Fernando Machado

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Para se meditar

Ainda repercute nos quartéis da Polícia Militar e na tropa as atitudes de intolerância e discriminação contra civis protagonizadas pelo coronel Carlos Feitosa, chefe do Estado Maior da Corporação, na véspera de São João, ao tentar proibir que voluntários civis trabalhassem na separação dos alimentos doados pela população para os desabrigados das chuvas na Mata Sul.

Na tenda de recolhimento de donativos, na frente do Quartel do Derby, trabalhavam militares e civis voluntários. A harmonia no local acabou no meio da tarde quando o coronel chegou acompanhado do comandante geral, Tavares Lira. Eles cumprimentaram os voluntários e entraram no prédio, poucos minutos depois o coronel Carlos Feitosa retornou e proibiu que os civis continuassem o trabalho.

Os militares responsáveis pela ação ficaram envergonhados e não repassaram a ordem aos voluntários. No que fez muito bem afinal de contas estamos em tempo de solidariedade. É onde fica a tal Polícia Amiga? E a política de aproximação da polícia com a sociedade, para onde vai? Não posso confirmar, mas soube que várias viaturas da Polícia Amiga, que deveriam ficar nas comunidades, já estão sendo utilizadas em ocorrências comuns pelo Centro Integrado de Operações.

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