Fernando Machado

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Categoria música

O Tapete Vermelho do Grammy

Jada Pink Smith, Michelle Obama, Alicia Keys, Jeniffer Lopes e Lady Gaga (Foto: Instagram)

A 61ª entrega do Grammy Awards aconteceu domingo, no Staples Center, em Los Angeles, nos Estados Unidos, reunindo os melhores da música. O evento foi apresentado pela cantora Alicia Keys, que já levou para casa 15 estatuetas na história da premiação, e por James Corden.

A banda de maior sucesso no mundo: BTS (Foto: Getty)

Um dos momentos mais emocionantes foi a apresentação do quinteto formado pela ex-primeira dama dos EUA, Michelle Obama, Lady Gaga, Jennifer Lopez, Alicia Keys, e Jada Pinkett Smith.

Kacey Musgraves by Vantino (Foto: AP)

Pelo tapete vermelho passaram os looks mais exóticos do mundo fashion. Na maior premiação da indústria fonográfica norte-americana nada é proibido, portanto tudo pode acontecer.

Cardi B by Vintage de Mugler (Foto Reuters)

 

Sérgio Fialho & Cuecas

Sérgio Fialho mostra que usar cueca e comer maçã não tem nada a haver com o pecado (Foto: Divulgação)

Muitos cantores como Luan Santana, Ricky Martin e Justin Timberlake se preocupam com cada detalhe do visual, e não tem vergonha de se assumirem como metrossexuais nas redes sociais, esse é o caso do funkeiro e modelo Sérgio Fialho, que após divulgar em seu perfil pessoal uma foto somente de cueca, feita para um ensaio exclusivo, muitos internautas começaram a questionar se o cantor havia feito prótese no bumbum. Em resposta, ele declara: “Não tenho prótese no bumbum e não teria problemas se eu tivesse”.

Sergio Fialho é ou não é uma malavilha? (Foto: Divulgação)

O cantor Sérgio Fialho e a marca de cuecas para quem fez uma campanha recentemente estão sendo acusados de manipulação de imagem e machismo por conta do slogan divulgado. A foto ousada, que valoriza os seus “atributos”, contou com mais de 500 comentários registrados em poucos minutos após sua postagem, porém excluída pelo Instagram por considerar nudez excessiva na foto. Uma pena que não vi essa foto.

Sérgio Fialho não está nem ai para o que falam mal dele (Foto: Divulgação)

Julio Braga: Um nome que a história guardou

Há 25 anos, morria no Recife, Júlio Braga, pianista e compositor. Ele nasceu em Olinda, no dia 24 de abril de 1918. Era filho primogênito de Pedro Affonso da Silva Braga e Branca Faria da Silva Braga. Aos oito anos compôs sua primeira peça e aos dez fez seu primeiro concerto no Teatro Santa Isabel, no Recife. Júlio Braga estudou no Conservatório Pernambucano de Música e foi dedicado discípulo do reconhecido professor e pianista Manuel Augusto dos Santos. Já na década de 1930 realizava concertos por vários estados do país.

O notável pianista e compositor Julio Braga (Foto: Divulgação)

Em 1948, venceu o Concurso Philips da Holanda, realizado no Rio de Janeiro, por unanimidade entre os pianistas brasileiros, o que lhe abriu as portas para os concertos internacionais. Recebeu como prêmio uma viagem a Europa e do Governo Pernambucano, na época, Barbosa Lima Sobrinho, uma bolsa de permanência para aperfeiçoar seus estudos em Paris. Realizou concertos na França, Holanda, Inglaterra. Em seguida, apresentou-se na Venezuela, Porto Rico, Trinidad e Tobago e Estados Unidos, sempre recebendo as críticas mais favoráveis.

Julio Braga adolescente e adulto (Fotos: Acervo da Família)

Foi excelente intérprete de Bach, Mozart, Chopin, Claude Debussy, Prokofiev, Brahms, Schumann, Weber e, claro, Heitor Villa-Lobos. Além desse consagrado compositor, Júlio Braga sempre fez questão de incluir em seus concertos outros grandes compositores brasileiros, divulgando, assim, a boa música nacional em outros países. Suas atuações mais marcantes, no exterior, foram, sem dúvida, a do dia 25 de novembro de 1948, na Maison Gaveau, em Paris e a de 19 de julho de 1959, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, onde apresentou, entre os clássicos costumeiros, o seu Allegro Apassionato.

O pianista Julio Braga em dois momentos de música erudita (Fotos: Acervo da família)

Ainda pelos Estados Unidos incluiu concertos no Carl Fischer Concert Hall e no Steinway Hall, ambos em Nova Iorque, além de apresentações na Florida e em Washington, DC, com elogiosa repercussão na imprensa. Durante alguns anos Júlio Braga foi lembrado e homenageado nos Concertos Olindenses, realizados na data de sua morte, com o apoio da Prefeitura de Olinda. Nessas ocasiões, sua música foi executada pela grande pianista pernambucana, Graciéte Câmara Quadros, sua amiga fraterna. O texto foi escrito pela professora de musica, Gedeane Costa.

Ângela Maria deixou nossa alma vazia

Ainda não me acostumei com as partidas. Sábado a eterna Rainha do Radio, Ângela Maria, foi cantar no céu. Eu fiquei órfão, afinal de contas ela foi minha musa desde que me entendo de gente. Mas nós da terra estamos tristes. Abelim Maria da Cunha nasceu no Rio de Janeiro do dia 13 de maio de 1929.

Ângela Maria em fevereiro de 1956 (Foto: O Cruzeiro)

Agora Angela e Cauby Peixoto devem estar cantando Ave Maria no Morro: “Barracão de zinco sem telhado / Sem pintura / Lá no morro / Barracão é bangalô / Lá não existe felicidade de arranha-céu / Pois quem mora lá no morro / Já vive pertinho do céu / Tem alvorada / Tem passarada alvorecer / Sinfonia de pardais / Anunciando o anoitecer / E o morro inteiro / No fim do dia reza uma prece / Ave Maria”.

Emilinha Borba coroando Ângela Maria como Rainha do Radio de 1954 (Foto: Internet)

Muitos artistas se inspiraram na Ângela Maria, como Elis Regina, Djavan, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Gal Costa, para citar apenas estes. Ela reinou na Era de Ouro do Rádio. O presidente Getulio Vargas a chamava de Sapoti porque tinha uma voz doce. Começou a cantar escondido da família até que em 1951 recebeu autorização.

A realeza do radio brasileiro: Marlene, Emilinha Borba, Cauby Peixoto e Ângela Maria (Foto: Internet)

Depois de 70 anos de carreira, o destino conseguiu calar a boca da melhor de uma das mais belas vozes do Brasil. Angela encerro com essa letra: “Quem descerrar a cortina / Da vida da bailarina / Há de ver cheio de horror / Que no fundo do seu peito / Existe um sonho desfeito / Ou a desgraça de um amor / Os que compram o desejo / Pagando amor a varejo / Vão falando sem saber / Que ela é forçada a enganar / Não vivendo pra dançar / Mas dançando pra viver!”

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