Fernando Machado

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O Pátio da Matriz segundo Marly Mota

Mauro Arruda e sua irmã Marly Mota (Foto: Fernando Machado)

A Sala de Reunião da Academia Pernambucana de Letras, nas Graças, estava lotada para a homenagem desta figura humana elegante e educada, chamada Marly Mota, que a Casa Carneiro Vilela sabiamente prestou. No comando do encontro literário estava a presidente Margarida Cantarelli. Tivemos a entrega dos Prêmios Literários para Cida Pedrosa e Bruna Barbosa.

Eduardo Mota, Margarida Cantarelli, José Nivaldo Júnior e Sergio Mota (Foto: Fernando Machado)

Primeiro o acadêmico Paulo Gustavo de Oliveira apresentou a Revista da Academia Pernambucana de Letras, Nº 47. Antes ele recitou um pequeno poema do marido da homenageada, o também imortal Mauro Mota, que diz assim: “Vestias diante do espelho / o vestido de viagem / e o espelho partiu-se ao meio / querendo prender-te a imagem”. Gostei muito do artigo de Fernando Guerra sobre A Cidade e os seus Espaços de Convivência.

Lourival Holanda, Lucílio Varejão Neto e Cicero Belmar (Foto: Fernando Machado)

Depois a vice-presidente Luzilá Gonçalves comunicou que em março a Casa iniciará o Curso Transfiguração da Memória, com duração de dois meses. As palestras sempre acontecerão nas tardes dos sábados. NA primeira, 23 de março, falarão os acadêmicos Lourival Holanda e Luzilá Gonçalves. Nas demais palestras outros acadêmicos tmbém falarão sempre como o mesmo objetivo rever as memórias. O curso custará 200 reais por mês.

Patricia Rands e Roberto Mota (Foto: Fernando Machado)

Na seqüência tivemos uma saudação à Marly Mota. Coube ao acadêmico Lucilio Varejão Neto ler o poema A Cheia, onde Marly recorda sua terra natal com muita maestria. “Nessa noite foram inúteis os gritos da molecada advertindo Maria Borges de que o rio estava subindo assustadoramente. Ela dormia e dormindo se foi, arrastada pelas águas”. Da residência restaram apenas pendurados na parede São Severino do Ramos, São Sebastião e o Padre Cicero do Juazeiro.

Eduardo Mota, Maria Eduarda, Luciana Marinho e Francisco Marinho Mota (Foto: Fernando Machado)

A segunda edição de o Pátio da Matriz, a capa é um trabalho da pintora naif Marly Mota. No recheio as ilustrações são grifadas pelo artista plástico Lula Cardoso Ayres, como na primeira edição. A orelha é de Valdemar Cavalcanti que a comparou com Djanira e a Noêmia, que vez de pintar escrevesse. Na última página um trecho maravilhoso de Luiz Delgado, onde pinçamos: “A escritora não falseou o que a menina viu”. Não esquecer que Marly é uma notável chef de cuisine.

Margarida Cantarelli, Jose Mário Rodrigues (Foto: Fernando Machado)

As crônicas de minha amiga Marly Mota são maravilhosas, daquelas que podem ser encontradas no Olimpo dos deuses da literatura. O seu companheiro de imortalidade José Nivaldo Junior , durante a sessão, não poupou elogios para as crônicas de o Pátio da Matriz. O projeto gráfico e a capa são Ricardo Melo, a diagramação Gildson Alves, a revisão de Luzilá Gonçalves e a impressão da Cepe. Sai da APL leve pelo passeio nos tempos dourados de sua adolescência em Bom Jardim. Não tem nada que abafe o brilho deste primeiro livro de Marly Mota.

Lourdes Sarmento e José Luiz da Mota Menezes (Foto: Fernando Machado)

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