Fernando Machado

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Categoria Carnaval

Baile Municipal de 1979

O prefeito Antonio Farias, Helena e Demazinho Gomes (Foto: Manchete)

Os atores na passarela e a capa da Manchete com Rosamaria Murtinho, Adalgisa Colombo, Martha Rocha e Lilian Sonia (Fotos: Manchete)

Há 40 anos, acontecia no Clube Português do Recife, o Baile Municipal. Vieram para a previa Chiquinho Scarpa, Mara Amaral, Martha Rocha, Adalgisa Colombo Teruskin, Silvia Fraga, Alice Halfin, Suely e Ricardo Stambosky, Lucia e José Rodolfo Camara, Helio Souto, Eva Wilma. Os artistas da Tupi Eva Vilma, Helio Souto, Ednei Giovanezzi, Denise Del Vecchio, Rejane Ritcher, Felipe Donavan.

O eterno campeão Almir da Paixão com sua maravilhosa fantasias (Foto: Divulgação)

Leina Crespi, Teresinha Sodré e Regina Collor de Melo (Foto: Manchete)

Para as danças tocaram as Orquestras de José Menezes e de Guedes Peixoto. Apresentação foi de José Maria Marques. No desfile de fantasias na categoria originalidade pernambucana venceu Almir da Paixão com Este Nosso Nordeste e no 2º ficou Edilson Gonçalves (Festa no Circo). No luxo masculino ganhou Luiz Carlos de Carvalho (O Sonho de Aritana)e no 2º Izidoro Santos (Um Rei Negro chamado Petroleo).

Moema Jafet, Silvinha Fraga e Wanda Klabin (Foto: Manchete)

Fernando Villachan e a Miss Brasil Martha Rocha (Foto: Manchete)

No luxo feminino venceu Isabela Dantas (Minha Mangueira Querida) e Jane Bezerra em 2º lugar com Frenesi. Em originalidade nacional venceu Ivete Garrido (Chinatown) e no 2º lugr Pinah (Sejas Mar ou Beija Flor). No luxo de Pernambuco venceu Heraldo Oliveira (Sonho de uma noite de Bagdá) e no 2º lugar Silva Neto (O Segredo das Minas de Prata).

Os desfilantes cariocas Silva Neto, Isabela Dantas e Jesus Henriques (Foto: Manchete)

Suely Stambowsky, Claudio Cavalcanti, Rosamaria Murtinho, Regina Vieira de Melo Moura e Patricia Medeiros (Foto:Manchete)

Ainda tivemos outra categoria Nordestina. Francisco Gurgel do Amaral venceu com A Doce Lenda do Pássaro Azul) e em 2º lugar ficou Di Carlo com No Reino de Netuno. Em originalidade venceu Carlos Costa Rego com Anahn, Deus do Sol e 2º lugar Expedito com Zumbi em Noite de Gesta. Como Hors Concours tivemos Jaime Melo com Exu, o mensageiro de Orixá e Jesus Henriques com O canto do cisne do Lago Azul.

Elisabete Savala e Marcelo Picchi (Foto: Manchete)

Chiquinho Scarpa e Alice Bueno de Freitas (Foto: Manchete)

I Baile dos Artistas

Há 35 anos acontecia o I Baile dos Artistas, sob a coordenação de Marcus Siqueira e Marcelo Peixoto, tendo como inspiradora a diva Helena Pessoa de Queiroz Gomes. Em tempo: Helena foi a Madrinha do Baile dos Artistas, até adoecer. A prévia aconteceu no Batutas de São José, na época localizado no Cais de Santa Rita.

Helena e Demazinho Gomes (Foto: Divulgação)

Para as danças tocou a Orquestra e Coral de Batutas de São José. A Rainha das Atrizes foi a atriz Diva Pacheco, a Rainha dos Artistas a artista plástica Maria Carmen e o Príncipe dos Artistas Luiz Mauricio Carvalheira.

Martha Rocha, Miss Brasil de 1954 (Foto: O Cruzeiro)

A comissão julgadora que escolheu as fantasias foi composta pela consulesa dos Estados Unidos Lucia Hoffenberg, Clarissa Gonçalves de Lima, Maria Julia Nogueira, Dedé de Castro, Zamir Caldas, Dalci José e Valdi CoutinhoWellington VirgulinoPai Edu e Jaime Melo.

Adalgisa Colombo, Miss Brasil de 1958 (Foto: Manchete)

Entre os que participaram do baile destacamos Martha Rocha (Miss Brasil de 1954), Adalgisa Colombo (Miss Brasil de 1958), Laura Bandeira, Helena e Demazinho Gomes, Berta e Antenor Navarro, o colunista social carioca Carlos Swann, leia-se Fernando Zerllotini e Fernando Villa Chan.

Um sucesso o Brazilian Day de 2013

A banda Village People incendiou o Brazilian Day (Foto: Fernando Machado)

Encerro hoje a série de reportagens sobre a participação de Pernambuco no Brazilian Day em 2013. Há cinco anos, pela terceira e última vez Pernambuco participava do Brazilian Day. E isso se deve ao  visionário que era secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa. Como estamos hospedados no hotel GLS, o Yotel, que é uma gracinha, fomos tomar o café da manhã no Hotel Belvedere, por ficar mais perto do palco principal.

(Foto: Fernando Machado)

Após o café saímos em arrastão para a Avenida das Américas, onde aconteceu o Brazilian Day. À frente estavam os bonecos gigantes do Caboclo de LançaLuiz Gonzaga e de Pelé, grifados pelo artista plástico Leandro Castro, além do cantor André Rio e sua banda tendo no comando o maestro Luciano Magno. E por onde passávamos ninguém ficava indiferente. Jovens, adultos e crianças deixavam tudo de lado par ver Pernambuco passar.

João Alberto e Sheila Wanderley, Mário Gil Rodrigues e Dina (Foto: Fernando Machado)

E tome flashes de câmaras e de celulares, deixando muita gente com inveja. Os motoristas esqueciam um pouco as direções para observar o que era aquilo. O frevo tomou conta mais uma vez da Times Square. E foi mais uma vez Vassourinhas, dos esquecidos Matias da Rocha, e Joana Bezerra, levou os turistas do local até a balançarem, meio sem graça, os esqueletos. Não pudemos avaliar qual dos dois bonecos gigantes o mais festejado.

Luciano Magno, André Rio e banda (Foto: Fernando Machado)

Ao chegarmos na Muvuca, onde estava instalado o palco principal, vimos um filme publicitário do Recife e a apresentação da cantora baiana Carla Visi. Adorei assistir ao show da Village People. Essa banda povoou meu mundo nos anos oitenta. Ainda Estava previsto para subirem ao palco Zeca Pagodinho e Gusttavo Lima. As ruas que rodeiam a Avenida das Américas estavam tomadas de vendedores de comidas e bugigangas.

As jornalista Luiza Tiné e Roberta Jungmann (Foto: Fernando Machado)

Lembrava até a Avenida Dantas Barreto, durante o reinado de Momo. E como não poderia faltar, existia um curral vip e outro dourado, onde os jornalistas não tinham acesso. Nesse curral desfilavam as drags, gente bonita e muita gente feia, claro em busca de seus minutos de fama. Uma pena Pernambuco não aterrisse mais na Big Apple. Talvez um dia surja outro Alberto Feitosa que é um verdadeiro amigo do turismo.

Os bonecos gigantes de Pelé e Luiz Gonzaga (Foto: Fernando Machado)

 

As Bodas de Prata do Camburão da Alegria

O bloco Camburão da Alegria, primeira agremiação carnavalesca do Brasil criada por policiais militares, completa 25 anos de folia com muita história para contar. Seu primeiro desfile foi realizado em 28 de fevereiro de 1993, primeiro domingo após o Carnaval, na Avenida Boa Viagem, sendo aberto pelo vice-governador Roberto Fontes, com tudo que teve direito: trios elétricos, orquestra de frevo, boneco gigante, porta-estandarte e milhares de foliões de todas as categorias profissionais, dentro da proposta de oferecer uma opção de divertimento para os policiais e bombeiros militares que passam todo o período carnavalesco trabalhando.

Os bonecos gigantes no abre alas do Camburão da Alegria em 28 de fevereiro de 1993 (COPM Jornal)

O bloco foi criado na Assessoria de Comunicação Social pelo então tenente-coronel Geraldo Severiano, auxiliado pelo então major Antonio Neto, que coordenou a pesquisa para escolha do nome do bloco. O nome vencedor foi uma sugestão do pessoal do Batalhão de Choque. O estandarte foi confeccionado pelo cabo Severino Martin, carnavalesco que desde então é o porta-estandarte oficial do bloco. Em seu primeiro desfile saiu com um boneco gigante criado pelo artista plástico Sílvio Botelho, com direito a um frevo especial composto Gustavo Tiné, um samba de Júnior Alegria e um frevo orquestrado do tenente Djalma Feliciano.

Um soldado virou boneco gigante (COPM Jornal)

Entre os milhares de foliões estavam o comandante Romero Leite, o chefe do Estado Maior Heráclito Toscano, o superintendente da Polícia Federal Ayrton Marques Mendes. No primeiro desfile o bloco recebeu o apoio do jornalista Marcelo Mário de Melo, presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, que confessou ter ficado impressionado com o sucesso do bloco. Atualmente o bloco desfila em Olinda já pelo segundo ano, depois de ter sido enxotado da avenida Boa Viagem pelo Secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, que tomou essa controvertida decisão no início da gestão de Geraldo Júlio, como medida invertida de integração entre sua pasta e os integrantes de uma corporação responsável pela segurança preventiva da população.

O major Antônio Neto um dos fundadores do Camburão da Alegria (Foto: Divulgação)

A Avenida Boa Viagem, por ironia, ficou reservada com exclusividade para a parada gay e a marcha para Jesus. O pessoal do bloco passou a desfilar no centro da cidade e depois se mudou para Olinda, onde foi recebido com o carinho e a consideração que merece. (Jornalista Antônio Neto)

 

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