Fernando Machado

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Miss Brasil-Europa de 2020

A baiana Martha Vasconcellos, Miss Universo 1968, que está em Lisboa, convidada do concurso Miss Brasil-Europa, que acontece hoje, no Casino Estoril e tem como tema o combate à violência contra a mulher. Participam do evento 18 brasileiras e filhas de brasileiros que vivem no Velho Continente. Ontem, Martha foi recebida na Embaixada do Brasil pelo titular Luiz Alberto Figueiredo Machado e pelo adido cultural Igor Trabuco Bandeira.

Martha Vasconcellos e Roberto Macedo em Portugal (Foto: Instagram)

Ali, fez uma palestra sobre a sua experiência como psicóloga em Boston, EUA, trabalhando quase uma década com mulheres vítimas de violência doméstica. O Miss Brasil-Europa é organizado por Márcia Damasceno e Ana Paula Schwartz e as candidatas usarão trajes de noite do estilista baiano Elcimar Badu. Com Martha, viajou o jornalista Roberto Macedo, que também fará parte do júri no concurso e profere palestra sobre A importância dos concursos de beleza para o fortalecimento do papel da mulher na sociedade.

Carmen Miranda: A Pequena Notável

“Taí, eu fiz tudo p’rá você gostar de mim / Ah! meu bem, não faz assim comigo não! / Você tem, você tem que me dar seu coração! / Meu amor não posso esquecer / Se dá alegria faz também sofrer / A minha vida foi sempre assim / Só chorando as mágoas que não têm fim / Essa história de gostar de alguém / já é mania que as pessoas têm / Se me ajudasse Nosso Senhor / eu não pensaria mais no amor”. Parece que foi ontem, que  a gente ouvíamos a Pequena Notável, ao vivo cantando esta musica de Joubert de Andrade, mas não foi.

O que é Carmem Miranda tem (Foto: Divulgação)

Há 110 anos nascia em Portugal, a cantora que colocou o Brasil no mapa musical do mundo. Estamos no referindo a cantora portuguesa radicada no Brasil Carmen Miranda, (Maria do Carmo Miranda Cunha), que aos 46 anos nos deixou para se tornar imortal. Tai, de Joubert de Carvalho, em 1930 bateu todos os recordes de vendas, ultrapassando a marca de 36 mil cópias. A música alcançou uma popularidade tão grande que, em menos de seis meses, Carmen Miranda era a cantora mais famosa do Brasil. Em 1939, na comédia musical Banana da TerraCarmen Miranda surge pela primeira vez caracterizada de baiana, personagem que a lançou internacionalmente.

Carmen na sua casa de Hollywood e numa clássica pose para os fãs (Fotos: Divulgação)

O filme apresentava clássicos como O que é que a baiana tem, de Dorival Caymmi. “O que é que a baiana tem? / O que é que a baiana tem? / Tem torso de seda tem / Tem brinco de ouro tem / Corrente de ouro tem / Tem pano da Costa tem / Tem bata rendada tem / Pulseira de ouro tem / E tem saia engomada tem / Tem sandália enfeitada tem / E tem graça como ninguém…! / Como ela requebra bem…! / Quando você se requebrar caia / por cima de mim / Só vai no Bonfim quem tem… / Ai, quem não tem balangandãs / não vai no Bonfim / O que é que a baiana tem?”

Essa baiana portuguesa conquistou o Brasil e o mundo (Fotos: Divulgação)

Quando em temporada no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, foi contratada pelo o magnata do show business norte-americano Lee Shubert, para ser uma das atrações do espetáculo The Streets of Paris, na Broadway. E ao cantar “Mamãe, eu quero, mamãe, eu quero / Mamãe, eu quero mamar! / Dá a chupeta, ai, dá a chupeta / Dá a chupeta pro bebê não chorar! / Dorme, filhinho do meu coração / Pega a mamadeira e vem entrar no meu cordão / Eu tenho uma irmã que se chama Ana / De piscar o olho já ficou sem a pestana”, se transformou The Brazilian Bombshell.

Alice Faye, Don Ameche e fantástica Carmen Miranda (Foto: Divulgação)

Em 1940, Carmen estreia no cinema com o filme Serenata Tropical, ao lado de Don Ameche e Betty Grable. Seu guarda-roupa exótico e o sotaque latino tornaram-se suas marcas registradas. No mesmo ano, foi eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, além de ser convidada para se apresentar o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt. E quanto interpretou: “Tico-tico / Tico-tico / O tico-tico tá / Tá outra vez aqui / O tico-tico tá comendo meu fubá / O tico-tico tem, tem que se alimentar / Que vá comer umas minhocas no pomar”, com seus trejeitos, seus adereços, seus balangandãs, incendiaram a Casa Branca.

Carmen Miranda vestida de baiana estilizada e dando adeus ao Brasil (Fotos: Divulgação)

Em junho de 1946, Carmen Miranda foi considerada a mulher mais bem paga na terra de Barack Obama, para alguns do mundo. Atuou em 14 filmes em Hollywood entre 1940 e 1953. Somente a II Guerra Mundial tirou um pouco da sua popularidade. Foi ela quem abriu caminho para a cultura latina. Carmen Miranda foi a primeira artista latino-americana a imprimir suas mãos e pés no pátio do famoso Grauman’s Chinese Theatre, em 1941. E não ficou por ai, foi a primeira sul-americana a ter uma estrela na Calçada da Fama.

Essa sabia dar pinta como ninguém (Foto: Divulgação)

Carmen que é considerada a precursora do tropicalismo no Brasil. Em 20 anos de carreira gravou 279 discos no Brasil e mais 34 nos EUA. Em setembro de 1998 um trecho de Hollywood, virou Carmen Miranda Square, e não é por acaso que até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela. Este blog estende o tapete vermelho para Carmen Miranda um icone e uma musa gay. E encerro com “Vestiu uma camisa listrada / E saiu por aí / Em vez de tomar chá com torrada / Ele bebeu Parati / Levava um canivete no cinto / E um pandeiro na mão / E sorria quando o povo dizia / Sossega, Leão, sossega Leão”. Carmen foi cantar no céu no dia 5 de maio de 1955.

 

Nos tempos das Passarelas

Há 63 anos, acontecia no Hotel Quitandinha em Petrópolis, no Rio de Janeiro, a segunda edição do concurso de Miss Brasil, sob o patrocínio dos Diários Associados. A vencedora foi Maria Emilia Correa Lima, do Ceará, que foi coroada pela Miss Brasil de 1954, a baiana Martha Rocha. Em segundo lugar ficaram empatadas  Annete Stone do Amazonas, Ingrid Schmidt do Estado Rio e Ethel Chiaroni de São Paulo e no terceiro lugar ficou Maria Gilda de Medeiros do Pará. Pernambuco foi representado por Alba Souza Leão Carneiro.

Maria Emilia, Annete Stone, Maria Emilia, Ethel Chiaroni, Ingrid Schmidt e Gilda Mederios (Foto: O Cruzeiro)

Ana Cristina sendo coroada pela Miss U-65, Aspa Hongsakula e pela Miss B-65 Maria Raquel (Foto: Manchete e O Cruzeiro)

Há 52 anos, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, Ana Cristina Ridizi (1947/2015), representante do Estado da Guanabara, foi eleita Miss Brasil de 1966 e foi coroada por Maria Raquel de Andrade, Miss Brasil de 1965. O Top 8 foi formado por Francy Carneiro Nogueira (Ceará), Ana Cristina Ridzi (Guanabara), Marluce Manvailler (Mato Groso), Virginia Barbosa (Minas Gerais), Clara Cunha (Rio Grande do Sul), Ana Maria Façanha Gaspar (Rondônia), Glaucia Zimermann (Santa Catarina) e Tania Maria Zattar (São Paulo). O resultado final: 4º lugar Virginia Barbosa de Souza, em 3º lugar Francy Carneiro Nogueira, em 2º lugar Marluce Manvailler Rocha. Miss Pernambuco foi Raiolanda Castelo Branco.

Flashes

Perguntar não ofende. O qual intimidade que a baiana Virginia Rodrigues e Lenine tem com o Carnaval do Recife, para abrir nosso Reinado de Momo? Estou com vergonha.

Marly Mota homenageou, ontem, na sua crônica do Diário de Pernambuco, a acadêmica Luzilá Gonçalves.

O Centro de Estudos de História Municipal está vendendo o livro de crônica Para a História Municipal Pernambucana de José Luiz Delgado.

Abrindo a programação musical de fevereiro do Museu do Estado está o multi-instrumentista Lucas dos Prazeres. O show será hoje, às 17h.

Lucas dos Prazeres abre, hoje, o Musica no Museu (Foto: Divugação)

A banda Black Night canta hoje no Clube das Pás (Foto: Divulgação)

O Clube das Pás realiza a sua abertura do Carnaval, com o Baile dos Casais, hoje, às 21h. A atração é a Banda Black Night. 

O juiz Emanuel Bonfim, tomou posse ontem como presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco.

Anabela e Kleber Lacet, Christiane e Júlio Cordeiro estão participando do Congresso Internacional de Odontologia em São Paulo.

No RioMar Recife hoje, pelo RioMar de Folia, vamos ter a apresentação de Marrom Brasileiro (17h) e Irah Caldeira (18h).

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