Fernando Machado

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Categoria cinema

A vida de Elpídio Lima

O cineasta Alexandre Figueirôa homenageia um dos primeiros transformistas do Recife, o ator, cenógrafo e figurinista Elpídio Lima, o Piu Piu. Nos anos 1950 e 1960, atuava na Companhia Barreto Junior, nos palcos dos teatros Almare e Marrocos, imitando Sarita Montiel e Carmem Miranda.

Elpidio Lima, a transformista Piu Piu e Julio Cesar como Piu Piu (Fotos: Divulgação)

O filme que estreia na Mostra Diversidade do Festival de Cinema do Paranoá, em Brasília, tem como principal intenção homenagear esse artista, cujos vestígios de sua carreira. Quem o interpreta Piu Piu é o ator Julio Cesar. A direção é de Alexandre Figueiredo Túlio Vasconcelos e a produção é Túlio VasconcelosSérgio Dantas e Jonatan Oliveira são responsáveis pela fotografia.

O ator Julio Cesar na ponte Duarte Coelho (Foto: Divulgação)

Elpidio Lima nasceu em Alagoas em 1921, a data de seu falecimento é desconhecida. Foi também um dos criadores da Companhia Tra-la-lá, de teatro rebolado. No Recife, esta produção entra em cartaz no VII Recifest, marcada para o dia 21 de novembro, no Cinema São Luiz.

Festival de Cinema de Veneza

Luca Marinelli, melhor ator (Foto: Daniele Venturelli/Getty)

Na cerimônia de encerramento do Festival Internacional de Cinema de Veneza, a Jaeger-LeCoultre homenageou os vencedores do prêmio Leone D’Oro de Melhor Filme e dos prêmios Coppa Volpi de Melhor Atriz e Melhor Ator, presenteando cada um deles com um relógio Reverso encomendado especialmente para ocasião.

Ariane Ascaride, melhor atriz (Foto: Sebastiano Pessina)

Todd Phillips recebeu o prêmio de Melhor Filme do ano por Joker. A Melhor Atriz foi concedido a Ariane Ascaride por seu papel em Gloria Mundi e o Melhor Ator foi concedido a Luca Marinelli por seu papel em Martin Eden. A Jaeger-LeCoultre está comemorando o 15º aniversário de sua parceria com o Festival Internacional de Cinema de Veneza este ano.

Todd Phillips recebeu pelo melhor filme (Foto: Sebastiano Pessina)

Um sucesso a abertura do 23º Cine PE

A cineasta Deby Brennand e Frei Jociel Gomes (Foto: Fernando Machado)

Freis Josias, João, Dimas e Renilson (Foto: Fernando Machado)

Aconteceu segunda-feira, à noite, no Cinema São Luiz, a abertura do XXIII Cine PE, que tem à frente Sandra Bertini. Primeiro tivemos uma homenagem à Graça Araujo, que durante 22 anos, foi a ancora do evento. Um holograma que trazia o rosto da deusa de ébano e a sua voz, via o amigo Jonnathan Monteiro, emocionou o grande público. A voz estava idêntica. Na sequencia sua irmã Conceição Soares ao lado do sobrinho João Soares recebeu o Kalunga de ouro de Sandra Bertini.

Os três Freis Damião Jefferson Victor, Nicolas Baldini e Carlos Eduardo Ferraz (Foto: Fernando Machado)

Márcia Souto Carvalho e Carmen Meira (Foto: Fernando Machado)

Na sequencia foi convidada a atriz Ninive Caldas by Jan Souza, para continuar o espetáculo. Houve o momento falas e agradecimentos, como as das cineastas Katia Mesel e Deby Brennand e do Frei Jociel Gomes. Quando os dois vitrais de autoria da artista plástica Aurora Lima acenderam foram exibidos os filmes Hors Concours: o curta Parto Sim, de Kátia Mesel, e o longa-metragem Frei Damião – O Santo do Nordeste, de Deby Brennand by Animale.

A elegante senhora Erika Amorim (Foto: Fernando Machado)

Felipe Charamba e Karlla Lima (Foto: Fernando Machado)

Frei Damião – O Santo do Nordeste, documentário que desvenda, por meio de entrevistas com alguns descendentes de italianos, amigos, párocos e frades franciscanos que conviveram com Frei Damião, o homem por trás do mito religioso. Os atores que viveram na tela Frei Damião estavam lá Nicola Baldini, Jefferson Victor e Carlos Eduardo Ferraz. Frei Damião idoso foi interpretado pelo ator Andrade Lima já falecido.

Os pais de Nicolas, Massimiano Baldini e Cinthia Melo com a irmã Júlia Baldini,  e Giorgio Guerra (Foto: Fernando Machado)

Freis Mauricio, José, Renato e Alexandre (Foto: Fernando Machado)

Johnny Weissmuller o eterno Tarzan

O eterno Tarzan, Johnny Weissmullr (Fotos: Divulgação)

Há 115 anos, nascia na Romênia, János Weißmüller que aos sete meses sua família de origem alemã emigrou para os Estados Unidos e se tornaria uma legenda no cinema como Tarzan. , personagem de ficção do escritor Edgar Rice Burroughs. Estamos nos referindo ao Johnny Weissmuller, que morreu em Acapulco no México no dia 20 de janeiro de 1984. Seu grito mexia com os adolescente entre os anos 50 e 80.

Johnny Weissmuller quando nadador (Fotos: Divulgação)

Johnny foi um brilhante nadador e conquistou cinco medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928. Ele estabeleceu 67 recordes mundiais de natação e ganhou 52 campeonatos nacionais, sendo considerado um dos melhores nadadores de todos os tempos. Abandonou as piscinas e seguiu outra carreira de sucesso, quando a partir de 1934 se imortalizou como Tarzan. Weissmuller fez doze filmes como o homem macaco, celebrizando o famoso e estilizado grito da personagem.

Weissmuller em Nova York em 1922 brincando de musico (Foto: Getty Images)

Do alto dos seus 1m90 de altura a MGM que procurava um ator atlético para interpretar a figura de Tarzan na adaptação para as telas.  Em 1932 fez Tarzan the Ape Man (Tarzan, o Homem Macaco), que resultou num grande sucesso. O seu famoso rugido da selva o popularizaria enquanto batia com os punhos no peito.

No filme, Tarzan Finds a Son, rodado em 1939  (Foto: Divulgação)

Também interpretou com sucesso a personagem Jim das Selvas entre 1948 e 1955. Foram dezesseis filmes ao todo, com duração média de setenta minutos cada. Em 1955, a série transferiu-se para a TV, tendo sido feitos vinte e seis episódios de meia hora cada. Todavia a idade pesa ficou obeso, mesmo assim Johnny Weissmuller tentou dar vida a uma personagem atlética e aventureira, remetendo Tarzan. Esse final melancólico marcou sua despedida das câmaras. Com quase 50 anos, Weissmuller mudou-se para Chicago, onde fundou uma empresa de piscinas. Aposentou-se em 1965 e no ano seguinte juntou-se aos ex-Tarzans Jock Mahoney e James Pierce numa campanha publicitária de lançamento da Tarzan na televisão, estrelada por Ron Ely.

Johnny Weissmuller na meia idade e com a atriz Maureen O’Sulliivan (Fotos: Divulgação)

Em 1967 sua imagem foi imortalizada na capa do elepê Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. E finalmente em 20 de janeiro de 1984, Johnny Weissmuller faleceu por conta de um edema pulmonar em Acapulco, no México, onde vivia com a sexta esposa sete anos depois de se recuperar de uma trombose. Johnny Weissmuller ou o eterno Tarzan, encontra-se sepultado no Panteão Vale da Luz, em Acapulco. Foi casado por cinco vezes. O primeiro com a cantora Bobbe Arnst (1931/1933), depois com atriz Lupe Vélez (1933/1939), na sequencia com Beryl Scott (1939/1948), Allene Gates (1948/1962) e Maria Baum (1963 até a morte em 1984). Com Beryl teve dois filhos Johnny (23.9.1940/27.7.2006), Wendt Anne (01.06.1942) e Heidi Elizabeth (31.07.44/19.11.62).