Fernando Machado

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Categoria teatro

O Diário de Um Louco

O Diário de Um Louco (1835), do autor ucraniano Nikolai Gogol, será encenado, no Teatro Apolo, entre os dias 8 e 10 de junho, sempre Às 19h. O texto e adaptação são do carioca/pernambucano Rubem Rocha Filho. A peça aborda questões sociais e políticas por intermédio dos devaneios do funcionário público Antonino Barnabé.

O ator Normando Roberto Santos (Foto: Divulgação)

A partir de situações inusitadas vividas pelo protagonista, Gogol denuncia assédio no ambiente de trabalho, amor impossível, tratamento mental inadequado e hierarquia social. O papel é interpretado pelo ator Normando Roberto Santos. O espetáculo é uma montagem da companhia Haja Teatro.

Ana de Ferro, Rainha dos Tanoeiros do Recife 

O romance entre o governador de Pernambuco durante o Brasil holandês e uma cortesã no cais do porto do Recife é o mote para narrar os amores impossíveis da boemia do século XVII. Ana de Ferro, Rainha dos Tanoeiros do Recife volta a se apresentar no Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro nos próximos sábado e domingo, às 20h, com ingressos no valor de 40 e 20 reais.

Os atores Pedro Dias e Geraldo Cosmo (Foto: Divulgação)

Inspirada no poema de Vital Correia Araújo e em pesquisas do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, a carioca Miriam Halfim criou um texto histórico com lampejos de ficção apresentando personagens reais em situações possíveis de terem acontecido. A encenação do pernambucano Emanuel David D’ Lúcard busca criar uma ponte entre os séculos XVII e XXI, elencando perspectivas sobre gênero, religião e racismo.

João Neto e Pedro Dias em cartaz no Teatro do Sesc (Foto: Divulgação)

A realização é do Grupo Teatral Risadinha, encenação e identidade visual de Emanuel David D’ Lúcard; produção de Patrícia Assunção; o assistente de Produção Geraldo Cosmo; figurino e Adereços Francis de Souza; direção musical de Samuel Lira; coreografia Anderson Henry; maquiagem Cláudia Alves e cenário Marcelo Bonfim. No elenco está Cláudia Alves, Euclides Farias, Geraldo Cosmo, João Arthur, João Neto, Patrícia Assunção, Pedro Dias e Telma Ratta.

Mostra de Teatro de Serra Talhada

A 11ª edição da Mostra de Teatro de Serra Talhada, que acontece de 25 a 29 de abril, conta com uma extensa programação, gratuita, com espetáculos para todas as idades. Das mais de 40 apresentações inscritas para compor a programação da Mostra, 18 foram selecionadas para se apresentar no Quintal do Museu do Cangaço, Teatro do CEU das Artes, Pátio da Feira Livre, além das escolas Cônego Torres e Irnero Ignácio.

Jadenilson Gomes e Gaby Salles na O Peru do Cão Roxo (Foto: Hans von Manteuffell)

Entre os trabalhos selecionados, estão alguns dos mais premiados do estado, como as peças Mucurana, o Peixe, O Peru do Cão Coxo, O Espelho da Lua, Frei Molambo, Chico Cobra e Lazarino, O Delator e a História de Uma Viagem Para Se Encantar. Além dos espetáculos, a programação apresentará ainda um Tributo ao Poeta serra-talhadense Antônio Vital, com a poetisa de São José do Egito Isabelly Moreira.

Reinaldo Oliveira, do bisturi ao Palco

Amanhã, às 19h, na Academia Pernambucana de Letras, será lançado o livro Reinaldo Oliveira, do bisturi ao Palco escrito por Antônio Edson Cadengue, sobre o médico, ator e acadêmico Reinaldo de Oliveira, editado pela CEPE, pela Coleção Memórias. Para Cadengue, pesquisador de teatro e psicólogo, a medicina e dramaturgia sempre atuaram juntas na trajetória de Reinaldo de  Oliveira.

Reinaldo e seu pai, Valdemar de Oliveira (Foto: Reprodução)

Reinaldo que no próximo dia 28 de junho fará 88 anos, respira desde criança teatro, pois seus pais Valdemar e sua mãe Diná de Oliveira, eram artistas do grupo Gente Nossa e depois criaram o Teatro de Amadores de Pernambuco. Para eles não existia vida sem arte, sobretudo a arte teatral. O livro de 260 páginas é movido pela admiração de Cadengue por Reinaldo, “esse homem que foi tão bom no palco e tão comprometido como médico”, diz o autor.

A peça o Peru encenado pelo Teatro de Amadores de Pernambuco (Foto: Reprodução)

A obra traz um recheio rico de fotografias históricas de personalidades e fatos públicos e privados de meados do século 20 que permeiam o caminho de uma das mais importantes figuras do teatro pernambucano e grande defensor do TAP. O legado aprendido desde a infância de Reinaldo com seu pai, Valdemar. Como diz Cadengue, “há alguma poesia nessa prosa”.

Dinah, Reinaldo e Valdemar (Foto: Reprodução)

Muitas vezes, Reinaldo precisou ocupar funções como a de iluminador, por exemplo. Mas tal como Valdemar, trazia a arte como rumo de vida, e também transitou pela música e literatura. Diz ele: “Bisturi que se reveza com a pena, não sabendo eu, hoje, se o bisturi escreve ou se a pena corta”. Cadengue conclui que “usei muito do olhar e da experiência dele para escrever o livro; Reinaldo tem uma memória prodigiosa”.

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