieram sua esposa, Anna Maria, os filhos João Mauricio e Gisela.

Ana Amélia e Eduardo Lemos Filho (Foto: Fernando Machado)

Primeiro tivemos no Auditório Mauro Mota, uma sessão solene, tendo como mestre de cerimônia Kiryl Muniz, que convidou para compor a mesa a presidente da APL, Margarida Cantarelli, o presidente do TJPE, desembargador Leopoldo Raposo, a esposa do homenageado Anna Maria Maciel, o diretor presidente da Cepe Ricardo Leitão e Ângelo Castelo Branco.

Geralda Farias diante da filodendro Burle Marx que ela doou para a APL (Foto: Fernando Machado)

O que mais se ouvia na prestigiadíssima cerimônia era que Marco Maciel foi exemplo de político honesto, competente e agregador. Tão diferente dos políticos atuais. Depois eu conto. Tivemos as falas de Margarida Cantarelli, do vereador André Régis, da deputada Priscila Krause, de Anna Maria Maciel, e de Ângelo Castelo Branco. Coube a Ricardo Leitão ler uma carta que o governador Paulo Câmara enviou para MM.

Jorge Branco e Priscila Krause com os filhos Matheus e Helena (Foto: Fernando Machado)

Na seqüência Ângelo Castelo Branco seguiu para o hall de entrada da biblioteca para os autógrafos. Não posso confirmar, todavia cerca de 300 livros foram vendidos. Paralelamente foi servido um coquetel de fazer inveja ao deus da gastronomia Apicius (25 a.C/ 37 d.C) da Brie leia-se Carol Bettini, nos jardins da Casa Carneiro Vilela, que é cercado de árvores centenárias (pau-brasil, macaíbas, aroeiras, mangueira, azeitonas, jambos, cajus e pitangas).

Ricardo Guerra e Leny Amorim Malheiros (Foto: Fernando Machado)

No cardápio tinha losango de Gorgonzola com pêra ao vinho tinto, coquinho de salmão defumado, quadradinho crocante de frango ao curry, casquinha com brandade de bacalhau e tapenade de azeitonas (estava de se comer rezando para os Santos Anjos da Guarda), canapé de creme de queijo aos três pimentões em redução agridoce e batatinha baby com creme cheese e crisp de bacon.

A chef Carol Bettini (Foto: Fernando Machado)

Ana Laura, Guido & Almoço

Sábado, Ana Laura e Guido Stütz movimentaram almoço em torno de Sheila Wanderley, João Alberto e este cronista no seu novo apartamento da Praia do Paiva. Foi um encontro descontraído onde o prato de resistência foi o anfitrião que é um notável chef de cuisine preparar o cardápio. O casal além de educados e simpáticos recebem como ninguém. Degustamos salada de folhas nobres e Herbas aromáticas, cultivadas na sua própria horta.

Guido e Ana Laura Stütz (Foto: Fernando Machado)

Tinha também lingüiça de porco defumada (não esquecer que a lingüiça foi feita pelo próprio Guido), queijos (Gruyere, Gouda, Emmental e Camembert); creme de queijo Provoleta argentino preparado na churrasqueira; nachos com Guacamol, esse prato foi em homenagem à filha Amely, que nasceu no México; o tzatziki uma especialidade grega feita com pepinos, alho, iogurte, creme de queijo, e outros condimentos; petiscas Currwurst é oriundo da Alemanha que se pode comprar em qualquer esquina.

Sheila Wanderley à côté João Alberto (Foto: Fernando Machado)

Ainda lingüiça condimentada com mistura de Curry e ketchup. Não esquecer os diferentes cortes de carne, frango, lingüiça suína, porco, filé mignon e picanha. A sobremesa encerrou o festival gastronômico, em grande estilo. Foi uma mousse de chocolate aromatizado com café e vinho do Porto. Uma receita do primeiro livro, Nouvelle Cuisine by Paul Bocuse, que Guido que começou sua vitoriosa carreira hoteleira como chef, comprou com seu dinheiro em 1985.

O Solar do Douro com gosto francês

Quinta-feira, o restaurante Solar do Douro, localizado no JCPM Trade Center, no Pina, aconteceu um jantar degustação, com menu de seis etapas, e técnicas francesas, gastronomia molecular e harmonizado com vinhos da Quinta Maria Izabel. A parte musical ficou por conta da Divina Musica. A banda toca bem, do MPB até os hits internacionais sem agredir nossos ouvidos. Coisa rara no Recife.

Luanda e Pepe Cal (Foto: Fernando Machado)

Ana Cristina e Murilo Guimarães (Foto: Fernando Machado)

Recebendo os convidados estava Luanda Medina Cal, que é uma notável anfitriã. O cardápio de fazer inveja ao gastrônomo romano Marco Gávio Apicio (25 a.C/37 d.C) foi grifado pelo chef Wellington Olimpio. Primeiro foi servido sopa Bouillabaisse (clássica francesa servida com torrada de ciabatta e molho rouille, harmonizado com espumante Maria Izabel.

Reginaldo Paes Mendonça à côté Nizete (Foto: Fernando Machado)

Luciana, Wilson e Alessandra Amorim (Foto: Fernando Machado)

Como entradas foram servidas steak tartare maçaricado (servido com mil folhas de macaxeira, broto e gel de ervas, harmonizado com vinho Maria Izabel tinto. E atum avocado (atum selado, servido com purê de abacate, brotos e espuma de molho de ostra. A harmonização foi com vinho Maria Izabel Branco.

Luciana Gamboa e Eduardo Soares (Foto: Fernando Machado)

Rafael Guimarães e Gisela (Foto: Fernando Machado)

O chef Wellington serviu como prato principal filé à mushroom (tornedor de filé em crosta de cogumelos gratinados servido sobre risoto de parmesão assado, molho roti e aspargos). Harmonizado com Maria Izabel tinto. Tivemos uma pré sobremesa: pêra à belle Hellene (peras cozidas em vinho branco, açafrão e especiarias. Foi harmonizada com vinho Maria Izabel rose.

Mirella Martins e Leonardo Caribé (Foto: Fernando Machado)

O chef do Solar do Douro Wellington Olímpio (Foto: Fernando Machado)

E finalmente a sobremesa: Mille feuilles (mil folhas com creme pâtisserie e esferas de frutas vermelhas). Harmonizada com vinho do Porto Vintage da Quinta Maria Izabel. E assim se passou a noite, com os olhos se enchendo de bom gosto, os ouvidos atentos ao bom papo e a boca se fartando de gosto bom. Sem duvida um encontro de amigos. Acredito que estes jantares deverão acontecer mensalmente. Tomara.