Fernando Machado

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Categoria Carnaval

Um sucesso o Brazilian Day de 2013

A banda Village People incendiou o Brazilian Day (Foto: Fernando Machado)

Encerro hoje a série de reportagens sobre a participação de Pernambuco no Brazilian Day em 2013. Há cinco anos, pela terceira e última vez Pernambuco participava do Brazilian Day. E isso se deve ao  visionário que era secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa. Como estamos hospedados no hotel GLS, o Yotel, que é uma gracinha, fomos tomar o café da manhã no Hotel Belvedere, por ficar mais perto do palco principal.

(Foto: Fernando Machado)

Após o café saímos em arrastão para a Avenida das Américas, onde aconteceu o Brazilian Day. À frente estavam os bonecos gigantes do Caboclo de LançaLuiz Gonzaga e de Pelé, grifados pelo artista plástico Leandro Castro, além do cantor André Rio e sua banda tendo no comando o maestro Luciano Magno. E por onde passávamos ninguém ficava indiferente. Jovens, adultos e crianças deixavam tudo de lado par ver Pernambuco passar.

João Alberto e Sheila Wanderley, Mário Gil Rodrigues e Dina (Foto: Fernando Machado)

E tome flashes de câmaras e de celulares, deixando muita gente com inveja. Os motoristas esqueciam um pouco as direções para observar o que era aquilo. O frevo tomou conta mais uma vez da Times Square. E foi mais uma vez Vassourinhas, dos esquecidos Matias da Rocha, e Joana Bezerra, levou os turistas do local até a balançarem, meio sem graça, os esqueletos. Não pudemos avaliar qual dos dois bonecos gigantes o mais festejado.

Luciano Magno, André Rio e banda (Foto: Fernando Machado)

Ao chegarmos na Muvuca, onde estava instalado o palco principal, vimos um filme publicitário do Recife e a apresentação da cantora baiana Carla Visi. Adorei assistir ao show da Village People. Essa banda povoou meu mundo nos anos oitenta. Ainda Estava previsto para subirem ao palco Zeca Pagodinho e Gusttavo Lima. As ruas que rodeiam a Avenida das Américas estavam tomadas de vendedores de comidas e bugigangas.

As jornalista Luiza Tiné e Roberta Jungmann (Foto: Fernando Machado)

Lembrava até a Avenida Dantas Barreto, durante o reinado de Momo. E como não poderia faltar, existia um curral vip e outro dourado, onde os jornalistas não tinham acesso. Nesse curral desfilavam as drags, gente bonita e muita gente feia, claro em busca de seus minutos de fama. Uma pena Pernambuco não aterrisse mais na Big Apple. Talvez um dia surja outro Alberto Feitosa que é um verdadeiro amigo do turismo.

Os bonecos gigantes de Pelé e Luiz Gonzaga (Foto: Fernando Machado)

 

As Bodas de Prata do Camburão da Alegria

O bloco Camburão da Alegria, primeira agremiação carnavalesca do Brasil criada por policiais militares, completa 25 anos de folia com muita história para contar. Seu primeiro desfile foi realizado em 28 de fevereiro de 1993, primeiro domingo após o Carnaval, na Avenida Boa Viagem, sendo aberto pelo vice-governador Roberto Fontes, com tudo que teve direito: trios elétricos, orquestra de frevo, boneco gigante, porta-estandarte e milhares de foliões de todas as categorias profissionais, dentro da proposta de oferecer uma opção de divertimento para os policiais e bombeiros militares que passam todo o período carnavalesco trabalhando.

Os bonecos gigantes no abre alas do Camburão da Alegria em 28 de fevereiro de 1993 (COPM Jornal)

O bloco foi criado na Assessoria de Comunicação Social pelo então tenente-coronel Geraldo Severiano, auxiliado pelo então major Antonio Neto, que coordenou a pesquisa para escolha do nome do bloco. O nome vencedor foi uma sugestão do pessoal do Batalhão de Choque. O estandarte foi confeccionado pelo cabo Severino Martin, carnavalesco que desde então é o porta-estandarte oficial do bloco. Em seu primeiro desfile saiu com um boneco gigante criado pelo artista plástico Sílvio Botelho, com direito a um frevo especial composto Gustavo Tiné, um samba de Júnior Alegria e um frevo orquestrado do tenente Djalma Feliciano.

Um soldado virou boneco gigante (COPM Jornal)

Entre os milhares de foliões estavam o comandante Romero Leite, o chefe do Estado Maior Heráclito Toscano, o superintendente da Polícia Federal Ayrton Marques Mendes. No primeiro desfile o bloco recebeu o apoio do jornalista Marcelo Mário de Melo, presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, que confessou ter ficado impressionado com o sucesso do bloco. Atualmente o bloco desfila em Olinda já pelo segundo ano, depois de ter sido enxotado da avenida Boa Viagem pelo Secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, que tomou essa controvertida decisão no início da gestão de Geraldo Júlio, como medida invertida de integração entre sua pasta e os integrantes de uma corporação responsável pela segurança preventiva da população.

O major Antônio Neto um dos fundadores do Camburão da Alegria (Foto: Divulgação)

A Avenida Boa Viagem, por ironia, ficou reservada com exclusividade para a parada gay e a marcha para Jesus. O pessoal do bloco passou a desfilar no centro da cidade e depois se mudou para Olinda, onde foi recebido com o carinho e a consideração que merece. (Jornalista Antônio Neto)

 

Duda, Getúlio por Carlos Eduardo  

Maestro Duda e Mida (Foto: Fernando Machado)

Getúlio Cavalcanti e as pastoras do Bloco da Saudade (Foto: Fernando Machado)

Márcia Souto Carvalho entre as pastoras do Bloco da Saudade (Foto: Fernando Machado)

O Paço do Frevo foi inaugurado no dia 9 de fevereiro de 2014 e fica localizado na Praça do Arsenal, no Recife Antigo. No prédio que é lindo, funcionou do Século XIX até 1973 a Western Telegraph Company Limited, e é tombado pelo IPHAN desde 1998. Foi recuperado com um investimento na ordem de R$ 11,7 milhões, graças a uma iniciativa da Prefeitura do Recife, com criação e realização da Fundação Roberto Marinho. Do edifício original resta pouca coisa mas seu estilo neoclássico ficou perpetuado.

Os paraibanos André e Luzimar Monteiro prestigiando o frevo (Foto: Fernando Machado)

Carlos Eduardo Amaral e Roziane Fernandes (Foto: Fernando Machado)

O Santuário do Frevo cuja curadoria é de Bia Lessa tem quatro pisos. Quando a gente entra nele lembra logo de Nelson Ferreira, Capiba e Luiz Bandeira. Pois foi nesse cenário que tivemos o lançamento dos livros Getulio Cavalcanti – Ultimo Regresso e Maestro Duda – Uma Visão Nordestina escritos pelo jornalista e pesquisador de musica Carlos Eduardo Amaral. Primeiro aconteceu no terceiro andar, que é uma verdadeira maravilha, a parte oficial.

Eduardo Sarmento com as pastoras do Bloco da Saudade (Foto: Fernando Machado)

O host Kiryl Muniz (Foto: Fernando Machado)

O horário previsto para começar era às 15h, mas tudo começou quase uma hora depois. O mestre de Cerimônias foi o competente Kiryl Muniz. Tivemos algumas falas. A primeira foi a de Eduardo Sarmento (Gerente Geral do Paço do Frevo), a segunda foi a do compositor Getulio Cavalcanti e a última do Maestro Duda, que convidou sua orquestra, que orquestra, que executou três peças. A primeira foi Hino Pernambuquinho, depois Duda no Frevo e encerrou com o nosso hino: Vassourinhas.

Léa Lucas um ícone do nosso carnaval (Foto: Fernando Machado)

Mariza Pontes e Leny Amorim (Foto: Fernando Machado)

O publico foi ao delírio. Vassourinhas já fantástica imagina tocada pela Orquestra Maestro Duda. Foi um momento de muita magia. Depois os convidados desceram até o térreo, onde funciona a loja, o café e o Centro de Documentação Guerra Peixe, além da parte administrativa, para os autógrafos. Sentaram a mesa Maestro Duda, Carlos Eduardo e Getúlio. Queremos agradecer ao Gerente Geral Eduardo Sarmento e a produtora do Museu Naara Santos, pela ajuda que nos deu para a elaboração do texto.

Naara Santos (Foto: Fernando Machado)

Mida mulher do Maestro Duda e Rose, mulher de Getúlio Cavalcanti (Foto: Fernando Machado)

Silvio Cajueiro e Luiz Antonio Senna Junior (Foto: Fernando Machado)

A Folia dos Papangus

Muita criatividade nesta frantasia

A Folia dos Papangus do carnaval de Bezerros é uma tradição centenária. Nasceu de uma brincadeira de familiares dos senhores de engenhos, que saiam mascarados, mal vestidos, para visitar amigos nas festas de Entrudo, como era chamado o Carnaval no século dezenove, e comiam angu.

As figuras de um radialista e do Luiz Gonzaga

Um passista papangu

E o fotografo Rafael Lemos, que estudou na Unicap, influenciado por um primo decidiu fotografar o concurso de papangu, durante o carnaval de Bezerros este ano. Rafael Lemos gastou cerca de 10 horas na missão para fazer esse ensaio, que o blog publica hoje.

Um trio de foliões à moda de papangu

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