Fernando Machado

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Missa de Réquiem para Maria Francisca

O Santuário do Sagrado Coração de Jesus no seu estilo é datado de 1917. Desde janeiro de 2011 é Basílica Menor, é um dos mais belos templos do Recife. O altar mor é de mármore e foi construído em 1928 por Paulo Guida. No dia 27 de setembro de 1930 foi colocada a imagem do Coração de Jesus adquirida em Turim, na Itália, e benta pelo Padre Filipe Rinaldi, Reitor Mor dos Salesianos e o terceiro sucessor de Dom Bosco.

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O reitor Francisco Demontier (Foto Fernando Machado)

Os vitrais do Santuário são de uma riqueza de arte e de cores que impressionam não somente os fiéis, mas dos especialistas em arte. O altar de Nossa Senhora Auxiliadora, que veio da Itália e foi coroada solenemente em 1928, tem a assinatura do arquiteto Delpiano e foi confeccionado em São Paulo nas oficinas Salesianas tendo sido executado pelo marmorista Mário Alfonsi. A mesma coisa é o altar de São José, cuja imagem foi adquirida na Itália em 1917.

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Maria Patrícia, Maria Cristina, Maria Cláudia e Maria Isabel Azambuja Molina (Foto Fernando Machado)

Pois bem, foi nesse cenário deslumbrante que aconteceu, segunda-feira, às 20h, a Missa de Sétimo dia da minha amiga Maria Francisca Azambuja Molina. A cerimônia presidida pelo Reitor do Santuário, Padre Francisco Demontier durou cerca 90 minutos foi linda e teve como fundo musical a Banda Junior Correia & Bela Nóbrega (Luciano Muniz no teclado, Jonas Lima ao violão, a soprano Bela Nóbrega e o tenor lírico ligeiro Junior Correa).

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O reitor Francisco Demontier e o médico Renato Azambuja (Foto Fernando Machado)

A primeira leitura foi lida por Maria Isabel, coube ao Reitor Demontier ler o Evangelho e fazer a homilia, e que homilia. Foi um verdadeiro poema de valor à vida. Ele começou cantando “Quem parte leva saudade de alguém, / que fica chorando de dor / Por isso não quero lembrar / quando partiu meu grande amor”. Na sequencia o reitor interpretou “Quem espera que a vida / Seja feita de ilusão / Pode até ficar maluco / Ou morrer na solidão / É preciso ter cuidado / Pra mais tarde não sofrer / É preciso saber viver”.

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O Quarteto formado por Junior Correa, Bela Nóbrega, Jonas Lima e Luciano Muniz (Foto: Fernando Machado)

Sinceramente o reitor Demontier consegue mexer com alma dos fiéis sem exagero e com muito amor. Ele cantou uma das músicas preferida de Maria Francisca: Eu fico / Com a pureza / Da resposta das crianças / É a vida, é bonita / E é bonita… / Viver! / E não ter a vergonha / De ser feliz / Cantar e cantar e cantar / A beleza de ser /
Um eterno aprendiz… / Ah meu Deus! / Eu sei, eu sei / Que a vida devia ser / Bem melhor e será / Mas isso não impede / Que eu repita / É bonita, é bonita E é bonita…”

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Lígia Melo, Lúcia Maia e Anete Cunha (Foto: Fernando Machado)

Depois desta aula de felicidade e alegria, sem dúvida a cara da querida Maria Francisca, tivemos a leitura dos fiéis lida pela outra filha Maria Claudia. Então o ministério musical cantou o Padre Nosso e encerrou com a Oração de São Francisco: “Senhor, fazei-me / instrumento de vossa paz / Onde houver ódio, que eu leve o amor / Onde houver ofensa, que eu leve o perdão / Onde houver discórdia, / que eu leve a união / Onde houver dúvida, que eu leve a fé / Onde houver erro, que eu leve a verdade / Onde houver desespero, que eu leve a esperança / Onde houver tristeza, que eu leve a alegria / Onde houver trevas, que eu leve a luz”.

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A médica Maria Cristina Molina e a desembargadora federal Margarida Cantarelli (Foto: Fernando Machado)

Tenho certeza que Maria Francisca entrou para o coral e cantou: “Ó mestre, fazei que eu procure mais / Consolar, que ser consolado / Compreender, que ser compreendido / Amar, que ser amado / Pois é dando que se recebe / É perdoando que se é perdoado/ E é morrendo que se vive para a vida eterna”. Amiga lembrei dos nossos Cooper pelo calçadão de Boa Viagem e não conseguir segurar as lágrimas.

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O executivo Rubinho Loyo e a jornalista Maria Isabel Molina (Foto: Fernando Machado)

Além das quatro Marias (Claudia, Cristina, Isabel e Patricia) de Maria Francisca e Luiz Carlos, também falaram o irmão Renato Azambuja que é médico e de Moto Grosso do Sul. Na comunhão ouvimos “Pelos prados e campinas verdejantes eu vou / É o Senhor que me leva a descansar / Junto às fontes de águas puras repousantes eu vou / Minhas forças o Senhor vai animar/ Tu és, Senhor, o meu pastor / Por isso nada em minha vida faltará”. Aquela noite era tudo que Maria Francisca desejava, pois Os amigos estavam lá. Perguntar não ofende e será que alguém teria coragem de ser inimiga de Maria Francisca?

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